Dicas para ententer crianças presas em casa

Dia da Consciência Negra - África, lendas, história, religião, povos. {POST II}

Segundo post da série Consciência Negra.
Lembrando que foi escrito a 4 mãos, nós do Kids Indoors  + @casadeleitores e a @boaleiturabomapetite.
Chegaram muitos livros na semana passada, estamos lendo todos com o cuidado merecido, então para não deixá-los de fora, colocamos apenas a resenha que a editora oferece, conforme formos finalizando, substituiremos os textos.

Lembrando que é um post que vai crescendo conforme formos lendo mais livros. E lembrando que não vamos colocar aqui qualquer livro. Vamos ler, avaliar, ler com as kids para depois falar dele. Texto e ilustrações devem ser bonitos e enriquecedores. Qualquer livro sobre o assunto não serve. =)


A NETA DE ANITA de Anderson de Oliveira e belíssima ilustrações de Alexandre Rampazo. Mazza edições.

O autor nos conta uma história da raça negra, como se pintasse diferentes telas... Como se escrevesse vários scripts, onde duas personagens femininas  falam de presente e passado, num amplo espectro ancestral, neta, vó e bisavó, cheio de simbologia e ternura. O movimento para o enriquecimento cultural dado com a chegada da escritora cega, que enriquece e transforma, sem destruir a beleza da mitologia negra. A parte que mais achamos bonita é a lenda de como os Homens conseguiram a pele de cor preta.

OBAX. Ilustrações e texto de André Neves. Editora: Brinque-Book.
Já falamos dele AQUI.

 O AMIGO DO REI de Ruth Rocha, ilustrações Eva Furnari, editora Ática.

Ioiô e Matias nasceram ao mesmo tempo. Só que um na senzala outro na casa grande. Ioiô era senhor de Matias, embora os dois fossem da mesma idade. Matias sempre dizia ao amigo (pois eram grandes amigos) que um dia ia ser rei. Ioiô ria e duvidava, mas Matias sabia.  Um dia os dois aprontaram e os dois apanharam. E o senhorzinho não gostou nada, nada disso e resolveu fugir com o amigo. E pelo caminho são encontrados... O que será que vai acontecer?
 "No Brasil, no tempo da escravidão, brancos e negros não podiam ser amigos, não. Mas, para as crianças, quem manda é o coração."

 6. BRUNA E A GALINHA D'ANGOLA de Gercilga de Almeida, ilustrações Valéria Saraiva, editora Pallas.
É a história de uma menina solitária, a avó conta histórias da sua terra natal, África, para alegrar Bruna. Conta a história da Galinha d´Angola e presenteia a neta com uma galinha de verdade, a partir disso, Bruna faz várias descobertas. As ilustrações com papel recortado são muito delicadas e fofas!!

BERIMBAU MANDOU TE CHAMAR de Bia Hetzel (organização) e ilustrações de Mariana Massarani. Editora Manati. Recebemos da Distribuidora Casa de Livros.
Já falamos dele AQUI.

OMBELA - A ORIGEM DAS CHUVAS de ONDJAKI com ilustrações liiiindas de Rachel Caiano. Editora Mini Pallas.
Já falamos dele AQUI.
LILA E O SEGREDO DA CHUVA de David Conway e Jude Daly da Biruta editora.
A história se passa no Quênia, África. Lila vivia numa aldeia e era época de uma grande seca. O sol castigava a terra e ninguém conseguia fazer nada de dia, pois o calor era escaldante. Um dia o avô de Lila contou pra ela que, pra fazer chover, alguém precisava ir no topo da montanha mais alta e contar a coisa mais triste que sabia pro céu. Ele comovido choraria. Lila decide partir e tentar falar com o céu. Uma história bem bonita.

O MENINO QUE COMIA LAGARTOS, de Merce Lopez, SM edições
Apaixonada pelo livro que a Cecília trouxe da escola. Claro que corri pra comprar um exemplar pra mim.
É a história de um guri, Tikorô, que vivia pelas ruas e caçava lagartos pra comer, porém um dia encontrou um lagarto gigante albino que chorava. Ele tinha perdido todas as cores e estava muito triste. O guri ficou com pena e resolveu ajudá-lo. Levou-o pra falar com um sacerdote, para pedir ajuda e este explicou que as cores do animal e a alegria foram embora, como as lembranças, assim como aconteceu com o povo africano. Tikorô resolve ajudá-lo a recuperar sua cor e começa uma caminhada em busca dos símbolos, da cultura, da tradição, das máscaras, da música, da dança... A medida que vão lembrando, o lagarto vai recebendo da mãos dos sábios (de diversas tribos e regiões) a cor da terra, a cor da vida e morte, a cor da música. E como recompensa, o lagarto dá ao guri o dom de saber que não importa o que acontecer, ele sempre vai sorrir no final. Sempre vai ficar bem. Uma história liiinda que exalta a cultura africana. O texto é maravilhoso, com várias palavras em um dos dialetos de lá, e as ilustrações são um espetáculo a parte. Lindas, lindas, lindas! Super recomendo. Fica a dica!

ZUM ZUM ZUMBIIIIIIII de Sonia Rosa, ilustrações de Simone Matias
Ganhamos um exemplar no sorteio do IG @bamboleio_literatura e outro exemplar recebemos da Editora Pallas.
"Hoje tem bolo, suco de laranja e brincadeira de pião lá em casa. Mas por que hoje é um dia tão importante? Ora, porque hoje é dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, dia de Zumbi dos Palmares. Você sabe quem foi esse herói que lutou contra a escravidão no Brasil? Sente-se para comer um bolo comigo que eu conto tintim por tintim sobre a vida do Zum Zum Zum biiii..."

BATIDAS DE OKÀN de Rosane Castro, ilustrações Monika Papescu, editora Libretos.

O livro é uma homenagem aos detentores da história do mundo, aqueles que passam, junto  ao som da batida do tambor, os segredos da humanidade. E ninguém melhor que um avô, e seu neto, para representá-los. O livro é parte de um projeto lindo que a autora desenvolve de divulgação das histórias africanas e valorização do trabalho dos Griôs/Griots (contadores e cantadores de histórias).
 "Ijó é um menino curioso que gosta de ouvir histórias, de tocar tambor e de dançar. Um dia, Ijó perguntou ao seu querido avô como ele havia conseguido guardar aquela montanha de histórias na sua cabeça? Se você gosta de ler, vai ficar encantado com os segredos e a magia das histórias de Okàn." 

                         
OGUM- O REI DE MUITAS FACES de Lidia Chaib e Elizabeth Rodrigues. Editora: Cia das Letras.
Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens (como todos nós) e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? O livro descreve as suas principais características, mostrando esse lado especial da nossa cultura que é a herança dos povos africanos.

DUULA A MULHER CANIBAL - UM CONTO AFRICANO de Rogério Andrade Barbosa e ilustrações de Graça Lima. Editora DCL.
Duula foi uma mulher jovem e bonita, mas a fome e a miséria de seu povo numa das secas mais terríveis que assolou a região onde ela e seus pais viviam, foram as responsáveis por sua transformação em um monstro terrível . Assim surge a lendária mulher canibal, temida por todos que passam por aquela região árida e selvagem.

VOVÓ NANÃ VAI A ESCOLA de Dagoberto José Fonseca, editora FTD.
 Aisha e Yetundê são primas e moram juntas na casa da avó. Vovó Nanã nasceu na Nigéria, África, e conta muitas histórias interessantes sobre as origens africanas. Este ano ela vai ser muito importante para a Semana Cultural da escola de suas netas.
Por meio da tradição da oralidade na cultura dos povos africanos, Nanã reconstrói as origens da África e do Brasil.

OS ORIXÁS SOB O CÉU DO BRASIL, escrito por Marion Villas Boas e ilustrado lindamente por SANDRO LOPES. Editora Biruta.
Já falamos dele AQUI.

CARTAS A POVOS DISTANTES de Fábio Monteiro e André Neves, das Paulinas.
Já falamos dele AQUI.

TABULEIRO DA BAIANA de Elma. Editora Paulinas.
Já falamos dele AQUI.

NINA ÁFRICA: Contos De Uma África Menina Para Ninar Gente De Todas As Idades de Arlene Holanda, Clayson Gomes e Lenice Gomes, com ilustrações de Maurício Veneza. Editora Elementar.
Quando o Céu e a Terra estavam próximos um do outro, quando a África era uma imensa floresta onde homens e animais viviam em harmonia – nasceu a brisa, caiu a primeira chuva e surgiram as primeiras histórias recheadas de seres inanimados. Embora o título remeta a histórias de lendas antigas, os textos tem muito mais a ver com a África de hoje.
A lenda que a Ceci mais gostou foi A ORIGEM DA CHUVA.

KALIMBA. Escrito pela autora angolana Maria Celestina Fernandes e ilustrado pela brasileira Brunna Mancuso. Editora Kapulana .
Já falamos dele AQUI.

DE REPENTE NAS PROFUNDEZAS DO BOSQUE de Amós Oz, da Cia das Letras.

Livro que lemos, Cathe e eu, quando participávamos de um grupo de leitura, há uns 8 anos atrás e adoramos. Meu livro (Gisele) está cheio de asteriscos, marcações e observações. Nunca tinha lido nada dele antes, e amei.
Uma fábula sobre uma aldeia em que não existe animal de nenhum tipo... Nem inseto, nem mamíferos, nem aves, nem peixes, nem animais selvagens... Nenhum! Todos eles desapareceram há muitos anos, levados por Nehi, o demônio que todas as noites desce para assombrar os habitantes e mora dentro de uma montanha do bosque proibido. Fala de bullying, preconceito contra aqueles que fogem do padrão estabelecidos pela sociedade e contra os que tem imaginação e do medo de ser considerado diferente. Na história há uma professora que ainda acredita no encantamento, na volta do sonho e dos animais e também há duas crianças curiosas que também não desistem de encontrar a verdade e os animais sumidos. Uma fábula para todas as idades. Um tema super atual.

IFÁ, O ADVINHO editora Companhia das Letrinhas.
O livro desmistifica a figura de Ifá, o adivinho. São várias histórias das peripécias deste orixá.
Em tempos antigos, na África negra, um adivinho chamado Ifá jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele era muiiito requisitado. Muita gente querendo um conselho, uma direção, saber do futuro, de amores e de dinheiro também.  Mas uma coisa que ele mais gostava era auxiliá-las a se defender da Morte.

E a Dona Morte não gostava nada, nada disso e um dia resolveu acabar com Ifá! E lendo você pode ver como ele conseguiu escapar!

Ifá acreditava que tudo na vida tinha solução. Sempre que lhe traziam um problema, ele se lembrava de alguma história antiga que ensinava como essa dificuldade fora resolvida - histórias vividas por personagens míticos como Xangô, o Trovão, Iansã, a Destemida, Iemanjá, o Mar, e Ogum.

Um livro que fala de um pedaço do universo cultural africano que se tornou parte constitutiva da diversidade cultural brasileira.

GRANDE ASSIM de Mhlobo Jadezweni e ilustrações de Hannah Morris. Editora Peirópolis.
O que mais Tshepo queria era crescer. Ele quer crescer muito, mais muito mesmo... Para ser tão alto como uma árvore muito alta e grande! Então, faz um buraco na terra, coloca um adubo (fedorento) e entra e com a mangueira, se molha todo. Pronto! Está plantado. Agora vai crescer mais rápido. E de repente se transforma mesmo em árvore! Vem as formigas e o picam, vem as crianças e querem quebrar uns galhos para brincarem, vem a tempestade e ele é jogado pra lá e pra cá! Nossa como é difícil a vida de quem é grande. E lá vai a mãe do guri! Ele sente saudades. Mas como virar um pequeno Tshepo novamente?   
O livro é bilíngue: português e IsiXhosa, uma línguas faladas na África do Sul. E o mais legal é que no site da Peirópolis, você pode ouvir a história em IsiXhosa!

UM MENINO CHAMADO NEGRINHO de Hellenice Ferrera e Luis Silva. Escrita Fina.
Recebemos da Distribuidora Horizonte do Saber.
A lenda do Negrinho do Pastoreiro recontada em palavras delicadas e ilustrações bonitas. O livro intercala páginas de texto (pouco) com páginas só de imagens. Bem bonito.

SEREIAZINHA UMA HISTÓRIA BORDADA de Andréa Pernambuco Toledo e Marcela Fernandes de Carvalho. Editora Escrita Fina.
Recebemos da Distribuidora Horizonte do Saber.

O livro conta a história de quatro primos (três meninas e um menino) que moram na casa de praia da avó. Eles dormem com a lua e acordam com o sol e quando a maré fica cheia, a água bate na porta da casa. Todas as  tardes a avó senta na areia e começa a bordar e contar histórias. Quando as crianças pedem alguma específica, a história é contada e bordada ao mesmo tempo.
E um dia ao bordar e contar sobre a sereia, esta ganha vida. Empolgadas, as crianças pedem linha e agulha e também começam a interagir com a história que vai ganhando cada vez mais vida. Entre risadas, bordados e histórias a sereiazinha é mais uma na brincadeira. Agora "...são cinco crianças unidas pelo sentimento comum da alegria, irmanadas pela diversão e pelas risadas."

POEMAS PARA LER COM PALMAS de Edmilson de Almeida Pereira, ilustrações Mauricio Negro, Mazza Edições.
"Em Poemas para ler com palmas o autor estende um fio poético a partir de cinco mitopoéticas de matrizes afrodescendentes: a Capoeira, o Congado, o Jongo, os Orixás e os Vissungos. O resultado é um livro-canto, em movimento, que convida o leitor-ouvinte a participar dessas cinco matrizes culturais afrodescendentes. Os poemas do presente livro dialogam com as ilustrações de Maurício Negro."

 AIMÓ: UMA VIAGEM PELO MUNDO DOS ORIXÁS, de Reginaldo Prandi, ilustrações de Rimon Guimarães. Editora Seguinte.
Não reparem no meu livro. Por duas vezes marido e crianças derramaram água nele. =(

A guria acorda num lugar totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. Nem você mesma sabe quem é.

É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho. Uma mulher passa e diz que ela é "Aimó omobinrin" palavras que numa língua de um povo africano quer dizer "menina esquecida".
A guria escuta e pensa que seu nome é Aimó, então.

Ela estava completamente sozinha... Com saudade dos trajes, tambores, mulheres dançando, colares de conta...

Aimó está no Orum -mundo espiritual - a morada dos deuses e espíritos dos mortos.
Os mortos renascem na mesma família, mas para renascer não podiam ser esquecidos na Terra.
A família precisa se lembrar dos mortos, os feitos notáveis devem ser constantemente relembrados, seus nomes invocados com orgulho, as lembranças mantidas vivas.

Mas ninguém se lembrava de Aimó, que morreu ainda criança.

Ela chora de tristeza, ficará presa no Orum pra sempre.

Mas os orixás se compadecem e como cada pessoa descende de um orixá, eles vão se reunir para achar uma mãe para Aimó.
Na verdade, ela vai conhecer , assim como o leitor, as diversas divindades e escolherá qual quer como mãe, para depois voltar para Aiê (Terra).

Ficamos conhecendo, junto com Aimó, os orixás, suas histórias, seus temperamentos e gostos. Um livro lindo.  No final ainda tem um glossário de Orixás e de palavras que o texto cita, de como funciona os oráculos de Ifá, como os búzios.
Amei o livro.

TEM OBA-OBA NO BAOBÁ HISTÓRIAS COM PEEFUME DE ÁFRICA De Claudia Lins, ilustrações Maurício Negro, editora Paulinas.

No livro a tartaruga Nina Zina  conta histórias da África à sombra do Baobá que nasceu no quilombo do Brasil.  Três histórias emocionantes "A flor mágica do Baobá", "Como as histórias do céu vieram parar na terra" e "Tem oba-oba no Baobá" que dá nome ao livro. Narrativas envolventes e muito bem contadas que nos levam a viajar com os personagens pessoas, bichos e árvores. Ilustrações lindas do Maurício Negro.

O NATAL DE NKEM
Do autor nigeriano Sunny, ilustrações de Maurício Veneza, editora Paulinas.

Sunny nos conta como o Natal chegou a alguns países da África, uma história cristã, com uma abordagem bem diferente da convencional.
"Nkem, o príncipe que foi coroado rei ainda menino. Nkem era muito apegado ao seu avô, rei de Bororo, que jazia moribundo por conta da doença que lhe acometia. O clima no palácio já não era o mesmo. Só se ouvia o vozerio e as canções dos curandeiros, não mais as histórias contadas pelo rei. Nkem já sabia que se o avô faltasse, ele precisaria assumir as tarefas reais, honrar a tradição e defender o povo. Nessa ocasião, chega à corte Amén, um visitante, amigo de seu avô. E Nkem se lembrou de que esse homem certa vez trouxera uma caixa com um presente de Natal para o rei. Curioso, o menino-rei quis saber o que era Natal e Amén, a partir dessa pergunta, começou a contar-lhe sobre Jesus Cristo."

 O FUXICO DE JANAÍNA de Janaína de Figueiredo e Tata Kajalacy. Ilustrações de Paulica Santos, da Aletria. Recebemos o exemplar da Distribuidora Casa de Livros.

A história é uma recriação feita a partir dos relatos orais do "povo de santo" da nação Angola, narrados por Tata Kajalacy.
Janaína é filha de duas divindades: Kaitumba - dona das águas salgadas e Matamba - a senhora dos ventos. Com isso ela é metade água e metade tempestade.
Um dia Janaína se apaixonou por um pescador diferente. Ele tinha um olhar que parecia permanentemente em busca de algo. 
"Kaitimba (o pescador) ficou enfeitiçado pelos encantos de Janaína. Já não sabia se era o peixe ou aquele perfume de mar, a brisa acalentadora ou as suas pequenas ondulações que o maravilhavam."  Porém, certo do amor e proteção de Janaína, orgulhoso, desobedeceu as leis do mar e agora vai ter que pagar um preço alto. 
História bem envolvente. As ilustrações muitas vezes lembram a técnica do batique.

AMINATA A MENINA TAGARELA de Maté, da editora Escarlate.
Já falamos dele AQUI.

Tem adolescente por aí merecendo ler aquele livro maravilhoso: ESTE é o livro. Por aqui, conquistou até quem está com 9 anos, e também quem já passou dos 40 anos (Kkk euzinha, Márcia!).
O AMULETO DA CHUVA da autora e ilustradora Maté, publicado pela Editora Escarlate (UM selo da Brinque-Book).
Maté é de origem polonesa, nasceu na França, veio para o Brasil em 1980. Tem se dedicado a escrever livros para as crianças, sempre apaixonada por culturas nativas: indígenas e africanas. Nesta história, a autora apresenta a região do Saara completamente diferente das condições climáticas encontradas atualmente. Tudo acontece no centro norte da África no período subpluvial neolítico ao norte de Tamanrasset, Argélia (aproximadamente 8000 a 4000 a.C.) local que existia uma savana repleta de bufalos gigantes, elefantes, rinocerontes.
Arinê e Madih são personagens mulheres mãe e filha adotiva. A história se desenrola ambas vivendo num terra linda e muito fértil, até que de repente tudo muda e uma sai em busca da nuvem que traria a chuva, que seria o amuleto.  Com uma história envolvente enriquecida por elementos da geografia, meio ambiente e enorme pluralidade cultural, estou certa que este livro vai encantar você também. Vale a pena conferir!

 THE PEOPLE COULD FLY - AMERICAN BLACK FOLKTAILES contados por Virginia Hamilton e ilustrações de Leo e Diane Dillon. Editora Alfred A. Knopf.

São várias histórias do folclore americano, criados por escravos trazidos a força da África.
São histórias que foram contadas por um povo oprimido para expressar seus medos e esperanças como forma de manter vivas as lembranças da vida antes da escravidão. Em muitas delas há músicas e palavras em alguma língua ou dialeto africano. Embora as palavras tenham permanecido o significado delas foi esquecido. Servem apenas como sons melodiosos de uma época que já se foi.
 As ilustrações em preto e branco são bonitas e fortes.

Para ver o outro post, clique AQUI

3 comentários:

  1. Mais um post maravilhoso! Obax é um livro adorado por aqui, já há bastante tempo. Vou aproveitar essa semana de ofertas e abastecer a biblioteca da criançada! Beijos e parabéns pelo trabalho maravilhoso!

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    1. Oi, Cintia! A conscientização é um trabalho de formiguinha. Obrigada pela sensibilidade de estar fazendo parte desse movimento! E obrigada pelo carinho!

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  2. Olá, pessoal,
    Muito feliz em ver que gostaram tanto da minha "Aminata,a tagarela" quanto do meu "Amuleto da chuva", dois livros que eu fiz com muito carinho e muuuiita pesquisa. Em ambos, meu objetivo é literalmente transportar o leitor para o continente africano, numa viagem lúdica e emocionante, repleta de descobertas e ensinamentos.Espero estar contribuindo de alguma forma para a construção de uma sociedade mais tolerante, mais receptiva à diversidade cultural. Parabéns pelo blog!

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Oi. Bom te ver por aqui! Responderemos o mais breve possível. :)