Dicas para ententer crianças presas em casa
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Fios, de Chris Nóbrega e Gabriel Dutra, editora Maria Cobogó.

Hoje vamos falar de um livro sobre 3 gerações de mulheres. Mãe, filha e neta... ❤ FIOS foi feito em família. Texto de Chris Nobrega (que é a mãe e filha) e ilustrações de Gabriel Dutra (sobrinho da autora e é neto da) e bordados da Maria Freitas (que é mãe da escritora e avó)

 Você lembra de quando brigava com sua mãe, principalmente na fase teen e jurava que não ia ser igual, mas... 

Foi só ter filhos pra repetir as mesmas palavras, ações, olhares e gestos que ela fazia pra você(mesmo sem querer)? 

Pois neste livro bordado com palavras que passam de geração em geração, os papeis das mulheres brincam de ciranda com o vazio, 

com as responsabilidades, com o afeto e cada hora uma faz um pouquinho do que a outra fez, ou desfez. 

Delicado, sensível, aborda também a passagem do tempo e a dor de uma ausência anunciada e certa.

Celebra as mulheres que vieram antes de nós , a mulher que somos e a mulher que deixaremos para o mundo. Lindo! Lindo! 

Pra comprar: https://mariacobogo.com.br/titulos/
A capa já me assustou!

Eu estava louca pra ler o livro. Confesso que quando saiu o filme, não fui ver. Sou dessas que, quando a história é boa mesmo, prefere ler o livro antes. Então esperei.
O tempo passa voando e só agora consegui parar para lê-lo. E não me arrependi.

BASEADO EM FATOS REAIS de Delphine de Vigan, da editora Intrínseca.

O livro começa com a personagem Delphine falando que alguns meses após lançar seu último livro, ela não conseguia, literalmente, escrever nada. Nada de cartas, bilhetes, post-its, e-mails, listas de compras. NADA. Silêncio total. Parte desse bloqueio vem de uma fragilidade que ganham maior peso quando ela  começa a receber cartas anônimas, acusando-a de ter causado muito dano à sua família, já que o romance fala de muitas coisas pessoais e envolve familiares. Mas muito deste bloqueio, ela conclui, pensando em tudo que aconteceu, se deve também a presença de L., uma ghost-writter.

Daí a personagem Delphine começa a relatar, como em um livro de memórias, um romance sobre o período que conheceu L. e como está entrou em sua vida e a transformou completamente. Nós leitores, ao longo do texto começamos a ver que algo não anda bem... E Delphine também vê, mas logo em seguida acha que está exagerando, que seu cérebro está lhe pregando uma peça, que não viu direito... Cabe ao leitor decidir se existe alguma distorção, ou não.

A história cita vários outros livros e filmes. Inclusive um deles, infantil, que tenho em casa (resenha dele AQUI).

Um dos postos forte do livro é discutir Ficção, autobiografia, autoficção.  A ghost-writer acha que os escritores precisam escrever sobre suas verdades, é isso que o público leitor quer.

Ele não está interessado em nada inventado, Quer ver e saber das verdades, do que o escritor é feito, como ele se constituiu. Quer saber que o outro também tem suas dores, seus traumas, suas angústias. e apesar disso, em função disso, escreve, sobrevive. O debate entre Delphine e L., entre a natureza da verdade e da ficção, onde um termina e o outro começa, e quanto de si mesmo um escritor pode (e deve) revelar trabalhos se torna calorosa e vemos, à medida que a narrativa se arrasta lenta (sim, vai ficando mais lento, mas mais revelador a cada página) mas inexoravelmente em direção ao fim do livro e do estrangulamento fortalecedor de L. sobre a existência depressiva e frágil de Delphine.

O fim é aberto e nos deixa cheio de dúvidas, ou não? Você é quem decide.
A história ainda ficou ecoando dentro de mim, após a leitura, minha mente continuou a  examinar tudo que aconteceu. Adorei.

O livro ainda ganhou dois prêmios:
Prix Goncourt des Lycéens 2015
Prix Renaudot 2015

Pra comprar com uma super promoção: https://amzn.to/35wDjui 
Programa Bebelendo -uma intervenção precoce de leitura, de Rita de Cássia Tussi e Tania M.K.Rösing, da Global editora. 

 É um livro importante para quem quer começar a trabalhar com leituras com bebês. 

Traz, num primeiro momentos, as principais teorias de desenvolvimento da criança, das capacidades dos bebês. 



Mostrando como a leitura afeta emocionalmente, intelectual e socialmente as crianças. Depois fala da promoção de leitura em si, da importância dos pais e cuidadores como primeiros mediadores de leitura. 

De como a promoção de leitura se faz com literatura. 




O livro analisa ainda 2 projetos de leitura para bebês: 1 em Londres e 2 no Rio Grande do Sul. Por fim, 

tem passo a passo como montar um programa de leitura na sua escola, biblioteca ou comunidade, com objetivos, plano de implementação, fichas de monitoramento e avaliação, 

modelos de planilhas de todos os passos, dicas de material e livros e até estimativa de quanto tudo isso deve custar. Importantíssimo para pais, professores, contadores de histórias, mediadores de leitura e qualquer pessoa que trabalhe com bebês. 

 Fico feliz de constatar que, mesmo eu não tendo toda essa base teórica, quando fiquei grávida das minhas kids, fiz exatamente tudo que o livro propõe.

 Lendo desde o instante que soube que estava grávida com 1 mês de gestação. E nunca mais parei. São 15 anos de historias! E como faz bem! Pra elas e pra mim. 

 Fica a dica!

Para comprar: https://amzn.to/2WXM4rH
 Vamos ler mais mulheres autoras!!!

 PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS de Chimamanda Ngozi Adicione, da Companhia das Letras. A livraria Cultura deixa os livros no caixa. Fácil de comprar e baratinho também. Foi menos de 8 reais. Mas vale muiiiiito mais que isso! Este é um livro de leitura para os pais. 

 Uma amiga de Chimamanda perguntou a ela o que deveria fazer para criar sua filha como feminista? A autora achou a princípio que não sabia e que isso é uma tarefa imensa... Mas não se cada um fizer sua parte! 
 O livro traz 15 sugestões de como meninas e meninos devem fazer para serem mais universais e menos associados aquelas velhas frases: "isso é coisa de menina" e "isso é coisa de menino". Suuuper necessário. Suuuper recomendo.

Na Amazon: AQUI.

 A PRINCESA QUE SALVAVA PRÍNCIPES de Christelle Ammi e ilustrações de Christelle Ammirati. Editora Callis.

Nas ilustrações, divertidíssimas o guri sempre aparece indignado, tipo: ela não podia estar fazendo isso (o que retrata uma parcela do pensamento dos homens). 
Este é um conto de fadas moderno sobre uma princesa que não fica presa na torre nem tem medo de dragão. Ela enfrenta o assustador quarto da bruxa para salvar seu príncipe encantado.

Para comprar na Amazon: AQUI.

LITTLE RED de Bethan Woolvin, editora PeachTree. Mas a VR editora já

É um livro do tipo #girlpower em inglês.
Esta chapeuzinho não tem medo do lobo e não se deixa enganar por uma touca e um vestido. Ela não precisa que ninguém venha salvá-lá do lobo mau. É inteligente, tem um sexto sentido e vai resolver a situação sozinha.

 As ilustrações são bem gráficas e são nos tons de cinza e preto. A única cor que se destaca é o vermelho da própria Chapeuzinho e outros pequenos detalhes ali e acolá. Uma forma de mostrar que força tem ESTA CHAPEUZINHO. Simples, direto, lindo.

Já foi publicado em português pela V&R editoras. Para comprar na Amazon: AQUI.  

A PIOR PRINCESA DO MUNDO de Anna Kemp e ilustrado pela Sara Ogilvie. Editora Paz e Terra.
Das princesas são esperados certos comportamentos... ⠀ ⠀ ⠀ ⠀

Por exemplo, que ela fique parada esperando o príncipe encantado ou que ela queria se casar e ter vários vestido bonitos, que seja feliz assim e fim.

Mas e se a princesa quiser conhecer o mundo e caçar dragões? Será que as pessoas vão entender? Vão aceitar? ⠀Temos aqui uma princesa que leu muito, enquanto esperava...

 Mas ela esperava sonhando e quando aconteceu do príncipe chegar para salvá-la (ela já tinha lido tanto que a cabeça estava cheia de ideias), ficou super feliz...

Até que viu que o príncipe queria aprisioná-la de outras formas. Não senhor!

Ela não ia aceitar isso!⠀

Uma história sobre sonhar e realizar sonhos. Não ficar esperando, mas tomar as rédias da própria vida. História toda em rimas. Adoramos!⠀Faz muito sucesso com as kids pequenas (meninos e meninas).


Este último livro recebemos o livro da Distribuidora e Livraria Arco-íris, aqui de Brasília (tem desconto para professores)!⠀⠀

Contatos:⠀
Site:http://www.arcoirisdf.com.br/⠀⠀ ⠀⠀
Instagram: @arcoirisdf⠀⠀
E-mail: arcoiris@arcoirisdf.com.br⠀⠀
Telefone: 61-3244-0940⠀⠀
Endereço: W2 Sul Quadra 509 Bloco “A” Loja 53 – Brasília/DF⠀⠀


Os outros posts sobre livros para empoderar meninas:
E para conhecer os outros posts da série:
Você sabe o que quer dizer Intrínseco?
Acho que livros e o Kids Indoors têm uma ligação intrínseca!

Vocês sabem que estamos testando vários clubes de assinatura... Quero contar uma novidade pra vocês! A editora parceira Intrínseca acaba de lançar a INTRÍNSECOS, um clube de assinatura de livros! Logo, logo vamos receber também!

Quer saber como funciona? 
Todo mês os assinantes receberão um livro com design exclusivo em capa dura, que será sempre um livro ainda inédito no Brasil e chegará para os Intrínsecos 45 dias ANTES do lançamento nas livrarias. 
Além do exemplar, a caixa terá uma revista com conteúdo exclusivo que complementará a experiência da leitura, um marcador de página e um brinde relacionado ao livro do mês. 
Bem legal, né? 

Estamos super ansiosas!
 Informações:

- São livros para adultos (YA também), ou seja, para pais, mães, tios, tias, madrinhas, padrinhos, avós, professores... Que, com certeza, merecem fruir de boa literatura.
- Quem assinar até o dia 21/08 vai ganhar como brinde adicional uma ecobag do Intrínsecos! (olha ela alí na foto)  - E esse é o motivo do post! Corre que ainda dá tempo de receber essa linda ecobag!
- O link do site do Intrínsecos, para quem quiser assinar ou saber mais: http://bit.ly/Intrinsecos 
- O plano mensal custa R$54,90 por mês e o plano anual custa R$49,90 por mês. 
- O frete é R$10 para qualquer lugar do país. 
- Somente livros inéditos no Brasil entrarão na caixa, então não existe chance da pessoa já ter o título (beeeem legal isso). 
- A edição da caixa é diferente da que será vendida nas livrarias, exclusiva pros assinantes. 
- As capas serão lisas e coloridas, com os nomes dos livros nas lombadas e com fitilho para marcar a página. 
- Não é possível escolher o gênero ou trocar o livro, a ideia é uma EXPERIÊNCIA DE LEITURA de diferentes tipos de história.

Na Bienal de São Paulo teve até um sneak peek! 
Fica a dica! Quem mais já está ansioso pra receber seu kit literário?
BOA NOITE!

 Em 2011 fizemos um tour pelo Uruguai. Passamos 20 dias e demos a volta no país, com as kids (AQUI e AQUI, entre outros).

BUENAS NOCHES, MAMÁ de Imapla, da Oceano Travesía é um dos livros que lembro de ter lido pras crianças, numa livraria... E ele me representa!

Vem spoiler aí! Comprei na Lautreamont Librería (AQUI).

Todas as noites, na mesma hora quem vem aí?

A múmia? A caveira?

O vampiro?

O fantasma? Não. Todos esses estão com muito medo... Quem é mais assustador que eles?

A MAMÃE! Kkkk! Me identifiquei na hora! Pra mim depois das 20:30 eu viro "O" monstro do VAI DORMIR!!!!

É um livro cartonado, pequeno e interativo, pra criança ou pra quem contar a história usá-lo como máscara, usar os dedos pra criar os dentes dos vampiro, etc... Divertido.

Um livro que mostra que a criança não precisa ter medo pra DORMIR, pois a mãe é mais feroz que tudo! Fica a dica.
A escritora Liane Moriarty tem um jeito bem envolvente de falar sobre alguns problemas da maternidade e do casamento. As histórias geralmente se concentram em um grupo de mulheres (irmãs ou amigas) e suas vidas de donas de casa, trabalhadoras (fora e dentro de casa) e giram em torno de casamento, filhos, cuidar de casa, escola, e assuntos afins. Você começa o livro e já não consegue parar de pensar na história, até chegar ao final... É o tipo de livro que fica com você, faz você refletir sobre sua vida... E é quando vem aquela sensação de quero mais e a trama toda fica reverberando dentro de você.


O QUE ALICE ESQUECEU de Liane Moriarty, editora Intrínseca.
Em seu novo livro, Moriarty conta a história de uma mulher em 2008, que vai fazer 40 anos, mas numa aula de step, cai e bate a cabeça. Quando acorda, ela acredita que está em 1998, que vai fazer 30 e está recém casada (apaixonadíssima) com Nick, grávida de 14 semanas, tímida, um pouco desastrada e dispersa e fora de moda...

Ela simplesmente esqueceu 10 anos da vida dela... Alice descobre é uma mamãe sarada, rica, prestes a completar 40 anos. E mais: ela tem três filhos, tem um namorado e está envolvida em um horrível processo de divórcio pela guarda das crianças, com o agora raivoso Nick. Alice se esforça para entender a maneira como ela se sente versus o modo como ela vive agora.  Dentro de sua cabeça ela houve uma voz sempre apressada e raivosa dizendo o que ela tem ou não que fazer (mais tarde descobre que é a voz da Alice "madura". Ela não consegue entender por que ela está distante de sua irmã Elisabeth (eram tão coladas), por que ela e Nick aparentemente se odeiam e como tudo isso virou uma bola de neve de problemas e ressentimentos - tão diferente de 1998 e do planejado???

Será que eram realmente felizes ou pensavam que eram felizes? Pois a Alice mais jovem, nos seus relatos, resgatando o início do relacionamento, só vê qualidades no Nick (não é isso que acontece quando estamos apaixonadas? Os defeitos nunca aparecem.) A jovem Alice é muito mais empática com os problemas de Nick. Mas quando ela se descobre quase quarentona, Só pensa nos defeitos do Nick velho. Então o que aconteceu? Em uma passagem, o personal trainer de Alice lembra que uma vez ela disse que seu casamento desmoronou em função do sono (ou da falta dele). Essa ideia é explorada ainda mais, tanto para o bem quanto para o mal, em suas lembranças de Nick. Ela se lembra dele deixando-a na cama quando uma vez quis fazer o bebê para de chorar a qualquer custo. Ela chegou pro marido e falou "Eu pensei em fazê-lo calar, eu quase machuquei o bebê." . Ela estava delirantemente e cansada como uma nova mãe. Ela é tocada pela lembrança de que ele cuidou dos dois filhos e não foi trabalhar naquele dia. Mas ela também lembra de muito mais dias em que fica em casa, correndo feito louca e sozinha com as kids, enquanto ele está fora no trabalho. Ela é solitária e está cansada. Definitivamente não é bom a longo prazo. Aqueles anos de bebê chorando e noites sem dormir cobram seu preço. É impossível que uma mulher se sinta presente e feliz quando está dormindo muito pouco. Assim, emoções e comunicações se confundem e são mal interpretadas ao longo dos dias. E quando a fadiga é associada à solidão no casamento a mistura quase sempre é explosiva. Alguém consegue se ver nesse cenário? Eu sim.

E o pânico de não se lembrar dos filhos?

Grande parte do problema da memória gira em torno de sua amiga e vizinha, Gina, que era tão importante para ela, mas cujo nome todo mundo tem receio de citar. E isso faz com que Alice fique mais perdida ainda, pois não se lembra da amiga, só do nome.

Talvez Gina tenha sido o problema maior, mais do que o cansaço. Em sua solidão, Alice começou um vínculo com Gina. Ela relata a primeira impressão que teve da vizinha foi negativa, não gostou da atitude dela, mas como viu que ela também era solitária, olhou para Gina em busca de liderança. Ela deixou Gina tomar conta e dirigir sua vida e até moldá-la. Sem Gina, acho que Alice teria sido obrigada a continuar buscando Nick para conversar e dar apoio emocional e para compartilhar com ele as pequenas dores do seu coração à medida que crescia em seu papel de mãe madura. Com Gina (que até poderia ter inveja de Alice e Nick), Alice procurou a companhia da vizinha (e seus champanhes) e parou de olhar para o marido. Alice parece muito sensível quando é jovem. Nick a acusou de confundir seu relacionamento com Gina e Mike, especificamente de ver nele as mesmas falhas que Gina via em Mike. E começa mais um ressentimentos em ambos.



Pouco a pouco vai ouvindo as versões dos familiares e amigos sobre quem ela é, como e o que faz da vida e não gosta nada do que escuta. Não acredita que se tornou "esse" tipo de pessoa (que não vou falar pra não dar spoilers).

Antes de sua memória voltar, Alice pede a Nick para contar quais são as lembranças mais felizes dos últimos dez anos. Ele quase não encontra um... Fala do nascimento de seus filhos (e, na verdade, foram as horas após o nascimento e não os próprios nascimentos (que foram sofridos e quase traumáticos) que ele se lembra com carinho). Ele tem muitas lembranças tristes, no entanto. Mas a jovem Alice (vivendo no corpo da velha Alice e confusa com tudo) se apega às coisas mais pequenas e felizes. Ela tem uma apreciação por essas pequenas felicidades. Mais do que isso, ela está disposta a investir neles e reconstruir a vida em conjunto. Já Nick não tem tanta confiança nisso.

No final Alice começa a se lembrar e tem os dois lados da história, o que ela vai fazer com isso e como todos os outros personagens reagirão?
Essa história me fez pensar sobre o poder das memórias... 

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Eu adorei e já quero ler os outros livros da escritora. Sabia que ela também escreve pra crianças? Só não foi traduzido ainda pro português. 

E já falamos de outro livro dela, o Pequenas Grandes Mentiras, AQUI.
Dia das mães chegando, e o livro que mais me remete ao amor de mãe é...

A ÁRVORE GENEROSA escrito e ilustrado por Shel Silverstein, da Companhia das Letrinhas (antes era da extinta Cosac Naify).

Eu  peguei o livro na biblioteca da escola, nos anos 80, e entendi o amor incondicional de ser mãe. E decidi que eu seria aquela árvore para meus filhos. Sempre sonhei em ser mãe e tento, ainda hoje, ser a Árvore Generosa sempre. Os anos 80 foram muito especiais pra mim. Foi onde eu descobri mesmo o poder da literatura infantil.

A árvore está lá para o guri.
Ele come suas maçãs, brinca nos galhos, sobe em seu tronco, descansa na sua sombra. Coisas simples que qualquer criança pequena ama.

Ela está inteira para ele. Ele está inteiro para ela.

Porém, a medida que o guri cresce, estas coisas, de ficar junto e curtir o momento, não são mais suficientes e ele tem novas necessidades.

Ele precisa sair e ganhar o mundo...Na verdade o seu quintal lhe parece pequeno e o do vizinho, bem melhor. Então ele quer coisa, dinheiro e esquece de foca no que ele realmente é e precisa e foca no material, nas coisas que ele acha que quer. E com isso ele volta, pedindo mais e mais. Ela lhe dá todos seus frutos, para ele poder vender e ganhar dinheiro. Depois pede os galhos, o tronco... E a árvore dá com gosto. O que ela mais quer é ver o guri bem e feliz. Ela dá sem medidas, sem exigir, cobrar ou pedir nada em troca. Em um mundo onde todos querem sempre levar vantagem ou no mínimo que as coisas sejam sempre em partes iguais (no sentido eu dou um, só se você me dá um também), o livro mostra que podemos, sim, sermos altruístas. 

As vezes o melhor que podemos fazer é só estar presente como uma rede de apoio.

Uma coisa que não vamos no texto, são o uso das palavras mágicas, sabe aquelas: OBRIGADA e POR FAVOR. O guri só pede "ME DÁ" (quase exige, sem gratidão alguma) e a árvore dá. 

E quando está bem velhinho e a árvore já lhe deu tudo e mais um pouco, ele volta pra ficar com ela. Sem querer nada em troca, além da companhia. Só estar presente... Uma pena que ele percebe que ele precisa só "estar presente", no fim da vida.


Um livro lindo. Com ilustrações feitas só de linhas, muita emoção, nenhuma cor. O leitor que preencha com as cores que quiser (com a imaginação!!!).


O livro pode ter inúmeras outras interpretações:
Você pode pensar que a árvore estava errada. Que o livro mostra que o amor incondicional pode destruir uma pessoa. Já que a outra abusa e até cansar e depois vai embora. Volta só se ela se der mal na vida.
Ou que a árvore teve sorte de poder amar de um jeito incondicional, de saber o que é amar.
Que o menino é um egoísta e do jeito que agiu é obvio que ele não amava a árvore.
Que é obvio que ele ia acabar sozinho. 
Ou que o guri ensinou à árvore seu valor. Com ele aprendeu tudo que era capaz de ser e fazer (casa, canoa, banco, etc...)
A história toda pode nos mostrar que nem sempre o amor é reciproco. Não tem como duas pessoas amarem-se da mesma maneira ou intensidade. E pode mostrar também como não amar (até não sobrar nada de você mesmo ou até a morte).
Pode nos mostrar também como não agir: como um menino ingrato, materialista e egoísta ou um pessoa que não pensa em si nem um pouquinho.

O livro que é atemporal pode nos trazer várias lições. Depende de onde você se encontra, depende onde você está na SUA própria história... Você vai absorver de um jeito ou de outro  A ÁRVORE GENEROSA. 
Fica a dica!


Quando eu estava grávida do segundo filho, logo notei que o primeiro, já sentia um certo ciúmes da barriga.

Então, eu pensei que, quando a Cecília nascesse, era legal ela chegar com alguns presentinhos pra ele...

Minha mãe me contou que quando ela teve meus (3) irmãos, eles sempre traziam mimos pra mim.
Até o dia que questionei, como o bebê tinha conseguido passar no Zafari (supermercado perto da nossa casa) antes de sair da barriga? Já que a fofolete que ganhei dele, vinha num pacote de presente com adesivo do mercado. Hehehe

Decidi que a Cecília daria pro irmão coisas que ele pudesse compartilhar com ela depois. Toda vez que ele fosse visitar, ela lhe daria um mimo.

O primeiro presente foi um violão para criança. Ele adorava cantar e sempre estava inventando músicas. Tínhamos vários instrumentos em casa (marido é músico), mas nenhum era "oficialmente" do Cássio.

Ele ficou radiante. E já no hospital pedimos pra ele cantar uma música de ninar para a irmã.

No segundo dia, ele ganhou um livro sobre irmãos, para depois contá-lo para ela:

 CHEGA DE BEIJOS de Emma Chicherester Clark. Editora Salamandra.
O Cássio estava nesta fase de não querer muito afeto...
Por que é que existem tantos beijos no mundo? Momo, o macaquinho que não gosta de beijos e muito menos de ser beijado, gostaria de saber a resposta. Beijo de oi, de tchau, de bom-dia e nem mesmo de boa-noite o interessavam.Um dia, ele reuniu toda a família - mãe, pai, avó, todos os primos, tios, tias e avisou: chega de beijos! Mas, com a chegada de um novo bebê na família, tudo mudou. 

O irmãozinho berrava o tempo todo e, então Momo decidiu resolver a situação. Primeiro, mostrou para ele o seu avião. Ele chorou. Depois, fez caretas e ele chorou mais ainda. Fez malabarismos com bananas. E ele não parava de chorar. Até que Momo resolveu prestar um pouquinho mais de atenção no irmão caçula, a olhar nos seus olhos e recebeu risos como resposta. Emma Clark mostra mais uma vez seu incrível poder de empatia com os sentimentos e emoções infantis.

Temos várias dicas de outros livros sobre irmãos, AQUI.

No terceiro, ela lhe deu um fantoche do Tigrão (que sempre nas histórias é um amigão), pra ele inventar histórias pra ela.

Ele, ficou com um pé atrás e não queria chegar perto dela, mas assim que chegamos em casa, foi dar um "oiiii" pra ela, que me emocionou muito.

Essa é minha dica de hoje...
Não sei se a Ceci conquistou o irmão pelos presentes, mas eles certamente serviram de conforto e depois de união, pois brincaram juntos, inventaram músicas e leram muitos outros livros juntos.


Fica a dica.
Espero que ajude a diminuir a distância que separam os irmãos no nascimento. =)