Dicas para ententer crianças presas em casa

Top livros 2020

Chegou aquela época do ano que fazemos um balanço de tudo que lemos!

Nota: não estamos postando por ordem de preferência, mas sim, na ordem que lembramos. Todos eles foram lidos diversas vezes e super indicados nos nossos grupos de whatsapps e redes sociais.

E, nos últimos 3 anos, temos feito a lista em conjunto (antes cada uma de nós 4 fazia uma lista).

Ficamos emocionadas tanto com a narrativa (pictórica e textual), quanto a qualidade da publicação, da Prosa Nova Produções Culturais. ⠀ ⠀


OPA significa vovô em alemão. Eu também tive um Opa. O meu cantava em alemão quando ficava sozinho, distraído com seus pensamentos. ⠀ ⠀

OPA é a história de uma guria que tem um avô genial, super inventor de máquinas diferentonas e de histórias incríveis sobre o passado e futuro. Ela é encantada com esse avô!⠀ ⠀



Porém, de uns tempos pra cá ele esta misturando as coisas e ficando cada vez mais quieto… Será que ele está bolando um novo projeto super secreto? A guria vai dar uma de detetive pra descobrir o que de fato está acontecendo.⠀ ⠀

As ilustrações do @adilsonfarias são maravilhosas, cheias de detalhes, muito sensíveis e nos deixam sem palavras em várias passagens da história. O texto é curtinho, bonito e em caixa alta. ⠀ ⠀

Como já falamos dele mês passado, vou dar um pequeno Spoiler: Fala da relação neta-avô com o Alzheimer. Eu queria falar mil coisas, maaas não quero estragar a experiência da leitura, do livro em mãos. ⠀ ⠀

Para saber mais: @adilsonfarias e não deixem de visitar o www.prosanova.com.br/projetoopa – uma linda iniciativa de cultura e educação.⠀

Para comprar: https://loja.prosanova.com.br/


Livros que falam de gente que ama livros: amamos!


MORDISCO A CAÇADA MONSTRUOSA, de Emma Yarlett e editora Ciranda Cultural. Mordisco é um fofoooo! Ele ama livros tanto, mas tanto que os devora literalmente!

O guri ama ler e tem uma pilha de livros ao seu lado, inclusive o 1° livro do Mordisco. E, num virar de páginas (essa ação mágica), Mordisco sai do livro pra devorar o próprio livro que estamos lendo!

O guri corre atrás e entra pra dentro dos seus livros pra tentar deter o monstrinho. Daí embarcamos numa jornada pulando, escalando, engatinhando pra dentro e fora de livros. Que coisa mais gostosa!!!

Este é o 3° volume da série. Já mostramos aqui o primeiro, onde conhecemos o monstrinho, o segundo ele invade um livrão de dinossauros e nesta terceira aventura ele quer devorar uma biblioteca inteira! Mas, já vou dar spoiler. Ele consegue fugir! Então, acho que mais livros deles virão!

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Ehhhh! Gente! Eu amo a coleção do PUM da Blandina Franco e José Carlos Lollo, publicados pela Companhia das Letrinhas.

E quando saiu um de banho, fiquei encantada. O motivo: é muito difícil ter livros brinquedos nacionais de qualidade. O custo é caro, o material (impressão) vem de fora. Os de banho que encontramos, na sua grande maioria, são feios e sem graça.

Este é o segundo livro de banho de autores nacionais que temos e ficamos super felizes com o resultado, com o produto final.

Não é só um livro com palavras e imagens soltas, para bebês. Tem uma história, divertida, com início, meio e fim. As ilustrações, com poucas cores, mantém a paleta dos livros para os maiorzinhos, mas acrescenta o azul (da hora do banho), são muito fofas (tem muitas coisinhas que mudam de lugar em função da narrativa) e o trocadilho do sentido das palavras arranca risadas de adultos e crianças.

Resistente, super indicamos!

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CÉU MAR MAR CÉU de Renato Moriconi, editora Jujuba.

Mais um livro para bebês? Ou kids pequenas. Um livro informativo diferente.

Nós amamos os livros do Renato. Temos dezenas deles aqui no blog. Ele é sempre surpreendente. Se vir um livro dele, pode comprar sem medo!

Neste livro ele questiona: O que tem de céu no mar e de mar no céu?

Um escafandrista e um astronauta levam o leitor a descobrir semelhanças e diferenças nessas duas paisagens.

As ilustrações são pinturas que exploram as cores, texturas, manchas e formas do céu e do mar. Um livro que movimenta nosso pensar… Nos leva pra longe, pra cima e pra dentro!

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Eu amei este livro! As ilustrações da vaca se escondendo são muuuuito engraçadas!
MIMOSA À ESPREITA, de Alexander Steffensmeier, da Telos editora.


Mimosa é uma vaca que todo dia, espera ser ordenhada logo. Pois está ansiosa pra se esconder. Mas qual o motivo? Ela ama assustar o carteiro!!!

Vou dar esse pequeno spoiler. Pq as cenas são hilárias! Ela escondida em cima da árvore, ou atrás da pedra, dentro das coisas. Kkkk

É muito divertido descobrir onde ela está, nas páginas. Além dela tem várias outras mini cenas acontecendo e toooodo desenrolar da narrativa em si.

Minha guria ficou bem empolgada com o livro. As ilustrações da vaca são maravilhosas. E o desfecho muiiito legal. A Telos editora vende uma outra história da Vaca Mimosa, do aniversário dela (já queremos!!!), cartonado, para kids pequenas. Não que esse aqui também não seja para elas! Pra ler de novo e de novo e de novo!

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Claro que a gente já tinha lido esta história antes, e, se não me engano, já apareceu aqui no blog… Porém, este ano foi publicada pela Intrínseca e virou nossa edição favorita!

Confesso que não gosto de histórias de assustar. Não curto terror também. Mas Coraline me seduziu porque retrata duas mães. E o olhar da literaturainfantojuvenil com o tema em questão, muito me interessa.

Eu amei. Super recomendo, ainda mais está edição caprichada com muito roxo, fita pra marcar página, capa dura, verniz na capa, ilustrações assustadoras do Chris Riddell e texto maravilhoso do Neil Gaiman.

Nenhuma das minhas kids quiseram ler o livro, tão pouco ver a animação.

Livro/história que prende a atenção do leitor do início ao fim e que é bem melhor que o filme! Coraline descobre uma porta secreta que contém uma versão melhorada do seu próprio mundo. A diferença é que todos têm botões no lugar dos olhos e seus pais (nesse novo mundo) são super presentes e carinhosos, diferente dos pais no “mundo real” que estão sempre ocupados. Mas a guria logo percebe alguns comportamentos estranhos e a outra mãe, a perfeita, vai tentar mantê-la eternamente nesse mundo paralelo.

Agora você deve estar se perguntando pq minhas kids não quiseram ler?

Pois bem. Acho que eles têm medo de me ver como a mãe do outro lado da parede. Hehehe. Não que eu seja terrível, longe disso. Mas eles nunca gostaram de livros sobre o tema, embora eu sempre adorei ler histórias sobre mães, pra elas.

E vocês? Já leram #coraline? As kids gostaram? Conta pra gente.

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Descobri este livro este ano, por isso entra na lista de 2020!

?Cómo se lee un libro? De Daniel Fehr e ilustrações de Maurizio Quarello, editora Oceano Travesía. Foi publicado primeiro na Itália, em 2018. 

Um exemplo típico de livro-álbum informativo. A história já começa na capa com dois personagens brincando com um grande ponto de interrogação.  Passada a página de créditos, com as informações bibliográficas e ficha catalográfico… O livro começo de cabeça pra baixo! O cenário está virado, e temos as duas personagens da capa agarrados, tentando não cair para o infinito que está no pé da página. Eles se dirigem diretamente ao leitor: “O que você está fazendo? Tens o livro de cabeça pra baixo.”


E já começam a dizer pro leitor o que ele precisa fazer: virar o livro! Há uma relação imagem-texto forte, mudando o jeito que o conhecimento é constituído, entendido e comunicado.

As imagens ganham mais importância na transmissão de conhecimento, que o texto em si, neste caso. O conhecimento é transmitido levando em consideração o livro aberto, páginas duplas, como no livro ilustrado.


Há uma narrativa visual e textual importante para a compreensão do funcionamento deste livro informativo.  Falando em texto, o livro é em quase todo em forma de diálogos. Cada personagem tem uma cor para sinalizar (visualmente) sua fala e naturalmente o leitor vai percebendo que tem uma ordem de leitura. Primeiro da página da esquerda, depois as da direita e lendo as falas mais ao alto primeiro e da direita para a esquerda, aprendendo assim, como funciona o texto para que tenha um sentido, dentro da história.


Ah! E que ele, não importa o quanto ele gire, sacuda, mexa o livro, para a história acontecer de verdade, ele precisa ir em direção a contracapa.  Ao mesmo tempo que as duas crianças falam com o leitor, novas situações vão sendo incorporadas à página. A medida que o leitor vira o livro, ou o sacode, conforme as instruções que vai recebendo, alguns personagens ficam felizes outros brabos e intrigados, outros ficam perdidos, a medida que novas histórias se cruzam, com as dos personagens da capa. Cada virada o leitor tem uma perspectiva da história, como se, dentro do livro, pudéssemos ter uma visão de 360º. 

Só que uma hora as histórias ficam tão  bagunçadas, pois cada personagem quer que o livro fique do seu jeito, que as duas crianças fazem um cartaz com instruções simples: ^ pra cima; v pra baixo; > virar. 


E assim as crianças da história festejam o leitor que conseguiu chegar ao fim do livro. Vemos nas ilustrações que os outros personagens seguem para suas próprias histórias, como se nada de anormal tivesse acontecido, menos a bruxa que continua carrancuda. Virando a página vemos (na página da esquerda) um monte de pedrinhas e na outra as duas crianças (João e Maria!) que dizem estar super orgulhosos do leitor e que a história termina aqui… Daqui por diante precisam se separar, mas que o leitor não fique chateado, há muitos livros no mundo e agora que ele já sabe como se lê um livro, pode ler qualquer tipo.


Ainda tem uma última página, sem ilustração, onde há uma pergunta ao leitor:  se ele identificou as 5 histórias famosas, pelos personagens que entraram na história deste livro? Se não, o leitor precisa girar o livro, para descobrir. 


Mesmo que uma criança pequena não saiba ler o texto escrito, acompanhado as ilustrações, ele entenderá o mecanismo necessário para ler a história e assim, brincar com o comportamento leitor. “A leitura autônoma, continuada, silenciosa, de gratificação imediata e livre escolha, é imprescindível para que o próprio texto ensine a ler”. Teresa Colomer (editora Global, 2007) Tomo emprestada as palavras da Colomer pra dizer que para as ilustrações isso também é verdade.


As próprias imagens ensinam à criança a resolver o problema inicial, proposto pelo título. As imagens têm um papel ativo na interpretação das informações, elas despertam, divertem, instigam, inspiram e nutrem a curiosidade do leitor, que também tem um papel ativo neste livro. 

Comprei o meu no Uruguai. Mas você pode comprar aqui: https://amzn.to/3lccHVU




Outro livro que não é de 2020, mas redescobri-o por conta do nascimento do meu sobrinho. Vasculhei o blog e vi que não havia falado dele ainda. Então vamos reparar essa falha!

DUPLO DUPLO de Menena Cottin, da Pallas editora.

É um livro com capa e contracapa iguais. Aquele livro que brinca com o leitor.

Quando começamos a pegar um livro, ainda bebês, não sabemos decifrar os códigos dele. Muitas vezes “lemos” o livro de cabeça pra baixo mesmo, até que alguém nos corrija. Este livro brinca com essa fase de aprendizagem.

Não importa por onde você começa, sempre vai estar certo! Pegue de um lado, tem uma palavra e uma figura. Vire a mesma página de cabeça pra baixo, temos a mesma figura, mas agora vira o oposto e uma nova palavra se apresenta!

O livro traz ainda muito contraste: brincando só com silhuetas e as cores preto, branco e vermelho.

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Assim que bati os olhos nesta capa fui teletransportada para o interior do Rio Grande do Sul, pra fazenda da minha vó Link (sim, Link é meu sobrenome).

Lá os primos passavam horas fazendo bonecos de gravetos, folhas e frutas (como limão, bergamota, laranja e as vezes batata e milho, também- que não são frutas, mas servia de corpo). Passávamos 30 dias na fazenda, brincando com coisas da natureza! A TV era só para os adultos, mas o campo era das kids.

Também me lembrei da @sercriancanatural e sua #Bibliotecadafloresta.

Você conhece a Ilha de Corso? Well, foi a última viagem (aqui na Terra) da autora Angela-Lago! O Pedro sonhou com bichos muito diferentes… E contou para a amiga Angela.

 Que imediatamente identificou de onde eles vinham e passaram a estudá-los. Ela convidou o amigo José Roberto Torero pra conhecer alguns desses habitantes, da Ilha de Corso, e tava feita a parceria! Junto com a editora Moderna, uma enciclopédia que misturava ciência e imaginação nascia.

Ao lermos o livro, imediatamente após, a Ceci achou um dos habitantes no seu quarto! Imagina! É só ler que eles aparecem!!! Duvido que você consiga ler e não pensar (e querer fazer) em um bichinho só seu! Que livro lindo! Super recomendo a leitura e a procurar alguns desses serzinhos pela casa (ou escola depois da quarentena, claro).

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O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO, de Rodrigo França e Juliana Barbosa Pereira. Editora Nova Fronteira.

O livro é o desdobramento de uma peça de teatro que foi escrita pelo autor deste livro.

Quando o clássico Pequeno Príncipe caiu em domínio público, várias novas versões ganharam vida. Nesta versão temos um pequeno Príncipe Preto que vive em um planeta pequeno onde só há espaço pra ele e para uma Baobá. Porém nesta história o príncipe tem 3 missões: 1. espalhar sementes da sua baobá; 2. compartilhar a filosofia Ubuntu (que é “nós por nós”) e 3. falar sobre ancestralidade e a beleza de ter o cabelo, os olhos, o nariz, a boca, a cor que o povo afrodescendente tem. Cada um, diferente do outro, mas irmãos.

O livro não poderia deixar de falar sobre o cativar, além de trazer questões sobre como estamos nos relacionando, uns com os outros, e as tecnologias.

As ilustrações são marcantes e muito bonitas e não entregam tudo. Há sempre uma parte que precisa da imaginação do leitor, pra ser completada. Amo isso! Para cada leitor, uma leitura diferente!

Confesso que foi um daqueles livros que me conquistou pela ilustração da capa, depois fui ver o título e o conteúdo… E fiquei muito feliz de ter sido fisgada pela capa!

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Este ano é o ano dos livros para bebês!

Uma das primeiras músicas que lembro da minha tia Mari cantando pra mim, foi A Casa, do Vinicius de Moraes. Lembro da primeira vez que eu ouvi, como minha tia sacudia a cabeça cantando e os cachos dela faziam toin,toin!

Este ano chegou A CASA em formato de livro! E toda aquela onda de afeto voltou com força total! A Silvana Rando, junto com a Companhia das Letrinhas, fez um livro cartonado, em forma de casa (ou arca!) para bebês e kids pequenas!

Uma FO FU RA! E atenção para as ilustrações: são fofas e divertidas. Observe tuuudo pra descobrir o que está acontecendo! Por vezes o texto diz uma coisa e as imagens mostram outra e o contrário também acontece!

Poesia, musicalidade, diversão , livro, colo e afeto: A CASA é um presente completo pras famílias leitoras!

Eu ri muito da música e era só alguém começar a cantá-la, pra eu começar a rir muito e sentir o abraço da minha tia e todo aquele afeto e carinho.

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E sem um livro sobre morte, a lista DESTE ano, não estaria completa. Que ano, minha gente! Que ano triste!

Que livro!

PODE CHORAR, CORAÇÃO, MAS FIQUE INTEIRO, de Glenn Ringtved e Charlotte Pardi.

Uma das coisas que acontecem, quando começamos a estudar literatura infantil mais a fundo, é que começamos a ver os detalhes mais criticamente. Assim que este livro saiu pela editora Enchanted Lion, corri pra comprá-lo (é dinamarquês e foi traduzido para o inglês, aí comprei).

Livro lindo, capa dura com jaqueta, folhas foscas em um tom puxado mais amarelhinho bem clarinho. E as ilustrações puxadas para um turquesa acinzentado. Lindo! Lindo! Lindo!

Título super poético: Chore, Coração, Mas Nunca Quebre. Fiquei imensamente feliz que a Companhia das Letrinhas traduziu e editou… Maaaas… Ao ler, além das pequenas mudanças na capa (título e autores em diferentes fontes, cor e posição, além de não ser capa dura), não ter guardas coloridas, na edição brasileira faltou 2 ilustrações que abrem e fecham a história com mais poesia. As páginas são brancas e o texto também ficou simplista (perdendo poesia) em algumas partes. Confesso que não chorei, mas meu coração quebrou um pouquinho! 💔

A edição da Companhia das Letrinhas é bonita, super vale a pena, fala de como a morte vem, naturalmente, levar todos nós. Poético e cheia de emoção, a história vai encantar várias gerações. Fica a dica.

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OBRIGADO de André Neves, editora Pulo do Gato.

É um daqueles livros que são um presente pro leitor. Este ano, com a pandemia, vimos que o mundo não vive sem arte. Foi a arte que não deixou a gente enlouquecer dentro de casa.

E, ao completar 25 anos de carreira, o autor nos brinda com a arte da palavra e da imagem, dentro de um objeto livro.

André vai buscar na memória, os poetas que inspiraram-no pela vida.

A lista é grande e linda. Com maestria, ele, André, captura a essência da poesia de cada um dos 15 convidados e nos mostra cada poeta, quando criança e como ele brincaria com as palavras e a poesia. É como se ouvíssemos cada um falando! Foi com um UAU! que, no final do livro, vemos que todas as poesias são do próprio André!

As ilustrações são maravilhosas. Retratam com delicadeza os poetas e suas facetas com livro na mão, metáforas visuais da própria poesia.

O livro ainda traz uma pequena biografia de cada um, anotações das ideias do André, alguns rascunhos das ilustrações e pedaços das poesias iniciais.

Obrigada, André Neves, pela vida dedicada às narrativas visuais e textuais. Com certeza muita gente aprendeu o que era poesia contigo.

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O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA, de Angie Thomas, Editora Galera.

Uau! Um soco no estômago. Fiquei angustiada quase todo tempo, numa tristeza com apreensão, com tensão, misturado com o sentimento de: “que merda!”, o tempo todo.


Minha amiga Melinda, do blog @lovefromjapan, leu o livro e eu falei pra ela quer estava na minha wishlist. O que ela fez? Olha que presente: me emprestou o cartão da biblioteca dela, que tem áudio livros e retirou o livro pra eu ler. Resultado, passei o dia 24 inteiro fazendo as coisas de casa, ouvindo THE HATE U GIVE, em inglês mesmo… E isso fez a leitura muiito mais potente, pois não era eu lendo, mas alguém me contando sua história: com sua própria voz, suas pausas, suas angustias, seus medos, suas revoltas, seus ódios. Nossa! Foi uma porrada no estômago. Foi a primeira vez que escutei um áudio livro e ficou ecoando poderosamente dentro de mim. Amei a experiência.


É um livro super necessário. Ele foi lançado no Brasil em 2017, mas ele entra só agora na lista de melhores do ano, pois o conheci agora… E já falo: VOCÊ PRECISA LER COM SEUS TEENS. URGENTEMENTE.


A protagonista se chama Starr. Recebeu esse nome pois quando nasceu foi a luz que seu pai precisava para seguir o caminho do bem, do que é certo.


Seu pai tem um minimercado e sua mãe trabalha como enfermeira. Eles moram em um bairro de periferia considerado perigoso. Quando ela ela tinha uns 11 ou 12 anos os pais tiveram duas conversas com ela: 1. Como nascem os bebês, 2. Como agir quando ela for parada por um policial. Starr é negra e sabe que os policiais vão sempre tratá-la diferente em função se sua cor, por mais injusto que isso seja.


Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça as regras de como se comportar diante de um policial, mas ela fica sabendo tarde de mais que ele não as conhecia. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o seu melhor amigo está no chão, coberto de sangue. Morto.


No início ela fica impotente, cheia de medos. Mas quando o policial vira o coitadinho da história e a mídia começa a difamar o amigo, aos poucos, com o incentivo dos pais e amigos, o medo dá lugar a indignação e depois a raiva e depois tudo isso se transforma em movimento para tentar mudar a situação. Starr precisa urgentemente descobrir a sua voz.


Gente! Que livro! Daqueles que os teens deveriam ler com os amigos, as famílias deveriam ler juntas. Sobre racismo, sobre preconceitos, sobre família, sobre amizade, sobre escola, sobre intolerância, sobre abuso de poder, sobre pobreza e liberdade.

A história se passa nos Estados Unidos, mas poderia se passar aqui no Brasil, sem problema nenhum, infelizmente.

Uma leitura necessária.

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Gostaram das nossas escolhas? E pra vocês? Que livros marcaram este 2020?

Conta pra gente!

Espero que o ano não tenha sido muito duro com você e com a sua família. A covid fez algumas vítimas, amigos e familiares, e sentimos muito a perda de todo o mundo mesmo. Cada novo número, a cada novo mês, nos deixava mais e mais tristes. Que ano triste!

Esperamos que o ano que vem seja mais leve e feliz.

Até o próximo post! <3


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