Dicas para ententer crianças presas em casa
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Hoje vou apresentar pra vocês uma grafic novel linda da Quadrinhos na Cia, um selo da Companhia das Letras. 
HABIBI de Craig Thompson. 

Olha estas ilustrações!!!!

São muito lindas.

É a história de dois escravos fugitivos. Dodola é vendida pelo pai, ainda muito nova para um homem. Mas logo a casa deles é invadida, o homem morto e a guria vendida como escrava. 

Porém ela foge de seus captores levando consigo um bebê negro. Eles crescem juntos no deserto, isolados e sozinhos em um navio naufragado na areia. Para conseguir sobreviver, Dodola troca sexo pro comida, com homens que cruzam o deserto. Certa vez o filho adotivo a vê fazendo isso e começa a ter sonhos e desejos estranho que o deixam exitado e com muita vergonha e raiva ao mesmo tempo. 

Um dia a mãe sai em busca de alimentos e o guri tenta vender água pura de uma fonte límpida, para que a mãe não precise mais fazer o que sempre faz para sustentar os dois, porém eles se perdem um do outro. A mãe é raptada e vai parar num harém, o guri cresce numa cidade horrível, buscando sobreviver. 
Entre eunucos, loucos, reis, lixo, prostitutas, fome, falta de água, sexo, ópio, sacadores, desertos, solidão, inveja...

E em meio a sentimentos conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, somos apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama que mistura aventura, romance, filosofia e tragédia.
 Não é um livro para crianças, mas para teens e jovens adultos. 
A história é bem interessante e prende a atenção do início ao fim.

 Bem ao estilo mil e uma noites, vemos histórias dentro de histórias, tudo muito bem amarrado e misturado. 


HORTON CHOCA OVO de Dr. Seuss, da Companhia das Letrinhas. A companhia está reeditando a coleção de textos do Dr. Seuss, este é o terceiro livro da série (os outros são Lorax e O Grinch - que já apreceram aqui no blog).

Esta é uma das minhas histórias favoritas do Dr. Seuss.

Uma mãe está cansada e estressada de ficar chocando o ovo e pede pro Horton ficar no lugar dela, que ela volta logo. Ele fica sim, sabe que não pode deixar o ovo sozinho e sente empatia pela mãe. 

Só que o tempo passa e nada da passarinha voltar.
E Horton continua firme no seu posto. Como prometeu cuidar do ovo, nada o faz sair, nem o deboche dos outros animais...
Nem as intemperes das estações.
Quando o ovo está começando a chocar a mãe passarinha volta furiosa que o ovo é dela, e expulsa o elefante do ninho. Porém, para surpresa de todos nasce um elefante com asas! Afinal, mãe e pai é quem cuida, quem dá amor, que conversa com o ovo (a barriga, o filhote), quem se preocupa e não desiste nunca daquele serzinho.

Ilustrações nas cores preto, branco, verde e vermelho que aumentam a dramaticidade do texto.

É uma edição bilíngue. No final tem todo o texto em inglês.
Valentina e o Feijão de autoria de Viviane De Gil.

Recebemos um exemplar da autora!
Valentina e o Feijão é finalista do prêmio AGES (Associação Gaúcha de Escritores).
Fiquei super feliz, pois minha amiga, Patrícia Langlois, ilustrou um dos personagens. O livro foi feito com a participação de 5 ilustradores diferentes (!): Cris Aldreyn, Guilhermo Gil, Juliana Veloso, Kelvin Koubik e (minha amiga) Patrícia Langlois. Da editora Vivilendo. .

 Madalena foi a personagem que a Patrícia ilustrou.

O livro conta a história de Valentina, uma menina órfão que mora num orfanato entre dois reinos. O que ela mais ama fazer é ficar atrás da porta da cozinha, escutando as "tias" fofocarem e prepararem o feijão para o almoço. Os barulhinhos (dele sendo escolhido e preparado) é o inconfundível cheiro gostoso de feijão transportam a guria pra algum lugar além daquela porta, ao mesmo tempo que vai conhecendo as histórias de vida de seus "irmãos" temporários.

Um livro sobre adoção e o ato de desabandonar alguém. Sensível. Fica a dica! ❤ projeto gráfico é de Guilhermo Gil também.
Parabéns Viviane De Gil pelo lindo livro. As kids ficaram encantadas.


{Cathe}
Blue (Parte 1) 

Semana passada, resenhei o livro infantil “Como ser um bom gato” que ganhamos da editora Brinque-book, o que fez retornar a vontade de escrever sobre gatos e gravidez.
Voltando um pouco no tempo, conto a vocês que os primeiros animais de estimação dos nossos filhos foram um Coli (30% Coli, na verdade) e um Sialata (gíria para mestiço de siamês) que era a nossa maior paixão, o Gus (Gusmão, mania que tenho de encurtar os nomes).
Imaginem um gato que sobe no colo, coloca as patas nos teus ombros e te abraça, completando a cena dá um beijo na orelha. Os meninos faziam gato e sapato dele, literalmente, e ele continuava amoroso (cuidávamos para que não o machucassem, claro).  Nunca mais encontramos um gato com uma personalidade como a dele e é isso que encanta nos amigos (animais ou humanos) a singularidade.
Há dois anos decidimos adotar outro gato, era desejo antigo, mas como temos uma postura muito responsável em relação aos animais, esperamos o momento certo. Fiquei semanas procurando nos sites de adoção, paquerando, precisava me apaixonar para deixá-lo entrar na nossa vida. Até que na semana do dia das mães uma filhote de Sialata linda entrou na lista do site Bicho de Rua. Liguei na mesma hora (tinha perdido outros por demorar demais). Ela já estava a caminho da casa nova. Bateu uma tristeza, mas algumas horas depois a protetora ligou avisando que o novo lar não foi considerado adequado e perguntou se eu queria conhecê-la. Fomos até a casa da dona Marlene que, junto com a Fernanda Davoglio, tinha resgatado a gatinha. Explicou que os protetores seguem um protocolo com assinatura de termo de adoção e autorização de visitas sem horário marcado para verificar as condições dos animais. Ela já tinha nossos dados e só faltava o cara a cara. Por sorte a dona Marlene achou que seríamos bons adotantes. A gatinha era linda e ligada em 220 V. Voltamos para casa com a certeza de que nossa família seria mais completa com a Blue. (O nome é por causa do delicado tom de azul dos olhos).
Logo na adaptação adoeceu, escolhemos uma clínica indicada por amigos e lá fomos para a primeira consulta. Gatinha medicada, ração nova e uma veterinária que se tornaria amiga. Nas dicas sobre cuidados gerais lembrei de perguntar sobre a temida toxoplasmose.
A primeira resposta da veterinária foi tranquilizante, se vocês não pretendem ter filhos, não há com que se preocupar.

Naquele momento uma pulga coçou na minha orelha e não era de gato. 
Eu já adorava a história deste livro. Quando vi ele em braile, tive que comprá-lo.
 Escrito por Luciana Riqueira e ilustrações de Elisabeth Teixeira.
Antônio conta a trajetória de sua mãe, antes de conhecê-lo e adotá-lo.
A mãe procurava descobrir se ia encontrá-lo na sua barriga...
Lia vários livros sobre como cuidar de crianças, para estar preparada quando encontrasse o filho.
 Rezava toda noite pedindo para o anjo da guarda ajudá-la a encontrá-lo, onde quer que estivesse. 
E num orfanato a mãe ficou super feliz porque não precisava mais procurar seu filho, ele estava ali. E ele, o filho, estava feliz porque não precisava mais esperar por uma mãe.

Esse livro além de tratar o tema da adoção, pelo ponto de vista sensível da criança, tem o estímulo do tato, pelo braile.
Mesmo as crianças que não são cegas, vão adorar explorar esse livro com os olhos fechados. E este é mais um assunto que enriquece a leitura, a discussão sobre a cegeuira e não poder enxergar o mundo como o vemos.

ISBN: 978535617061 Editora: Paulinas 


#ficadica