Dicas para ententer crianças presas em casa
Bem, vocês verão muitos Patinhos Feios passando pelo blog, neste próximo ano.

Estou, eu, Gi, pesquisando as publicações brasileiras (se quiser pode me ajudar achando versões e adaptações e me mandando por inbox, ou pelo correio!) da história do Hans Christian Andersen. 

 E olha só este que a parceira @arcoirisdf nos enviou: O PATINHO FEIO. O texto é uma adaptação rimada da Fernanda de Oliveira. Com frases curtas e fiel ao enredo da história, a Fernanda nos leva, pelos versos, pra dentro da história do Patinho Feio (que nem é feio nesta versão!).

 As kids que estão começando a ler sozinhas vão amar.
O livro é da editora Estrela, Estrela Cultural, que juntou brinquedo com livro.

Esta coleção vem com vários marcadores que a criança pode tanto brincar de contar a história, como

num teatrinho, quanto marcar o local onde parou a leitura.

 Além de completar a leitura. Em todas as páginas há um espaço vazio onde

a criança precisa achar o marcador que completa a ilustração.


E que ilustração! Levei pra minha aula de aquarela e todo mundo amou. São do Adilson Farias, delicadas e bonitas.

 O Patinho Feio é só cinza, super fofo. E ao ler a história as kids ficam com mais pena ainda.

A única ressalva que faço é que o texto de apresentação aparece 3 vezes no livro.
Não precisava.
Fora isso, o livro é muito bonito e divertido.
Mais um livro pra minha pesquisa!

Para comprar: https://amzn.to/2Bv9tZc

Recebemos da editora Carochinha mais um volume da série Vire e Descubra. De Patrick George, ilustrador do grande sucesso, Resgate Animal.
Resgate do Planeta
Um livro que dá muitas ideias sobre ecologia através de páginas em  transparência e as descobertas que o material possibilita.
As crianças amam esse tipo de livro, uma ótima indicação para começar a trabalhar consciência ecológica na educação infantil. O livro é capa dura, com as páginas grossinhas, alternando papel e acetato, indicado a partir dos 2 anos (já testamos com os maiores, até 7 anos e eles adoram. Dá pra incluir os adultos na lista também).
O livro é cheio de dicas para colocar em prática, entre elas podemos destacar:

Reduzir o consumo de combustíveis fósseis;
A imagem carro é impresso em acetato, quando a criança vira a página, os personagens aparecem usando a bicicleta como meio de transporte.

Cuidar do descarte de resíduos recicláveis;
Já nesta ilustração, a criança se depara com a poluição no mar. Ao virar a página de acetato, as garrafas são colocadas no tonel de lixo e o mar está limpo.
E o menino passa a admirar SÓ os peixes e outros animais marinhos!

Aproveitar mais a luz solar;
O acetato mostra a menina desligando a luz e ao virar a página, abrindo a janela.

Estender a vida útil dos objetos;
O pneu que é descartado do carro na página da direita, ao virar o acetato, transforma-se em balanço.

Recomendamos o livro pela temática e principalmente pelo caráter lúdico, onde a criança se sente participante da mudança.
Você pode adquirir pelo link da Amazon ou visitar o site da editora.
Carochinha
Bom dia! Hoje vou contar para vocês sobre o livro que ganhamos da Boitatá, um selo da editora Boitempo:

O RATO E A MONTANHA. O livro é de Antonio Gramsci e as ilustrações são da Laia Domènche.

É a história de um ratinho que estava morrendo de fome, então ele encontra,

em uma casa muito pobre, um copo em cima de uma mesa cheia de leite. Ao tentar beber, derruba o copo,

 derramando todo conteúdo. No outro dia, um bebê acorda chorando e a mãe se desespera

porque era a única coisa que ela tinha para dar para o filho.

O Ratinho sente-se culpado e vai atrás de uma cabra, para pedir um pouco de leite.

Só que o local era tão pobre e inóspito que a cabra não produzia mais leite. Não havia capim. O rato vai até o campo e pede por favor, por um pouquinho de capim. E explica a situação. Mas o campo está sem água, não produz mais nada. 

O rato vai até a fonte e pede por favor, um pouco de água. Mas a fonte está quebrada.

Assim o Ratinho percebe que uma coisa depende da outra, se todos trabalharem juntos, tudo pode começar a melhorar. Ele começa a conversar com todo mundo para cada um ajudar um pouquinho e com isso, todos saem ganhando. 

É uma fábula muito bonita que foi escrita pelo autor, quando este estava preso. É um conto da tradição oral do seu Vilarejo, lá na Itália. Antonio escreveu para a esposa pedindo que ela contasse esta história para os dois filhos deles. Ele, o autor, foi um dos fundadores do partido comunista da Itália e este livro tem um enfoque comunista mesmo: Todos precisam trabalhar em conjunto para que as coisas aconteçam. 

O livro já abre diferente, na vertical, mudando nossa percepção da narrativa. O olho começa no pé da página e sobe até a nossa mão, que segura o livro, no alto. 

A ilustração é muito bonita e muito forte, conduz o olhar. As cores evidenciam a escassez, a pobreza, a falta de perspectiva das pessoas. E vão mudando a medida que as pessoas, objetos e natureza trabalham juntas. 

 Um livro #paratodasasinfancias, principalmente para as kids mais novas começarem a pensar a importância do todo (natureza, homem, união- ver além do próprio umbigo).
Deixa eu contar pra vocês sobre o nosso encontro que aconteceu dia 5 de outubro passado.

 A Márcia e eu, Gi, fomos convidadas à contar histórias, falar de literatura infantil com as mães e pais e ajudá-los a escolher livros de qualidade para seus filhos.

A Márcia contou 3 histórias.

As kids amaram.
Juntas com a Juliana, da Arco-Íris.

Eu, Gi, contei mais 3 histórias.
Faço muitas de caretas, sempre!


Depois conversamos com as mães dando dicas de livros para kids de idades diferentes: Assuntos que as kids amam. Textos com muitas musicalidade. Textos e ilustrações com humor. Tramas que enfoquem empatia. Livros sobre sentimentos. E muito mais!

Ainda teve encontro com a Adri, do Insta @olivroemtodososlugares. Conversamos sobre literatura, lançamentos, a importância da bibliodiversidade e nossa paixão pelos livros.

Óbvio que todas nós fomos pra casa com vários livros (teóricos e infantis) que compramos lá com descontos no super outlet, especial para o dia das crianças! 


Ainda teve pipoca pra todo mundo. E mais contação de histórias com os autores  Íris Borges e o João Rodriguês.
Foi super legal!

Logo, logo terá outro encontro tão bacana quanto esse! A Márcia e eu amamos!

 Eu amo os textos da Ana Pessoa. SUPEERGIGANTE de Ana Pessoa e Bernardo Carvalho, da SESI-SP Editora.

Já falei aqui do outro livro dela que li, O CADERNO VERMELHO DA MENINA KARATECA.

 Os textos são tão fluídos tão verdadeiros que nós só percebemos que estamos no fim do livro, tarde de mais (tipo: ah, não! Já acabou!). Neste livro, então! SUPERGIGANTE, o texto voa! É tão bonito.

A história começa pelo fim, O vô do Edgar morreu. E ele, se dá conta de muitas coisas com este fim. Seu corpo começa a ficar em ebulição e, de repente, ele sai correndo do cemitério. Corre, corre sem parar e daí conhecemos a história de Edgar, que é repetente, se acha bobo, é apaixonado pela Joana e fica muito triste que nunca falou de verdade com seu avô. Nunca foi um neto de verdade, e a partir daí, o pensamento dele não para, ao mesmo tempo que ele não para de correr. 

Ele vira uma maquina de correr e de pensar. Toda sua vida é revisitada, enquanto deixa a cidade pra trás. São fatos, lembranças, associações, medos, culpas, contradições, comentários de parentes e amigos que voltam à memória fazendo da cabeça dele um produto inflamável que arde. Em meio a verborreia, há muita beleza e poesia, troca de palavras, muita verdade e explosões de pensamentos como a cabeça de um teen que questiona o mundo e a si mesmo, o tempo todo.

As ilustrações do Bernardo P. Carvalho são cheias de cores, camadas e transparências, assim como o Edgar e sua visão particular de mundo. 

E ainda no cantinho das páginas, podemos fazer o Edgar correr como uma estrela SUPERGIGANTE, super feloz! Capa dura, colorido, muito bem escrito, uma edição caprichosa, como sempre, da SESI-SP editora.

A história parece enorme, tem 157 páginas de texto (com algumas imagens), mas a escrita é tão mágica, que as letras passam voando! Pode dar pros tweens e teens sem medo de ser feliz!

Amei.

Para comprar o livro: https://amzn.to/2VT0vPb
A capa já me assustou!

Eu estava louca pra ler o livro. Confesso que quando saiu o filme, não fui ver. Sou dessas que, quando a história é boa mesmo, prefere ler o livro antes. Então esperei.
O tempo passa voando e só agora consegui parar para lê-lo. E não me arrependi.

BASEADO EM FATOS REAIS de Delphine de Vigan, da editora Intrínseca.

O livro começa com a personagem Delphine falando que alguns meses após lançar seu último livro, ela não conseguia, literalmente, escrever nada. Nada de cartas, bilhetes, post-its, e-mails, listas de compras. NADA. Silêncio total. Parte desse bloqueio vem de uma fragilidade que ganham maior peso quando ela  começa a receber cartas anônimas, acusando-a de ter causado muito dano à sua família, já que o romance fala de muitas coisas pessoais e envolve familiares. Mas muito deste bloqueio, ela conclui, pensando em tudo que aconteceu, se deve também a presença de L., uma ghost-writter.

Daí a personagem Delphine começa a relatar, como em um livro de memórias, um romance sobre o período que conheceu L. e como está entrou em sua vida e a transformou completamente. Nós leitores, ao longo do texto começamos a ver que algo não anda bem... E Delphine também vê, mas logo em seguida acha que está exagerando, que seu cérebro está lhe pregando uma peça, que não viu direito... Cabe ao leitor decidir se existe alguma distorção, ou não.

A história cita vários outros livros e filmes. Inclusive um deles, infantil, que tenho em casa (resenha dele AQUI).

Um dos postos forte do livro é discutir Ficção, autobiografia, autoficção.  A ghost-writer acha que os escritores precisam escrever sobre suas verdades, é isso que o público leitor quer.

Ele não está interessado em nada inventado, Quer ver e saber das verdades, do que o escritor é feito, como ele se constituiu. Quer saber que o outro também tem suas dores, seus traumas, suas angústias. e apesar disso, em função disso, escreve, sobrevive. O debate entre Delphine e L., entre a natureza da verdade e da ficção, onde um termina e o outro começa, e quanto de si mesmo um escritor pode (e deve) revelar trabalhos se torna calorosa e vemos, à medida que a narrativa se arrasta lenta (sim, vai ficando mais lento, mas mais revelador a cada página) mas inexoravelmente em direção ao fim do livro e do estrangulamento fortalecedor de L. sobre a existência depressiva e frágil de Delphine.

O fim é aberto e nos deixa cheio de dúvidas, ou não? Você é quem decide.
A história ainda ficou ecoando dentro de mim, após a leitura, minha mente continuou a  examinar tudo que aconteceu. Adorei.

O livro ainda ganhou dois prêmios:
Prix Goncourt des Lycéens 2015
Prix Renaudot 2015

Pra comprar com uma super promoção: https://amzn.to/35wDjui 
No dia das crianças dê um livro de presente... Pode até ser para tua criança interior! Ela merece! Um livro que vem com laço de fita (já é um presente por natureza), com um envelope -jaqueta que abre para um jardim. 

 Dentro temos poesia tanto nas palavra, que a Roseana Murray faz com maestria, quanto nas ilustrações do Roger Mello. 

Vez por outra o texto salta aos olhos, de repente somos inundados com as ilustrações e às vezes se misturam, se confundem, se fundam. São cores, sabores, cheiros, perfumes que transportam o leitor para além do livro. 

 Pra terminar, após fazer novamente o laço, temos a delicadeza das palavras afetuosas do Manuel de Barros na contra capa! Presente perfeito, do início ao fim!

Recebemos o livro da Global editora.

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O PATINHO MATEMÁTICO, de Jean Claude Alphen, é um livro grande, quadrado. Destina-se principalmente às crianças que começaram a identificar e a contar até 4. 

A capa é amarela e é gostosa de tocar, parece um emborrachado macio. A guarda conta um pedaço da história. A linguagem visual dá ênfase na separação: de um lado os que são iguais, olhos fechados, ignorando o patinho diferente, formando um bloco impenetrável, adentrando o livro. 

Do outro, à margem, o diferente, surpreso, sozinho. Mas ela, a história, só começa aqui definitivamente, depois da folha de rosto. O amarelo dá lugar a um branco de silêncios.

 E então nos deparamos com, de um lado os números em sequência, de 1 a 4, mas na forma de uma pergunta “1,2,3… 4?” e na outra folha vemos 4 ovos, só que um deles não é colorido. 

 Adentramos o livro com jogos de perspectiva, as ilustrações vão se afastando e se aproximando do leitor, como uma câmera de cinema, para dar mais tensão, ou suspense, ou carregar na dramaticidade da tristeza, levando-o a sentir de forma mais empática os sentimentos e a evolução interior do protagonista. 


 As ilustrações dão ênfase na emoção, muito mais que as palavras, ou no caso do Patinho Matemático, dos números. Ele é diferente, sai em busca de um outro ou outros +1s. Mas ao se encarar no espelho da água, viu que ser 1 tem importância. E resolve ser a melhor versão de si mesmo em 1,2,3! 

O texto é bem sucinto, cheio de silêncios e a linha condutora da história é apresentada através de ilustrações. E diferente das outras versões, o patinho não aceita sua desfortuna de modo fatalista. 

Na versão de Jean Claude, ele resolve mudar, ser quem ele quer ser e só aí, que ele encontra sua +1. Aqui em casa amamos. Recebemos da @arcoirisdf !

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