Dicas para ententer crianças presas em casa

Dia da Consciência Negra - Identidade, luta, perseverança e exemplos {POST III}

Informação e conhecimento são necessários para se ter auto estima.

ATUALIZAÇÃO-----------------------

YAKUBA de Thierry Dedieu, da Galera Júnior.
Yakuba é um jovem e está prestes a se tornar um guerreiro. Na tribo onde vive, para ser reconhecido como tal, é necessário demonstrar sua coragem indo sozinho à savana, e voltar de lá apenas quando enfrentar um leão. O guri estava pronto para realizar o teste, porém ao se deparar com o leão, não imaginava que teria que tomar uma decisão muito difícil e fazer uma escolha que mudaria sua vida para sempre.

Lá vem um pequeno Spoiler: algo inesperado acontece: Yakuba encontra o leão ferido, super fácil de abater, deitado nas sobras de uma árvore. Daí vem o drama interno do guri: Matar o leão e ganhar o respeito e admiração de sua tribo ou poupar-lhe a vida e se tornar homem perante seus próprios olhos? O que fazer?
As ilustrações são em preto e branco e acentuam a dramaticidade da história e lhe dá uma beleza e força ímpar!

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ANGOLA JANGA de Marcelo D Salete. Editora Veneta.

Toda em quadrinhos, uma aula de história sobre a escravidão no Brasil. Potente, forte, triste, vergonhosa até - como isso foi acontecer por tanto tempo? É uma visão do autor sobre o Quilombo de Palmares (ou Angola Janga) com eventos, personagens e partes pouco conhecidas. Ele separa os mitos criados ao longos do anos e as diferentes percepções sobre o que é um quilombo e as principais personagens que irão agir de um modo ou outro e essas ações irão afetar Angola Janga. 

O livro é muito mais que isso. Muito mais que uma história do Brasil. É um resgate, uma valorização de cultura, uma joia rara da literatura nacional. Um must have em qualquer biblioteca de respeito.

O autor demorou 11 anos pra fazer está obra que, com certeza já é um clássico da literatura brasileira.

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O OLHO DO LOBO de Daniel Pennac, editora Mlehoramentos,


Ainda estou lendo, mas quero deixar aqui a Sinopse da editora: Neste romance escrito por Daniel Pennac, ele traz duas histórias de vidas: a do Lobo Azul, que foi capturado no Alasca, sua terra natal e posto em um zoológico do outro lado do mundo, e o menino África, que depois de perder sua família e ter sua vila destruída, parte pelas areias do deserto do Saara com um camelo e um mercador chamado Toa, até chegar no mesmo zoológico que o Lobo Azul se encontra. Ao se olharem fixamente, durante horas, e repetidos dias, África enxerga a vida do Lobo Azul pelo único olho aberto do lobo (o lobo teve um dos olhos atingidos quando foi capturado). E o Lobo também enxerga tudo que passou na vida de África, pelo seu único olho aberto (após conhecer o lobo, África fecha um dos olhos e não abre por meses).

Logo, logo escrevo meu parecer! Amo os livros do Pennac. São tão envolventes e trazem tanta verdade!

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BENEDITO de Josias Marinho, editora Caramelo.

Começo dizendo que a edição me lembrou um boneco - aqueles rascunhos onde apresentamos o livro para a editora, de tão pobrinha que é a edição. Merecia algo muiiito melhor.

A história é linda, Um livro imagem, sobre um guri que só descobre quem é, ao entrar em contato com a cultura. Ele brinca com com o bico, com uma baqueta que encontra, mas só há uma transformação, quando ele descobre que há som, que ele pode fazer som. E ao tocar o instrumento, conhecer o ritmo, a melodia, a roupa típica, ele se descobre negro, ele descobre suas raízes. Gente! LIIIINDO! Daqueles livros para infância que mereciam uma edição mais caprichada, um projeto gráfico mais empoderante, uma escolha de cores mais bonitas, mais vivas, mas fortes.

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 GENTE DE COR COR DE GENTE de Mauricio Negro, FTD.

 É um livro imagem.
De um lado um guri negro, supostamente "de cor" e do outro, um guri branco. Mas quem está toda hora mudando de cor?

Se ficam sem graça, que muda de cor?
O livro inteiro é assim, uma ideia genial que ele teve ao ouvir uma guria negra falar para um guri "branco" que tinha ficado com vergonha: "Você que fica vermelho e eu que sou de cor?".

A partir daí ele fez dois retratos e foi variando o da direita. O leitor percebe o que os dois estão sentindo pelas expressões e cores do "branquelo". 

Mas será que os dois são tão diferentes assim?
Importa a cor?
O livro é genial.
Suuuper recomendo.

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EU SOU UMA NOZ de Beatriz Osés, e ilustrado pelo Jordi Sempere, da Escarlate.

Fala de não ter um lugar no mundo, de não se sentir parte, de desamparo, de medo, de abandono, de rancor, de raiva, mas principalmente de se sentir só. Omar é uma noz. Ele atravessou o mar, como muitos outros, e conseguiu chegar do outro lado, mas nem todos que começaram com ele conseguiram. Ele é um refugiado que se esconde, mas não tão bem, e acaba conhecendo gente carente, solitária, que assim como ele, estavam precisando de palavras de afeto, amigos, companhia, tempo junto, abraços quentinhos. 

É um livro sobre pessoas órfãos de afeto. Conhece alguma? Algumas passagens do livro são meio óbvias, mas muitas marejam os olhos. A cara na foto é de quem teve que segurar a respiração pra não se deixar levar... Deveria ter entrado num mar de lágrimas? Você também é uma noz? Saiba que não estás sozinha! Venha descobrir. 

Ele ganhou o prêmio EDEBÉ de Literatura Infantil, na Espanha, em 2018.

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A MENINA QUE ABRAÇA O VENTO - A HISTÓRIA DE UMA REFUGIADA CONGOLESA de Fernanda Paraguassu e ilustrações de Suryara Bernardi. Editora Vooinho.

A Menina Que Abraça O Vento é um livro infantil com uma narrativa doce e leve sobre a história de Mersene, uma garotinha que fugiu do triste conflito da República Democrática do Congo. Enquanto se adapta à nova vida no Brasil, Mersene, que teve que se separar de parte da família, cria uma brincadeira para driblar a saudade. Baseada em histórias reais de crianças refugiadas. 
Já falamos um pouco dele AQUI.


 AMORAS de Emicida e ilustrações de Aldo Fabrini. Editora Companhia das Letrinhas.

O pai leva a guria passear e pelo caminho encontram amoras pretinhas deliciosas. E de baixo do pé de Amora o pai fala pra filha sobre filosofia, religião, luta de classes, história, princípios, valores, gentileza, força interior, sobre amor próprio, valorização da cultura, sobre doçura e sobre ser negro também. Muito lindo.

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MARTIN E ROSA: Martin Luther King e Rosa Parks, unidos pela igualdade. Livro de Raphaële Frier e Zau, que recebemos da Pequena Zahar editora.

Rosa desafia a segregação que os negros sofrem no sul dos Estados Unidos em meados dos anos 1950... Cansada, depois de um dia inteiro de trabalho, senta na parte da frente do ônibus, lugar destinado aos brancos. Sob protestos dos homens brancos ela vai presa e quando é solta, Martin Luther King que, prega a não violência, mas tem uma ideia de como protestar pela igualdade. Ao lado de milhares de insurgentes, Rosa e Martin caminham, literalmente mais de 380 dias, denunciam e conseguem modificar a lei que separava negros e brancos nos ônibus.
Uma história que deixa qualquer um indignado e revoltado.
O livro é cheio de fotos e fatos, além de ser ricamente ilustrado.
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MANDELA - O AFRICANO DE TODAS AS CORES. Livro de Alain Serres e Zau, que recebemos da Pequena Zahar editora.


O livro mostra a trajetória de Nelson Mandela (Walter Sisulu, Oliver Tambo, Winnie) e os militantes do Congresso Nacional Africano, com estudo, perseverança, coragem e luta fazem grandes mudanças  numa relação cultural injusta. Mandela e seus companheiros chegam aos cargos de poder na África do Sul. Porém a miséria  entre os negros persiste e fica obvio que as mudanças virão pelos portais do conhecimento. Precisamos conhecer, entender, avaliar e trabalhar para realizar nossos sonhos de liberdade, igualdade e fraternidade única forma de vida digna. Não há dignidade para nenhuma das partes quando há oprimidos e opressores. 

Mandela liderou a resistência contra décadas de apartheid na África do Sul. Ficou preso por 27 anos na prisão, reconquistou enfim a liberdade e, em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro de seu país. 

A obra conta ainda com a seção "Para compreender melhor", em que o leitor encontrará material de pesquisa que inclui: palavras-chave, fotos, um mapa e uma cronologia da vida dele.
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MADIBRA - O MENINO AFRICANO de Rogério Andrade Barbosa e ilustrações de Alarcão, da Cortez Editora.

Confesso que comprei o livro pela capa e em função desta ilustração, que achei linda.
Só ao chegar em casa que vi quer era a história de Nelson Mandela que começou sua vida numa tribo, onde o pai era chefe. Recebeu um nome africano que significava ENCRENQUEIRO. Vendo que o guri era muito inteligente, o mandaram para a escola rural, onde a professora o chamou de Nelson. E pegou gosto pelos estudos, seguiu estudando e defendendo a igualdade entre as pessoas. 
O livro é um resumo da vida dele, e sua trajetória de menino de uma tribo, até se tornar presidente de uma nação inteira. 
Bem bonito.
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O CABELO DE CORA de Ana Zarco Camara, ilustrações de Taline Schubach, editora Pallas.
 Cora é uma menina inteligente, ótima amiga e com um lindo cabelo castanho, mas algo a entristeceu. A colega disse que seu cabelo era feio por ser cheio e enrolado e que para ficar mais bonita o amarrasse com uma fita. Quantas crianças se sentem feias por ter o cabelo fora do padrão? Quem disse que belo é apenas o liso? 

Cora vai conversar com a tia que explica para a menina sobre as diferenças entre as pessoas e a origem do seu cabelo lindo e forte como o da avó africana. Com poesia a autora ajuda os pequenos a superar  situações similares e valorizar as diferenças. As ilustrações de Taline são lindas (como sempre). Adoramos e sugerimos como livro indispensável para as bibliotecas escolares.
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SUPER EU: TUDO O QUE VOCE QUERIA SABER de Lisa Bullard. Hedra editora.

Confesso que amei o texto, mas achei as ilustrações mais ou menos. O guri está na fase de super heróis. O herói que ele mais ama é o SUPER-EU. Então, ele descreve todas as coisas super legais que ele mesmo sabe fazer: correr, ler histórias sozinho, imaginar, ajudar a mamãe, contar piadas, comer sorvetes... E apesar dele ter um irmão gêmeo, ele é único e sabe abraçar a mamãe como ninguém. 
Um livro sobre valorização pessoal e auto estima. Suuuper importante para qualquer criança pequena.  
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Este livro é polêmico, tem quente que ama, tem gente que odeia. Colocamos aqui como mais um sobre o assunto e sugerimos uma leitura prévia, pois acreditamos que se alguém aponta preconceito ou racismo numa obra é importante levar isso em consideração ao apresentá-la aos pequenos.
 MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA de Ana Maria Machado e Claudius, editora Ática.

O coelho é apaixonado pela cor da menina e quer a todo custo ficar marrom também. Ele pergunta pra menina como ela consegue ficar daquela cor e ela responde que toma café, come jabuticaba... 
O coelho tenta tudo mas nada dá certo. Daí a mãe da menina explica que ela tem essa cor em função dos pais e dos avós.
Um livro fofo.

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12.EVA de Margarida Botelho é o primeiro livro da série POKKA POKANI, da coleção Além-Mar.
O livro aborda as diferenças sociais em diferentes partes do mundo.
Já falamos dele AQUI.
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OS MIL CABELOS DE RITINHA de Paloma Monteiro e ilustrações de Daniel Gnattali. Da Semente editorial.

Cheio de rimas. A guria não aguenta mais seeeempre o mesmo penteado. Um dia reclama e daí vem a transformação... Sete dias, sete penteados diferentes. Uma história para que a criança se identifique positivamente, melhorando a auto-imagem de forma sensível e natural. 

No final tem um convite pro leitor: fazer um penteado na Ritinha!
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O CABELO DE LELÊ de Valéria Belém, da Companhia Editora Nacional.
A guria não gosta dos cachos, do seu cabelo volumoso. Não entende o porquê dele ser assim. Um dia, num livro conhece a história do povo africano e de suas raízes,

da cultura e do seu lugar no mundo. A partir daí se descobre linda! Passa a amar  muito mais seu cabelo e a si mesma. É lindo.
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O MUNDO NO BLACKPOWER DE TAYO. De Kiusam de Oliveira e ilustrações de Taisa Borges. Recebemos da editora Peirópolis.
É mais do que a história de uma princesinha para outras princesas. É um manifesto de afirmação de uma cultura que demorou muito para gritar ao mundo todo seu esplendor (nas formas, mas cores, mas vozes e até nos sabores da arte africana). A menina carrega o mundo no seu blackpower.
Já falamos do livro AQUI.
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 OLHE PARA MIM de Ed Frank e ilustrações de Kris Nauwelaerts. Editora Pulo do Gato.

O ilustrador em parceria com o autor montam um mosaico onde os pensamentos e sonhos do protagonista, um guri de pele escura, expulso de sua nação e afastado de seus pais e irmã, pela violência de seres humanos, desumanizados, encontra acolhimento dentre outros seres humanos, humanizados. Ao decorrer do livro compreende que a generosidade e a bondade pairam acima da diferença de cor, que todos os seres querem ser respeitados e aceitos com suas diferenças.

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Recebemos no blog A COR DE CORALINE do talentoso ilustrautor (autor de texto e imagem) Alexandre Rampazo. Editado pela Rocco, selo Rocco Pequenos Leitores.

 Coraline é uma menina criativa que se vê diante de um dilema ao ouvir do amigo Pedrinho a seguinte pergunta: - Coraline, me empresta o lápis cor de pele? Observando os 12 lápis da sua caixa, a menina se pergunta qual seria o "cor de pele" que ele procura? A partir da indagação, a menina percebe que em cada lápis existe uma possibilidade. No verde, a pele dos marcianos, no amarelo a dos peixinhos dourados, e há ainda as que vivem apenas na sua imaginação, no lilás a pele das pessoas de um mundo fofinho, no vermelho a de um reino onde todos são muito bravos e assim por diante. Coraline e Pedrinho são desenhados a lápis sobre fundo branco, na página da esquerda, contrastando com o colorido da imaginação da menina, estampado na direita. Neste livro, Rampazo desconstrói o conceito de "cor de pele única" que durante muito tempo foi associado ao rosa nas caixas de lápis de cor. Ótimo para trabalhar com os pequenos, tanto pelas diversas cores de pele, quanto para mostrar o uso das cores de forma mais solta, não necessariamente atrelada ao modelo real.

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CASTANHO E BRANCO de Manuela Ribeiro e Milu Loureiro, da editora Textiverso. Recebemos o livro da autora portuguesa!

Não é uma história linear. Não tem início, meio e fim. A autora diz que o livro é um ponto de partida para pais e educadores trabalharem as diferenças, amizade, cooperação e contra o preconceito. 
Duas crianças ficam comparando a cor do outro com coisas do seu dia a dia, numa brincadeira gostosa. São coisa do cotidiano... Mostrando que não tem nada de mais de ter a cor banca como o leite ou castanha (português de Portugal) como o café, pois essas coisas andam juntas e misturadas. 


LÁPIS COR DE PELE de Daniela de Brito e ilustrações de Polly Duarte. Recebemos da Editora Cortez.

Ana tinha um pai ruivo, de olhos azuis e com a pele bem clarinha. Sua mãe tinha a pele escura e olhos escuros. Ana tinha a pele e cabelo da cor do pai, mas o cabelo era crespo como da mãe além da cor dos olhos dela também. Já o irmão tinha a pele e a cor do cabelo da mãe e a cor dos olhos do pai e o feitio de cabelo dele também. 
Uma mistura!
No primeiro dia de aula, Ana descobre que os colegas tem UM lápis cor de pele. Mas existe só um cor de pele? 
Então, em casa, ela pergunta pros pais sobre a cor da pele deles e eles falam sobre família, sobre diferenças e semelhanças e descobrem que há muitas cores de peles. No outro dia, na escola, os irmãos dividem as descobertas com a professora e os colegas. 

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UMA PRINCESA NADA BOBA de Luiz Antonio e ilustrações de Bel Carpenter,
da Cosac Naify.

Uma guria decide que quer virar uma princesa, como da Disney, pois todas as meninas da sala dela são loiras e brancas, então ela nega que é negra.
Ela muda o nome para Jenipher , pois quer ser iguais as amigas e não há princesas negras.
Ela chora por não ser igual as outras. Sua avó chega e ao perceber o problema, fala que existem princesas negras e fala das princesas guerreiras da cultura africana e de alguns orixás mulheres. 
No final, a menina sente orgulho de ser quem é.

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PEDRO NOITE de Caio Riter e ilustrações de Mateus Rios. Editora: Biruta.
Já falamos dele AQUI.


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PLANTANDO AS ÁRVORES DO QUÊNIA de Claire A. Nivola, SM editora.
O livro narra a história da primeira mulher africana a receber o Nobel da Paz. A ambientalista queniana Wangari Maathai, fundadora do movimento Cinturão Verde, ganhou o prêmio em 2004 por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz. Ela começou com poucas mudas e conseguiu mobilizar toda a população a plantar mais de 30 milhões de árvores no Quênia. A autora e ilustradora estadunidense Claire A. 

Nivola conta os principais momentos dessa história: a forte ligação de Wangari com a natureza, o choque ao retornar a seu país depois de passar cinco anos estudando nos Estados Unidos e o desejo e a luta para mudar a vida precária de sua comunidade.
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FÁBULA URBANA de José Rezende Jr. e ilustrações de Rogério Coelho. Editora Edições de Janeiro.

Um coisa bem comum nas grandes cidades são crianças e jovens pedindo dinheiro. Um homem está num shopping e um guri pede pra ele uma coisa diferente que o deixa perplexo.

Na verdade o protagonista não é negro, negro é o menino de rua que ele encontra. Ficamos chocados com os pensamentos que este homem tem ao vê-lo. Chocados por que as pessoas ainda pensam assim, carregadas de preconceitos.
Lembra do quadro do Fantástico do menino de rua pedindo um livro? Esta é a história do livro que deu origem a matéria. Forte e real.
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NELSON MANDELA O PRISIONEIRO MAIS FAMOSO DO MUNDO de Swing Eu Gang, ilustrações de Gyeong Su Gang, editora Pallas.


O livro conta um pouco da história de Nelson Mandela, sua luta desde a universidade, a perseguição sofrida por defender os negros no seu escritório de advocacia, a prisão, o julgamento e o tempo na cadeia. A sua força, que se manteve intacta e inspiradora durante os 27 anos de encarceramento e a posterior libertação.

 Livro dinâmico e com texto compacto, perfeito para introduzir o assunto com os adolescentes. Ilustrações em técnica mista, bem atrativas.
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Ganhamos o livro da Anna do @Sobreissoeqauilo.
JOSEPHINE NA ERA DO JAZZ de Jonah Winter e ilustrações de Marjorie Priceman. Editora Martins Fontes.

Ela é uma dançarina desde que se conhece por gente (mesmo que os outros ainda não saibam).  O ano é 1920 e o mundo se agita com os sons dessa nova música chamada "jazz". Todo mundo Quer dançar, mas nem todo mundo pode! Josephine é negra e alguns acham que ela não pode dançar em função disso. Mas Josephine Baker é forte e não desiste!  Ela dança, ela inventa, ela é uma estrela. Leva sua dança a Nova York e a Paris.
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 QUANDO A ESCRAVA ESPERANÇA GARCIA ESCREVEU UMA CARTA de Sonia Rosa, ilustrações de Luciana Justiniani Hees, editora Pallas.
Esperança era escrava numa fazenda de padres Jesuítas no Piauí. Quando estes foram expulsos do Brasil ela foi separada de seu marido e filhos maiores e levada a servir como cozinheira do capitão Antônio Vieira de Couto. Esperança teve a sorte de ser alfabetizada numa época em que a maioria das mulheres, mesmo as livres, eram analfabetas. Junto com as outras escravas passou a sofrer violência física, além de não poder exercer sua fé católica. Esperança, de forma corajosa, escreveu uma carta ao governador relatando os mais tratos e pedindo sua interferência.

A história baseia-se na cópia da carta, encontrada pelo historiador Luiz Mott. Datada de 1770, é considerada a primeira petição a um governador relatando mais tratos a escravos. A original encontra-se em Portugal. História triste e necessária para ampliar a empatia pelo sofrimento dos escravos, principalmente das mulheres. Ilustrações fortes e bonitas.
indo da pobreza ao estrelato.
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 AMANHECER ESMERALDA de Ferréz e ilustrações de Igor Machado. Editora Objetiva.
Não tenho mais o livro, li o livro lá por 2009. Já tem outra edição, com outro ilustrador. Mas acho essas ilustrações mais bonitas.
Um faz de conta moderno. Manhã acorda para mais um dia sem graça de guria negra e pobre que vive na periferia de uma grande cidade. Ela anda sempre encolhida, triste e mal arrumada, ganha do professor um vestido verde esmeralda e sua vida muda pra sempre. E mais a vida da comunidade dela também.

Ao usar o vestido a guria sente-se bonita pela primeira vez. Então, começa a se arrumar mais: faz tranças no cabelo e descobre sua beleza de princesa negra. E quando os pais a veem, se dão conta de como ela está colorida e linda e não combina mais com aquela casa feia e desarrumada. Começam a arrumar, pintar a casa por dentro e depois por fora. A casa ganha vida, os vizinhos vendo aquela cor e limpeza, resolvem fazer o mesmo... E assim a beleza e felicidade contagiam a rua inteira. Mostra como uma pequena atitude pode ser uma mola propulsora pra melhorar a vida de uma comunidade inteira. Basta apenas um gesto, uma pessoa se importar de verdade, que muitas outras vão querer mudar e participar também.

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QUANDO ME DESCOBRI NEGRA de Bianca Santana, ilustrações de Mateu Velasco. Editora SESI-SP.

A autora divide o livro em 3 partes: uma que viveu, outra que escutou por aí e outra que é a junção dos dois e mais um pouco de história.
O livor é curtinho, pode ser lido numa pegada só. Apesar de pequeno no tamanho, é grande em nos fazer refletir. Nos deixa pensando por dias. Quantos daqueles relatos eu já vi acontecerem com amigas minhas? Quantas daquelas histórias eu já presenciei na rua ou já peguei as frases na boca de parentes e amigos? E o que eu fiz ou deveria ter feito, foi o suficiente?
E como estamos educando nossos filhos para que estas histórias não se repitam?
Eu seriamente acredito que crianças não são racistas, mas os adultos são e colocam esses valores errados nas cabeças das kids. Me lembro criança passar por uma sala onde tinha adultos vendo um filme, e claro que parei na porta pra espiar. Lembro que na trama uma mulher chorava por que não estavam deixando-a em paz pra casar com um homem. E eu totalmente envolvida na história soltei: Porque estão maltratando a mulher? Por que ela não pode casar com ele? Claro que todo mundo levou um susto, não deveria ter crianças ali. E me explicaram que ela era branca e ele negro e que não podiam se casar. Eu não entendia o motivo e me falaram um monte de coisas que não lembro, só lembro que disseram que podia nascer um filho branco e outro preto. Como se isso fosse ruim. E eu continuei não entendendo por que ela não podia casar com ele... Até hoje. Mas lembro dos adultos com mil desculpas e caras para me fazer entender a lógica deles.  Racismo parte de cima pra baixo. Temos que ter muito cuidado nas palavras e atitudes.

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Sim. Você já conhece está história. Está é a versão em inglês da Menina Bonita do laço de fita de Ana Maria Machado, mas as ilustrações... Quanta diferença! Rosana Faría arrasa! Muito mais afetuosas e delicadas.

Aqui as ilustrações de lápis de cor são mais realistas, mas não deixam de ter um tom engraçadinho, quando o coelho branco aparece. Quando pego o livro, não consigo parar de analisar e olhar cada detalhe de cada desenho.
 Da Kane Miller Books
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Terceiro post da série Consciência Negra.
Lembrando que foi escrito a 4 mãos, nós do Kids Indoors  + @casadeleitores e a @boaleiturabomapetite.
Chegaram muitos livros, estamos lendo todos com o cuidado merecido, então em alguns livros, para não deixá-los de fora, colocamos apenas a resenha que a editora oferece, conforme formos finalizando, substituiremos os textos.

Lembrando que é um post que vai crescendo conforme formos lendo mais livros. E lembrando que não vamos colocar aqui qualquer livro. Vamos ler, avaliar, ler com as kids para depois falar dele.
Texto e ilustrações devem ser bonitos e enriquecedores. Qualquer livro sobre o assunto não serve. =)

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