Dicas para ententer crianças presas em casa

AS CIENTISTAS!

Chegou na Redação e já foi direto pra escola:


AS CIENTISTAS - 50 mulheres que mudaram o mundo. Da editora Blucher! Na verdade aparecem bem mais que 50, pois no final ainda citam várias outras.
Ficamos completamente encantadas com o livro! Ele veio para ajustar uma dívida histórica com essas cientistas incríveis e com todas as meninas que passaram a infância sem referências femininas na ciência.
Primeiro livro da autora, que também é a ilustradora, Rachel Ignotofsky. Formada em Design Gráfico, Raquel adora simplificar informações densas e torná-las divertidas e acessíveis a todo público. E conseguiu! Além da utilidade, o livro é muito atraente, lindo mesmo, dá pra deixar na mesa da sala de estar e ir lendo com os filhos ou as visitas (é o que eu, Cathe, fiz aqui em casa). O fundo cinza dá um ar cinematográfico às ilustrações e a cada página a s cientistas ganham uma cor que acompanha os tons de cinza e preto.
Vamos conhecer algumas das mentes brilhantes que estão nele?

Marie Curie
Normalmente só ouvimos falar da Marie Curie, a mais famosa da lista.
Marie Curie nasceu na Polônia, em 1867, viajou a Paris para estudar e conheceu Pierre Curie. Juntos trabalharam incansavelmente, num galpão abafado, estudando o brilho misterioso que vinha dos cristais de urânio.
Junto com Pierre, recebeu o Prêmio Nobel de Física, em 1903, pela descoberta da radiação. Em 1911, recebeu novamente o prêmio pela descoberta e pesquisa do Polônio e do Rádio.
Foi a primeira mulher a obter doutorado na França e a única pessoa a ganhar um Prêmio Nobel em duas disciplinas diferentes.

Mary Anning
As meninas que adoram dinossauros, vão gostar de conhecer Mary Anning. Ela nasceu em 1799 numa pequena cidade da costa inglesa. De família pobre, ajudava o pai a coletar fósseis para vender aos turistas ricos. Quando o pai morreu, ela tinha apenas 11 anos e ainda assim assumiu os negócios. Com apenas 12 anos descobriu o primeiro esqueleto completo de ictiossauro da história. Depois descobriu o plesiossauro. 

Ada Lovelace
Para todos nós que vivemos na era digital e não imaginamos a vida sem computadores, Ada foi nossa fada madrinha. Filha de pai poeta e mãe matemática, teve uma educação muito culta e se descrevia como cientista poética. Ela se encantou com o calculador gigantesco que Charles Babbage (pioneiro da computação) inventou e fez de tudo para poder trabalhar ao seu lado. Foi ela que criou um modo de programar a máquina usando cartões perfurados, que seria reconhecido como o primeiro programa de computador da história. Ela imaginava que os computadores poderiam não apenas realizar cálculos mas compor música e se transformar numa extensão do pensamento humano.

Grace Hopper
Se Ada criou o primeiro programa de computador, Grace Hopper criou a primeira linguagem complexa de computador. Grace era professora de matemática quando os Estados Unidos entraram na guerra. Em 1943, ela deixou seu emprego e entrou como voluntária na marinha. Por sua mente matemática foi enviada para Harvard para programar um dos primeiros computadores eletrônicos. Depois da guerra, foi para o setor privado onde inventou o primeiro compilador, que levou a criação do Cobol, primeira linguagem universal de computador. Graças a Grace, praticamente todas as pessoas podem aprender a codificar.

Rosalind Franklin
Rosalind, mesmo contra a vontade de seu pai, estudou físico-química em Cambridge. Através de suas pesquisas com raios X conseguiu descobrir a forma do DNA em dupla hélice. Outros dois cientistas que também estudavam a estrutura do DNA deram uma "espiadinha" no trabalho dela e usaram as descobertas no seu trabalho sem dar nenhum crédito a Rosalind. Com isso, receberam um Nobel pela descoberta. Ela acabou deixando o laboratório e indo fazer outras pesquisas sobre os vírus da Poliomelite e Mosaico. Com o tempo a verdadeira história da descoberta veio a tona. 

Patrícia Bath

Patricia Bath, nasceu em 1942, no Harlem, Nova York. Seus pais se esforçaram para dar-lhe uma boa educação. Ela era um gênio, com apenas 16 anos ajudou na pesquisa do câncer. Mas também conheceu o racismo e o sexismo já que muitas escolas de medicina so aceitavam brancos na época. Ainda assim conseguiu estudar na Howard University. Sua pesquisa provou que os negros tinham mais tendência a apresentar problemas de visão, como glaucoma. Vendo as dificuldades das comunidades carentes iniciou o primeiro programa de cuidados oftalmológicos com trabalho voluntário. Foi a primeira mulher a lecionar na escola de oftalmologia  da UCLA e mudou-se para a Europa para seguir suas pesquisas. Desenvolveu uma sonda que facilitou a remoção da catarata e ajudou a restaurar a visaõ de muitas pessoas no mundo.

Mas existem muiiiitas outras mulheres que foram 
importantíssimas para o mundo. Venha descobrir. 
O livro é lindo! Apaixonante.


No final tem um glossário e


links e bibliografia de referência pra ampliar ainda mais o conhecimento do leitor.


A Ceci amou essa parte. Da possibilidade DELA mesma ser uma cientista!
Um livro #MUSTHAVE em qualquer biblioteca!

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