Dicas para ententer crianças presas em casa
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De Fábio Monteiro, ilustrações de André Neves, Coleção Espaço Aberto, editora Paulinas. 
Vencedor do Jabuti 2016 categoria Juvenil.

Em Cartas a Povos Distantes, o autor nos apresenta Giramundo, um menino criativo empenhado em construir línguas e histórias de povos que jura ter visitado. Conhecedor de mapas e livros de cartografia, Giramundo explicava de forma eloquente e embasada as origens das línguas que inventava descaradamente.
Como a criança da fábula que grita ¨É o lobo! É o lobo¨ nem ele mesmo acredita quando recebe uma carta de Luanda. Um papel misterioso, sem texto e assinado por ¨Um novo amigo¨. De tanto inventar histórias será que elas ganharam vida?


A partir das cartas entre Giramundo e o garoto de Luanda inicia-se uma nova fase na vida do pequeno inventor de povos que o aproxima de uma realidade muito diferente da sua.
Além do remetente um outro personagem ganha destaque no livro, seu Joaquim da papelaria que se interessa pelas cartas de Giramundo. O novo amigo nos apresenta a realidade de um país em guerra e cheio de privações mas também com belezas e amizades.


Depois que comecei a ler não consegui parar. Para sensibilizar os pequenos (e grandes) sobre outras realidades. Pessoas como nós que sofrem e nem ficamos sabendo.
As ilustrações do André Neves são simples e fortes ao mesmo tempo. Colagem e pintura em tons terrosos ajudam a criar a atmosfera de aridez necessária.
Um dos nossos escolhidos no Top livros de 2016.
Você pode adquirir o livro aqui.


Um dos livros finalista do 58º prêmio Jabuti em duas categorias esse ano é AS CORES DOS PÁSSAROS de Lúcia Hiratsuka. Da editora Rovelle.

Gente! Que livro liiindo!

 
Conta a história que todos os pássaros eram brancos ate que a Dona Coruja resolveu tingir as próprias penas.

 Outros pássaros ficaram maravilhados e claro que também quiseram ter cor. Vieram chegando os bandos e a Coruja foi misturando as cores. Alguns pássaros quiseram a cor da noite, outros quiseram a cor do céu, outros ainda quiseram ser como raios de sol. Alguns não sabiam qual a cor mais bonita e resolveram ficar com muitas, como os pavões.  

Mas um pássaro implicou com a Coruja e estava feita a confusão! Uma história sobre o por que a coruja é noturna. Liiindas ilustrações! Nossa! Me apaixonei.

Nas ilustrações ela usa a técnica Sumi-ê: pintura oriental surgida na China, depois de levada ao Japão, tornou-se mais conhecida. Sumi-ê significa pintura com tinta. É uma pintura com mistura de desenho e elementos de caligrafia. Nela o artista deve passar sua mensagem sucinto (menor número de traços) e sem erros (não pode haver retoques ou apagar e fazer parte novamente). O material usado pelo artista é bem simples: pincéis (de bambu ou de pelos), uma tinta parecida com o nanquim e papel artesanal.  
Basicamente é uma técnica que usa só a tinta preta, mas a Lúcia mistura outras cores sutilmente.
Aqui a autora/ilustradora mostra um pouco da técnica que usou nesse livro:



Recebemos o livro de presente da @distribuidora_casadelivros. Amamos!