SOPA DE PAI

Foi uma felicidade receber o livro

 SOPA DE PAI de Marcelo Cunha Bueno e ilustrações de Nara Isoda. Editora Passarinho.
Um livro para adultos.

O livro é a compilação dos textos que o autor escreveu num blog, sobre a própria gestação até se tornar um pai. Nele Marcelo mostra como descobriu que a mulher estava grávida, suas dúvidas, 

descobertas, tempo de espera, rotina, planejamento financeiro da nova família, ansiedades, medos, neuras. manias, 

escolhas e muitas reflexões.

Me emocionei com o relato dele quando de repente ele e a mãe dele "trocaram de papeis". Onde os filhos percebem a fragilidade dos pais.

O que eu amei: tem envolvimento, tem sentimento. O sentir é muitas vezes permitido só para mulheres. Homens precisam ser fortes e rochas (aguentando tudo no osso, sem chorar ou expor seus sentimentos). 

Aqui vemos um homem sensível, apaixonado e participativo (como todo marido/pai deve ser).  
Como escreveu Paula Perim na apresentação do livro:
"De um pai que estava com todos os sentidos ligados na potência máxima para... Sentir. Sentir, tentar entender, traduzir e compartilhar cada novidade."

Texto super tranquilo de ler, flui e ótimo para refletir sobre as próprias atitudes e escolhas. Um livro pra todo casal ler juntos, principalmente os que estão iniciando essa nova aventura de ser pai e mãe.

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E mudando um pouco de mídia.

Mas ainda falando sobre PAPAIS:
Semana passada minha amiga Ingrid do Blog MÃEZONA estava falando sobre os desenhos de uma certa TV a cabo onde "os adultos são infantilizados e chorões (geralmente pais), estressados (especialmente mães) que são educados por crianças que queimaram etapas." E eu falei que
Acho O "Ó"! Não gosto, tenho pavor, desde sempre. E mais. Não é só esta emissora em particular que infantiliza os homens, o pai da Peppa também é um idiota. O pai do Gumball também é um idiota. O pai da Lisa e Bart Simpsons é um idiota. Na verdade o que estamos vendo é uma imbecilização do papel de pai. Filhos mal educados e mães que precisam fazer tudo, pra todos. Que modelos estamos mostrando pra essas crianças? Será que esses desenhos não estão depreciando os pais na percepção das crianças sobre a paternidade? Antes os pais era vistos como machões, onde só precisavam prover, trabalhar para sustentar a família, sem muito envolvimento (em filmes e seriados). Agora são vistos como imbecis. Fica a questão para pensarmos a respeito. 

Como queremos que nossos filhos nos vejam?

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