SEMANA DA ÁFRICA

No dia 25 de maio de 1963, chefes de estado africanos, com ideias contrárias ao regime a que o continente estava submetido durante muitos séculos, reuniram-se na Etiópia, com o objetivo definir ações para a libertação da África do colonialismo e promover a emancipação dos povos africanos. Dessa reunião, nasceu a Organização de Unidade Africana (OUA). Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 25 de maio como o Dia da Libertação da África, também chamado de Dia Internacional da África.

Esta data representa um profundo sentido da memória coletiva dos povos do continente africano e demonstra a verdadeira luta contra o colonialismo e a favor da soberania dos Estados Africanos.

No Brasil, além da migração histórica dos povos da África, há algumas décadas se desenvolve um intercâmbio cultural intenso entre estudantes brasileiros e africanos.

Em concordância a esse intercâmbio, a Editora Kapulana apresenta ao Brasil de maneira pioneira um pouco da cultura africana por meio das obras de autores consagrados e também de jovens escritores, particularmente dos países africanos de língua portuguesa.

O primeiro livro da coleção Contos de Moçambique é O Rei Mocho de Ungulani Ba Ka Khosa e ilustrações feitas com Batique, por Americo Amos Mavale. É um reconto de  uma tradicional fábula moçambicana.

Ungulani mostra como a mentira e a desordem surgiram no mundo através de um diálogo entre pai e filho. O pai conta a lenda de como o mocho se tornou rei, e acabou sendo exilado pelos outros pássaros quando o homem contou a verdade sobre seus “chifres”. No texto há palavras da língua local de Moçambique.

“– [...] A realidade e a imaginação cruzavam-se, casando e descasando-se. A fronteira entre a imaginação e a realidade era tão frágil, que poucos conheciam a margem que as separava. E isto por que a mentira não havia ainda sido inventada.
 – E como apareceu, pai?
– Na confusão que o homem criou entre o mocho e outros pássaros.”


Da coleção Vozes da África, escolhemos o livro infantil Kalimba. Escrito pela autora angolana Maria Celestina Fernandes. 
A seca trouxe a fome para a comunidade do menino Kababo, em Moxico. Ele e outros rapazes saem para negociar suas ferramentas por alimentos. No caminho ele acaba trocando seus objetos com um velho camponês pelo pássaro Kalimba. É ridicularizado por todos pelo mau negócio que fez. Só que o pássaro é mágico e com ele Kababo poderá ajudar a toda a comunidade. 


História delicada e contada com maestria pela escritora. O texto é enriquecido com termos angolanos e um glossário no final. As ilustrações expressivas da brasileira Brunna Mancuso completam este livro lindo, levando os leitores a um mergulho por Angola.

Para conhecer outros livros e coleções, visite o site da editora:
www.kapulana.com.br

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