Dicas para ententer crianças presas em casa
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O PACTO DO BOSQUE texto de Gustavo Martín Garzo e ilustrações lindíssimas de Beatriz Martín Vidal, da editora Pulo do Gato.

Uma belíssima obra onde conto e ilustrações unem-se para proporcionar momentos de raro deleite.

Uma linda homenagem ao amor entre diferentes (sobre amor, mães e sonho dos filhos) a partir da compaixão.

Todas as noites os irmãos pedem que a mãe conte a mesma história onde lobos e coelhos são amigos.  A medida que a mãe vai contando uma história, as crianças vão entrando no universo da imaginação e se tornam coelhos (eles se transformam e Orelhinha e Lambe-lambe) e a sala se torna uma floresta imponente, sedutora (pelas flores azuis), mas igualmente perigosa. 
Na história, Orelhinha e Lambe-lambe saem da toca, apesar dos avisos da mãe e se perdem na floresta. Lá encontram uma enorme loba prestes a dar a luz, mas ela está chorando.
Mesmo cheios de medos os irmãos se aproximam e perguntam o motivo do choro.

E com a ajuda dos irmãozinhos os lobos e coelhos fazem um pacto (silenciosamente, sem ninguém precisar dizer nada) e se tornam amigos.

Uma história que deixa a gente impactado, pensando, daquelas que seguramos ou soltamos um suspiro de admiração e a história permanece em nós.
Texto delicado e sensível, ilustrações maravilhosas que misturam realismo e fantasia.
Lindo.


Para comprar: https://amzn.to/2YXgn45
Eu amo livro imagens. Já falei mil vezes aqui, mas não canso de repetir: cada vez que a criança abre o livro é uma nova história, uma nova possibilidade. Qualquer pessoa é capaz de "ler" as imagens e inventar SUA própria história. 

Começamos uma nova parceira com a Distribuidora e livraria ARCO-ÍRIS, aqui de Brasília!

 Recebemos da @arcoirisdf a coleção Conto Imagem da Rosinha e Callis Editora.
A coleção tem 3 títulos:

 JOÃO E MARIA (livro favorito da Gi).
 As ilustrações são lindas e fortes, pelo uso de poucas cores. Ela utiliza aqui as 5 cores: branco, azul, amarelo e vermelho e o preto. 

As ilustrações são muito bonitas e através delas as kids podem contar a SUA própria versão da história.

E é incrível como o clima da história muda, com a mudança da cor de fundo, a cada virada da página. 

CHAPEUZINHO VERMELHO (livro favorito da Ceci).

Aqui as cores são branco, preto, vermelho, rosa e azul turquesa.

Acho que as poucas cores exploram bem o clima da história. Às vezes frio e sombrio (como a entrada do lobo na casa da vovó), às vezes quente e caloroso (como o amor de mãe).

OS TRÊS PORQUINHOS (livro favorito do Lucas).

Aqui as cores usadas foram branco, preto, roxo, laranja, amarelo e verde (que contraste!)

As ilustrações são mais divertidas neste livro. Claro que existe a tensão, mas as cenas dos porquinhos voando e sendo devorados não deixam de ser mais leves e divertidas (que nos outros dois livros).


E pra quem gosta de ler ou contar a história, no final de cada livro a Rosinha escreveu sua versão do conto.
 Nós amamos a coleção e o legal é que todos nós elegemos um dos livros como favoritos. 
Fica a dica. 


Ideal para kids de todas as idades, claro.
Não existe um jeito certo ou errada de ler um livro-imagem. O ideal é entregar o livro para a criança e deixar ela te contar a história e depois você pode instigar fazendo perguntas, voltando e apontando coisas que a criança possa ter perdido, ou não ter visto nas imagens e até estimulá-la a recontar a história, se você observar que ela reparou em algo que não tinha visto antes. Cada um que ler pode fazer sua própria interpretação da história, baseado nas suas experiências de vida e bagagem pessoal. Por isso a história pode mudar muito de uma pessoa pra outra. Os livros-imagens despertam a imaginação da criança, estimulando-a a inventar uma narrativa própria. O leitor cria seu texto (oral ou escrito) e isso é fabuloso.   

Os livros-imagens ainda fazem um super sucesso com os pequenos, que não conseguem ler as palavras ainda. Assim, podem ler as imagens, sem se preocupar em interpretar as letras. ;)

Fica a dica. 

 Em Brasília você pode encontrá-los na Distribuidora Arco-íris.
(tem desconto para professores😉)! 
Site: http://www.arcoirisdf.com.br/

Contatos: 
Instagram: @arcoirisdf 
E-mail: arcoiris@arcoirisdf.com.br 
Telefone: 61-3244-0940 
Endereço: W2 Sul Quadra 509 Bloco “A” Loja 53 – Brasília/DF 



Este ano, o Kidsindoors completa 8 anos de uma parceria super bacana com a Companhia das Letras. E fez muito sentido pra mim, já que umas minhas metas do ano é LER UM LIVRO POR MÊS escrito por mulheres. Foi ainda no final do ano passado, que uma amiga me questionou se eu saberia indicar escritoras mulheres contemporâneas. E a verdade é que veio um grande branco na minha cabeça. Desde então, comecei a anotar todas as referências que apareciam na minha frente e também fui buscar nas listas de coleções da Companhia das Letras.  Foi aí que encontrei o post "15 mulheres para ler agora" onde muitas dessas referências se encontraram.


Para completar essa experiência, você pode ouvir a playlist que fiz de forma colaborativa com outras mulheres no Spotify Mulheres FODA Br. Fique à vontade de adicionar outras músicas lá também!


Lembro-me como se fosse hoje, quando estava naquela fase corajosa-ingênua dos quase 30 - já me sustentava sozinha em uma outra cidade e me considerava uma mulher feminista, segura e consciente. Já fazia terapia há muito tempo, mas só depois de ter lido os contos "A mulher desiludida" da Simone de Beauvoir que percebi que muitos sentimentos que pareciam tão particulares eram na verdade tão comuns a outras mulheres. O livro foi escrito em 1986, mas parecia que conversava comigo, relatava meus sentimentos, dúvidas e conceitos. A beleza das histórias é que traziam a perspectiva feminina para o cotidiano - sobre como a mulher se via, sentia, se questionava ao enfrentar as situações do seu dia a dia. Aos prantos me deparava com a minha própria fragilidade de ser mulher e reconheci muitos padrões que ainda perpetuava.


É como esse mesmo olhar atento sobre o cotidiano, que Alice Munro nos conduz pelos 14 contos do "A Vida Querida". Hora na perspectiva da(o) própria(o) protagonista ou narrados por outros personagens, os textos são ao mesmo tempo simples e complexos, pois nos aprofundam nas características de seus personagens e nos levam a narrativas - que parecem paralelas, mas que fazem todo o sentido para o desfecho. Isto é, não espere uma leitura leve, daquelas que a gente faz no caminho para o trabalho ou minutos antes de dormir. Não é como uma novela que você escuta enquanto faz outra coisa, sabe?


Muitos críticos já disseram que Alice Munro é capaz de elaborar uma vida inteira em uma página. A explicação para isso, segundo explicou a própria autora em uma entrevista, é que ela sempre pensa seus personagens em todas as suas profundidades, como a roupa que escolheriam em determinada situação ou a escola em que estudariam. - em matéria da Veja sobre a autora.


Você precisa prestar atenção e muitas vezes me peguei voltando páginas pois estava na dúvida sobre o narrador - quem afinal era, se era uma mulher ou de um homem, etc; ou sobre uma conexão muito sútil do texto. Isso não significa que a escrita é difícil ou chata de ler. Você só precisa estar atenta. Depois de começar a ler, não consegui mais parar, na expectativa de conhecer a vida e a história de mais uma mulher.


Foram dois aspectos que me encantaram o livro: como já falei, a perspectiva feminina ou da mulher no cotidiano, sobre como ela enfrenta as situações do dia a dia. Alguns com uma carga de drama maior, porém todos simples e fáceis de nos identificarmos. Gosto desse tipo de ficção baseada-em-sentimentos-reais, onde é fácil identificar a coerência entre o que acontece com o personagem x o que a mesma sente.


O segundo ponto é que os textos e histórias são de fato cheios de empatia. Eles abraçam as personagens nos seus próprios questionamentos e realizações. Não é sobre ter um final feliz propriamente dito ou criticar a mulher por se sentir/agir sim, mas sobre ter uma consciência sobre a própria existência e/ou na relação com si própria e com outros.


"Ia ficar cada vez mais difícil de explicar, conforme os anos fossem passando, o que exatamente era o.k. naquele período e o que não era. Dava para dizer, enfim, que o feminismo não era. Mas aí você ia ter que explicar que feminismo não era nem uma palavra que as pessoas usavam. Aí você ia ficar toda enrolada dizendo que ter qualquer ideia séria, quem dirá uma ambição, ou quem sabe até ler um livro de verdade, podia parecer uma coisa suspeita, com alguma relação com o fato de seu filho ter pegado pneumonia, e um comentário sobre política numa festa do escritório podia custa a promoção do seu marido. Independente do seu partido político. O problema era uma mulher abrir a matraca."  - Trecho do conto "Que chegue ao japão"


Alguns temas que passam pelas histórias: relacionamento de uma mulher com seu patrão, a mulher que se separa com dois filhos em busca de seus sonhos, uma viagem de autodescobrimento, uma menina que sofre na superproteção religiosa dos pais, uma menina que vai viver com os tios por um ano, e os últimos quatro contos são autobiográficos.



Alice Munro, para quem não conhece (eu não conhecia!) ganhou o Prêmio Nobel de literatura em 2013 - a primeira vez o prêmio foi destinado a um escritor especializado em contos, entre outros importantes prêmios literários como o Man Booker Prize. Nascida em 1931 no Canadá - que aliás é o cenário das obras do livro, Alice está atualmente com 86 anos e disse que Vida Queria seria sua última obra. Entre suas obras mais conhecidas estão "Fugitiva" (2006), "Felicidade demais" (2010) e "O amor de uma boa mulher" (2013).


Pra saber mais:
Sobre Vida Querida, disponível no site da Companhia das Letras.
Sobre A mulher desiludida, de Simone de Beauvoir.
Para quem gosta, lista de filmes baseados em seus livros.

CAIXA DE BRINQUEDOS de João Anzanello Carrascoza e ilustrações de Larissa Ribeiro, da Edições SM, reúne 10 contos curtinhos sobre infância, sentimentos e situações que meninos (e meninas) passam, como: solidão, medo do escuro, contar uma mentira e se sentir mal depois, mudar de cidade e ter que fazer novos amigos, entre outros.

O primeiro conto pra mim é o mais bonito. É a história de um guri que tem medo do escuro e não consegue pegar no sono. Então pega o caderno e uma caixa de giz de cera e desenha um sol. Já se sente melhor. E vai desenhando as coisas, como se fosse um Deus criando o universo. Até no sétimo dia sorrir e poder dormir pois não havia mais escuridão, nem estava sozinho. Fofo e bonito.

Outro conto é sobre um guri que se muda e não se sente mais em casa, tudo é estranho, quando a mãe vai conhecer a vizinha, ele, pouco a pouco, consegue sair de baixo da sua saia e conhecer essa nova casa.  

Um dos contos é sobre mentir. Como o garoto não quis dizer ao amigo o motivo de não ter ido na festa dele, no dia anterior. Então ele inventou uma mentira, e a partir daí, não conseguia mais para de mentir. E como isso o fazia sentir ruim. 

 Enfim um olhar sensível e poético sobre a infância. Leitura gostosa para as kids e um pouco nostálgica para os pais. A leitura aquece o coração. Amamos as ilustrações que são coloridas e poéticas também.
Fica a dica. 

Olá!
Só agora consegui para para reunir nossas postagens do #TemCriançaLendo deste mês!
Fizemos um super especial sobre a ilustradora @ionitz, que amo!

Somos todas muito fãs do trabalho desta ilustradora. Eu já a seguia há anos pelas redes sociais, principalmente pelas madrugadas, no IG dela: IONITZ. É muito legal ver os rascunhos, a escolha de cores, de papéis até ter o livro ficar pronto. São camadas e camadas e tinta, de escolhas! Até o livro chegar nas nossas mãos e vermos o resultado final. Em 2014, fui na Bienal do Livro de São Paulo e cheguei bem pro lançamento do livro A HISTÓRIA VERDADEIRA DO SAPO LUIZ, de Luiz Ruffato e ilustrações maravilhosas da Ionitz Zilberman. Editora: Dsop. Geeente! Muita emoção poder ver de pertinho as ilustrações ao vivo, que, diga-se de passagem, são muito mais bonitas que as impressas no livro. Elas tem cheiros diferentes, mais nuanças de cores, mais relevos, mais massa, mais vida! O livro impresso é liindo (ganhou até Jabuti). Mas ao vivo é um espetáculo! O trabalho dela é fantástico! Ela é uma coletora de coisinhas (penas, fitas, papeis) que dão brilho e "puxam" ainda mais o olhar pra dentro da imagem! Se você não conhece, corra para a biblioteca ou livraria mais próxima! São 42 títulos! Você tem livros da Ionit?

Neste livro, A ERVILHA QUE NÃO ERA TORTA... MAS DEIXOU UMA PRINCESA ASSIM, a ilustradora trabalhou com desenho, pintura e colagem: usou tinta acrílica, tecidos e folhas de ouro sobre chapas de madeira! Diferente não? A folha de ouro ilumina a ilustração, valorizando mais a cor e o clima da imagem. E o efeito é lindo e quente. Repara como o dourado prende nosso olhar! Fica a dica! O texto é de Maria Amélia Camargo e foi publicado pela editora Caramelo.

A VIAGEM DE RETALHOS da coleção Sim, Sim, Salabim! Com texto de Sônia Robatto e ilustrações da nossa homenageada @Ionitz do #temcriançalendo de hoje! Editora Positivo. A avó convida a neta pra ir visitar duas amigas com ela. Ao chegar lá as duas velhinhas estão fazendo uma colcha de retalhos enorme que cobre toda sala.

Uma outra amiga da avó chega e as duas (amiga recém chegada e a avós) resolvem dar uma passadinha na igreja. A neta fica com as duas velhinhas, que esquecem da presença da guria e resolvem viajar. Opa! Vão ter que levar a netinha da amiga junto! Preparem os corações! A viagem mágica já vai começar!
Vamos observar mais de pertinho uma ilustração da Ionit? Olha que riqueza! Tem desenho, pintura (olhas as cores), tecidos de diferentes texturas e cores, bordados. Olhando pra imagem você sabe de dizer do que se trata a história? Conta pra mim o que você viu na ilustração? Se tivesse que escrever uma frase sobre a imagem, qual seria? Aposto contigo que a partir de hoje você vai reconhecer o trabalho desta ilustradora em qualquer lugar!

CARTA ERRANTE AVÓ ATRAPALHADA MENINA ANIVERSARIANTE é uma história muito divertida e nostálgica. A avó que mora em Israel escreve para sua netinha no Brasil, que está fazendo 10 anos. Só que a velhinha, é muito atrapalhada, e quando começa a escrever para a neta, não percebe que, de vez em quando, muda o idioma (pois já morou em vários países e sabe muitas línguas), além começar a escrever sobre as lembranças do seu tempo de guria. 

Quando a carta chega no Brasil, o carteiro percebe que metade do endereço está em Hebraico. E embora muita gente mandaria de volta ao endereço do remetente, ele imagina uma avó muito velhinha escrevendo pra netinha e fica com pena, resolve procurar o endereço por conta, para entregá-la à "NETINHA LUCIANA" como diz o envelope. As ilustrações são lindas, muitas colagens de tecidos e fotos, cartas e papeis, além de mapas e muita tinta. Super recomendo. 


Em DENTRO DESTE LIVRO MORAM DOIS CROCODILOS as ilustrações da Ionit dão cara e cores aos medos sugeridos por Claudia Souza. Ilustrado com técnica mista, a pintura e a colagem tem quase o mesmo peso. O livro fala dos medos que acabam criando coisas que não existem, transformando o inofensivo em assustador. O medo se tornando real. Da editora Callis.

Observe como a Ionit trabalha com as ilustrações, é um cenário, explorando a imagem em 3D, luz e sombras.

Vemos a riqueza com que os materiais são explorados. O personagem principal é recortado e encaixado no cenário da história, onde a cortina é feita de tecido e os óculos do menino de embalagem de remédio. Isso ajuda a destacar a pintura. O mesmo acontece com o palhaço na página ao lado. Muito bom!


Livro DEPOIS DO FOREM FELIZES PARA SEMPRE de Ilan Brenman, ilustrações de Ioniz. Callis editora. Você sabe o que aconteceu depois da parte do Felizes para sempre? Cada coisa inusitada!!!

Bela Adormecida (e seus liiindos cabelos cor de rosa! ❤️❤️❤️ ), vende colchões, por que disto ela entende! Hehehe!  Olha! Fio por fio desenhados e pintados! O efeito deste processo é riquíssimo. Ele puxa o olho que fica concentrado nesta vertical rosa texturizada. Amo! Tem pintura, desenho, colagem de tecidos. Tem cores em degradê. O que mais você descobre na imagem?


Mais uma ilustração da Ionit para o livro QUEM É ELA? Uma colagem. Pintura, tecido e no polvo de papelão as ventosas maiores são feitas de embalagem de remédio (tipo aspirinas, sabe). 

Show de bola! Já pensou usar esse material para fazer imagens com teu filho ou aluno?
Falamos dele AQUI. É uma das atividades que mais faço nas escolas quando sou convidada à trabalhar com crianças pequenas. Lemos o livro e depois fazemos esse trabalho... Sai cada coisa! Muito legal ver a visão das crianças!

Já falamos de vários outros livros desta ilustradora. Para ver mais, clique AQUI, AQUIAQUI e AQUI.
Hoje estou postando as leituras que terminamos essa semana. 

 Por que o mar é salgado - Contos populares da Noruega de Asbjørnsen e Moe, da editora Berlendis & Vertecchia. ISBN:
9788577230624.
Um livro que traz 10 contos populares noruegueses onde aparecem trolls, ogros, criaturas sobrenaturais e situações fantásticas. Outras histórias trazem situações familiares onde o filho mais novo ( de três irmãos quase sempre) é o mais desajeitado, feio, esquisito, mas também o mais corajoso, mais esperto e sempre surpreende a todos vencendo os desafios da vida. Até o Jacob Grimm (um dos irmãos Grimm) afirmou que os contos noruegueses são os mais maravilhosos que existem! No final do livro há um posfácio onde fala um pouco de como e por que começaram a recolher os contos populares, mostra algumas ilustrações daquela época feira por artistas noruegueses e também compara os contos do livro com os contos coletados em outras partes do mundo. Isso sem falar nas ilustrações de Cárcamo que são fantásticas! Amamos.