Dicas para ententer crianças presas em casa
Olá! Aqui é o Cássio!
Hoje eu falarei de um livro que conta a história de Terêncio Horto, o poeta das multidões.

VIDA E OBRA DE TERÊNCIO HORTO de André Dahmer, Quadrinhos na Cia.
O livro é uma série de tirinhas curtas (de 3 a 5 quadrinhos) que falam sobre a vida de um poeta (Terêncio Horto) e suas experiências de vida.


Essas experiências variam desde sua infância, adolescência, sua vida amorosa, percepções do mundo, internet, acontecimentos diversos, etc. As histórias são variadas em seus temas e seguem mais ou menos a mesma estrutura sempre, de contexto, reviravolta, e uma frase de efeito final, como são estruturadas muitas piadas.
Sempre há alguma reviravolta no final que é surpreendente e te faz rir, sendo algo na maioria das vezes relacionável ou facilmente compreensível.


Basicamente todos os quadrinhos são iguais (a ilustração), com algumas variações para melhor se adaptar ao tema, a coisa que mais muda mesmo é o texto, mudando a situação e a piada, mas continuando engraçado.


O personagem principal (e basicamente o único que aparece sem ser em citação), Terêncio Horto, é um poeta que aparentemente consegue viver de suas próprias criações. Ele fala de como é difícil viver com sua profissão, a complicação de achar uma mulher ou como se relaciona com amigos, família e com o mundo, na maioria das vezes ele fracassando miseravelmente nisso.


O cenário que mais aparece (uns 90% do livro) é uma sala com a máquina de escrever o protagonista, onde ele escreve e pensa sobre suas obras, onde ele reflete sobre sua vida e é onde as piadas surgem.
Não existe mais tanta coisa para se falar do livro pois ele não é apenas uma história seguida, são centenas de pequenas historinhas cômicas e totalmente distintas umas das outras (pelo menos na estrutura do contexto, reviravolta e frase de efeito, diferentes em cada uma delas).


No fim, o livro é bom e recomendo a quem quiser uma leitura curta, irônica e engraçadinha com um personagem que quase nunca consegue se dar bem em suas lembranças e não se adapta tanto ao mundo moderno. Leitura light e reflexiva para as férias
Obrigado por lerem.
Recebemos estes dois livros lindos da Susanne Straber, pela Companhia das Letras.
Susanne é uma escritora e ilustradora alemã com grande facilidade de chegar aos pequenos leitores. Nos dois livros os desenhos são simples, os textos curtos e as histórias cumulativas. O Lucas com 3 anos, adora. Como o cabelo do personagem parece com o dele, eu leio "Lucas" no lugar de "menino". Ele sempre pede para reler (muitas vezes).

Bem Lá no Alto

Uma delícia de livro, com tudo que os pequenos (e eu, claro) gostam. Um urso, um bolo, um coelho, um porquinho, uma galinha, um cachorro e um sapo. O urso avista um bolo no parapeito da janela mas é muito alto, não consegue alcançá-lo. Os outros animais vão chegando página a página para tentar ajudar. Um conto de acumulação com final surpreendente.


Com poucos elementos visuais e cores chapadas é o tipo de história para contar de novo e de novo sem enjoar! 

Capa dura e papel fosco completam o projeto gráfico vertical, que se eleva junto com o olhar dos bichos. Letra bastão para facilitar a vida do leitor iniciante mas o livro permite leitura compartilhada com os menorzinhos.


Muito Cansado e Bem Acordado

Este livro segue sendo um dos preferidos do Lucas desde que chegou. Um conto cumulativo para a hora de dormir. O porco-espinho, a raposa, o burrico, o pelicano e o jacaré estão bem cansados, só a foca que está bem acordada. E ela levanta para ir ao banheiro.

Em cada página um dos animais sai da cama por aqueles motivos que as crianças encontram na hora de protelar a chegada do sono.

Mas para onde vão todos? O porco-espinho acaba sozinho na cama. 

Dá pra aproveitar as onomatopeias na hora da contação, com direito até a pum!


Dei uma espiadinha no site da autora e tem mais livros bacanas por lá. Já estou curiosa para saber qual será o próximo que a Companhia das Letras vai trazer para o Brasil.
Este ano a Márcia (@boaleiturabomapetite)e eu resolvemos fazer nossos picnics literários mais inclusivos.

Vamos compartilhar a lista dos livros que já temos na nossa biblioteca:

Eu trabalhei com crianças especiais nos anos 90, era professora de artes e sempre que podia trabalhava usando livros. E, pesquisando material para minhas aulas, conheci o livro

 ADÉLIA ESQUECIDA de Lia Zatz e ilustrações de Luise Weiss, da editora WG produto.

Foi um dos primeiros livros que comprei que era inclusivo.
Aqui, a guria Adélia, como toda criança, resiste às atividades necessárias do dia a dia, como amarrar os sapatos, se agasalhar, pentear os cabelos... Nem por isso ela e a mãe deixam de ter uma relação afetuosa. O texto, em escrita alfabética e em braille, permite que a criança, com visão precisa ou não, descubra do que se está falando, com a ajuda de ilustrações em colorido contrastante, relevo, texturas e aromas. Adélia Esquecida é o segundo título de uma coleção dedicada a todas as crianças, inclusive as com deficiência visual, lançado pela editora WG Produto.

O Braille.BR® não fura o papel conferindo alta qualidade às lindas ilustrações de cores vibrantes e contrastantes, às texturas e relevos, e também aos aromas! Todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados de forma a enriquecê-lo nos três aspectos da percepção humana: visual, tátil e olfativa. Assim, o aproveitamento da obra assume alto nível qualitativo convidando todas as crianças à imaginação e à experimentação. O sistema de impressão Braille.BR, idealizado por Wanda Gomes (patente requerida), permite que o livro possa ser utilizado por pessoas com deficiência visual ou visão normal. 

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E com o tempo achei alguns da Paulinas também. Este comprei logo em seguida:

O ABRAÇO DO ANTÔNIO de Luciana Rigueira e ilustrações de Elisabeth Teixeira. Editora Paulinas.

É uma história sobre adoção. A mãe procurava e procurava seu filho. Ela rezava para encontrá-lo logo. Um dia, ao entrar num orfanato ela o reconheceu! Era ele que ela tanto procurava. Uma história super afetuosa que me arrepia a pele toda vez que eu a releio.

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VOVÓ de Claudio Martins. Editora Paulinas.

Vamos começar dizendo que amamos este livro!

A vovó não aguentava ver aquela cena chata e sem graça TODOS OS DIAS! E como não tinha dinheiro para viajar ou se mudar, resolveu perguntar pos aí se alguém estava disposto a dar uma carona pra ela. Que chato! Não encontrou nenhuma boa alma. Então resolveu colocar a mão na massa: comprou tintas e começou a resolver o problema de uma forma super criativa (acho que via contagiar todo mundo!!!): Fez um quadrinho pra colocar na parede de casa! Hummm... Desconfio que não foi só isso, mas....
Um livro divertido sobre mudar o mundo com as próprias mãos!

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A nossa editora parceira, Paulinas, enviou além de Vovó, outros três títulos do trabalho inclusivo que promovem através da literatura.


As histórias tem menos texto para que as letras em braille caibam nas páginas correspondentes.


 Dorina Viu de Cláudia Cores, ilustrações de Dimas Reativo, da editora Paulinas.

O livro conta a história de Dorina Nowill divulgadora do Braille no Brasil. Através dele descobrimos que Dorina enxergou até os 17 anos quando acabou perdendo a visão.

Sylvio lendo com as mãos!

O livro mostra que o tato também é uma forma de enxergar, calor, frio, aspereza, os dedos percebem como os olhos. Letras grandes e desenhos pouco detalhados para facilitar a leitura de crianças com baixa visão.

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O Chapeuzinho Vermelho, das Paulinas.

Reconto do clássico por Bia Villela. Ilustrado com elementos gráficos: círculos, quadrados, triângulos, além de cores chapadas, os desenhos simples são uma ótima opção para introduzir a história aos pequenos e a crianças com baixa visão. E as kids amam este formato pequeno e quadrado.

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A Bruxa mais velha do mundo, de Elizete Lisboa, ilustrações de José Carlos Aragão.

Uma história divertida do dia a dia de uma bruxa do interior do Brasil. Ela brinca com a água dos rios, com a jaguatirica, o tamanduá. Canta uma música mágica que chama os bichos.

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Para nossa felicidade o projeto do Itaú Social #euleioparaumacrianca e #issomudaomundo, junto com a Fundação Dorina Nowill, tinha a opção de pedir os livros assim: em braile e com fonte ampliada.

Aqui em casa minha sogra já comemorou, vai poder ler os livros para os netos com mais facilidade (ela tem baixa visão).

QUERO COLO! de Stela Barbieri e Fernando Vilela. Editora SM.

Quem quer um colinho gostoso? Pra que se pede colo?

Um livro lindo para os pequenos. Usando uma linguagem simples e desenhos que se aproximam dos infantis, o casal reverencia a importância do colo e consequentemente do afeto entre humanos e bichos. O Lucas amou, ficou pedindo para ler uma e outra vez.


PEDRO VIRA PORCO-ESPINHO de Janaína Tokitaka e da Jujuba editora. Outro livro fofo. Mesmo sendo para os pequenos, este já é para os maiorzinhos (acima de 3 anos usando o Lucas como medida). Pedro é um menino que gosta de dinossauros, brincar com os amigos, ganhar carinho mas se as coisas não saem como ele quer, vira porco-espinho.

Quem é que não tem um doce de criança em casa que é só ser contrariado pra sair soltando espinhos pra todo lado? (Eu tenho). Com repetições (que os pequenos adoram) e rima no final de cada página vai ser sucesso entre as kids. Ilustrações focadas no personagem e com muito branco, fácil dos pequenos compreenderem. Parabéns Itaú por um projeto único e de resistência nos dias de hoje.


Agora vamos esperar as chuvas pararem para poder levar os livros pros picnics!

E vocês tem algum livro em Braile favorito? Conte pra gente!

Enquanto meu #top10 de 2018 não fica pronto, já vou mostrar o livro mais lindo que vi este ano. ⠀ Ele foi publicado pelo Fondo de Cultura Económica, do México, em 2013, e saiu pela SESI-SP editora, agora em 2018.⠀

Ele é um livro imagem...
Ele é um falso livro imagem, na verdade: No início do livro tem um parágrafo sobre a história e depois só imagens... Imagens liiindas. Eu não consigo parar de olhar, Mercè López é expressividade pura, de uma beleza encantadora.⠀

*Como não podia deixar de ser, nós duas temos o livro, então (eu, Cathe) me empolguei e resenhei também. Vou deixar o texto em bloco aqui entre aspas porque haverá repetições que chamaram a atenção das duas.
"Mercè Lopez faz o público juvenil mergulhar no tragédia clássica através um cenário sombrio, com muito preto e terra acizentada. Para diferenciar as famílias usa o amarelo e o branco das roupas. A terceira cor que percorre a história é o vermelho em diversas intensidades, destinado aos amantes. Com este recurso a artista representa as relações, antes dominadas pelo preto e agora com vários elementos simbólicos em vermelho, árvores, romãs, corais, corações, círculos. Mas espinhos cinzentos acompanham o casal.
As ilustrações passam frescor, deixando esboços aparentes e pinturas que escorrem dos limites do desenho.
Ótima sugestão para apresentar Shakespeare aos adolescentes ou presentear apaixonados pela obra."

Estou A PAI XO NA DA! Muito preto, desenhos e pinceladas de amarelo, vermelho e branco completam as cenas.⠀ ⠀

Um clássico que não pode faltar na TUA estante!⠀

As ilustrações misturam planos, misturam realidade e sentimentos mais abstratos.

Mostra as duas famílias que se odeiam e no meio desta guerra absurda...

Romeu e Julieta se apaixonam e querem viver para sempre um ao lado do outro.
Porém, um mal entendido leva os dois a cometerem suicídio.

Um clássico de William Shakespeare, que encanta gerações.
Esta versão está sublime!
Bah! Super recomento!


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Oiii. Aqui é a Márcia do @boaleiturabomapetite e hoje vou mostrar pra vocês um livro que foi paixão a primeira vista!

(QUEM CONTOU?) CRIANÇAS ESTRANHAS, BICHOS SENSÍVEIS E CACHORROS PROBLEMÁTICOS de Dilea Frate e Laerte, da Companhia das Letrinhas.

Dilea Frate escreveu, e Laerte ilustrou, dois amigos, super talentosíssimos e profissionais e para nossa felicidade têm vários trabalhos juntos.

Em (QUEM CONTOU?), era uma vez um mundo repleto de crianças diferentes e bichos sensíveis...

 São 26 divertidas fábulas. Muitos personagens que estão no livro, Dilea conheceu e encontrou nos lugares que passou. A autora também falou que este livro foi escrito para crianças que não são caretas!

As ilustrações são engraçadas, claro, como todas as do Laerte!

A parte mais divertida:
Sabe o por que do título?
Ah! Porque depois de cada leitura você vai descobrir quem contou a historinha! Quem viu aquilo, de que ângulo, de que lado. Será que depois de cada leitura você vai conseguir ver outros lado da mesma fábula?

E depois da leitura todos vão habitar também no seu coração!

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Enreduana
De Roger Mello e Mariana Massarani, editora Companhia das Letras.

Que grande prazer é ser surpreendido por um livro. Enreduana tem esse dom, surpreende pela personagem, pelo narrador e a forma insólita de apresentar a história, pelas ilustrações que tem a cara da Mariana mas ao mesmo tempo arriscam nos materiais e pelo projeto gráfico em tons de bronze e laranja e rosa fluorescentes. 
Enreduana traz à luz, a primeira escritora e filósofa reconhecida pela história, nascida em 2.300 a.C. em Acádia, Mesopotâmia. Enheduana é a composição de duas palavras "En" que significa "alta sacerdotisa" e "heduana", adorno do céu ou a própria lua.
Tive o privilégio de ouvir Mariana e Roger contando sobre a criação do livro durante o Painel de abertura do Instituto Quindim.
Mariana falou da sua pesquisa iconográfica e de materias que simulassem as placas de barro onde os poemas eram escritos.

O narrador da história é um grão de areia, o menor dos grãos. Ele acompanha o exílio de Enreduana que foi expulsa do reino, depois de se envolver em política, pelo próprio irmão.
Mariana contou que fez alguns desenhos na areia da praia, fotografou mas não contente com o resultado testou outros materiais semelhantes a areia, depois de muitas voltas decidiu finalmente pela praia.
As  placas de argila que os sumérios usavam como papel, foram reproduzidas em material semelhante mas não igual para garantir o manuseio e registro.
Enreduana nunca tocara o chão na sua cidade, Ur, era sempre carregada por vários homens.
Sua vida era dedicada aos deuses da lua Nanna e sua filha Inana com quem ela se casa simbolicamente.
Enreduana já no exílio escreve um pedido para sua deusa, que faça seu irmão, Rimush, se dar conta do erro que cometeu e permita que ela volte para a cidade.
Isso acontece durante uma caçada, Rimush se perde no deserto e é picado por uma cobra, ele e o antílope que estava caçando trocam de lugar por uns instantes, o que faz com que sinta o poder dos deuses e volte atrás. 
Enreduana retoma seu lugar no reino e o grão de areia será parte do barro que guardará um dos poemas.
Recomendamos para crianças maiores, pré-adolescentes e adolescentes. Para os pequenos, com mediação, pois o texto é poético e complexo. 
O livro é para colecionar, com certeza. Resgata o valor das mulheres na história da filosofia e poesia.
 PÉ DE PILÃO é um clássico no Rio Grande do Sul.
Toda criança de idade escolar já o leu na escola.
Agora a Companhia das Letrinhas fez uma nova versão com ilustrações da Rosinha e o texto é do saudosos poeta Mário Quintana.

Na foto vocês podem ver outras duas edições que tenho do livro. Eu tenho mais uma, mas não a achei.

 A edição amarela, com ilustrações de Edgar Koetz,

vinha com páginas sem ilustração para as kids completarem. Ganhamos numa visita a Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, no RS.

A edição azul pequena é uma Opereta ilustrada e musicada pelo amigo músico Claudio Levitan, e (musicada) pelos músicos Nico Nicolaiewsky e Vitor Ramil. O livro é um HQ só de imagens, para ser lido ouvindo o CD, que infelizmente, nos foi roubado.

  Ficamos bem feliz que a Companhia fez uma versão linda!

É a história de um guri que foi enfeitiçado e assim virou pato e da sua linda vó, que era uma fada e agora virou uma velha amarela e sem cabelo. Eles procuram um ao outro... mas como não sabem que o outro foi transformado, acabam se perdendo por aí...

Mas o patinho achou uma guria, ou vice-versa. Ela dá-lhe comida, casa e até sapatinhos novos.

Ao receber os sapatos, o pato vai tirar retrato, com o macaco fotógrafo. Mas acontece uma confusão e aparece a polícia (biruta por sinal) que prende todo mundo!

Com muita rima e maluquice, Mario Quintana com sua poesia nos leva a beira do absurdo, com bruxa malvada, animais meio humanos, humanos meio animais e uma santa protetora que abençoa a confusão e termina a história com vó e neto juntos e vontade de ler a história doida de novo e de novo. Não há uma lógica sequencial de acontecimentos. Os eventos pipocam pra lá e pra cá, com muito humor, e vamos desvendando os "porquês" de algumas coisas, a medida que as rimas vão aparecendo. E ao desenrolar da história o autor provoca o leitor com palavras diferentes: chichisbéu, paspalhão, sacrispanta, relambória, entre outras... Palavras que não são do vocabulário usual das kids,  pelo menos não hoje em dia. 

Rosinha trabalhou com uma paleta de cores reduzida e deixa a história ainda mais lúdica com seus azuis, amarelos e rosas.

Um livro para todas as infâncias.

Para comprar: https://amzn.to/2rTegiy