Livros sobre índigenas no Brasil {paradidáticos} com artesanato

Mês Passado lemos 2 livros sobre os indígenas no Brasil:
 
1. ALDEIAS, PALAVRAS E MUNDO INDÍGENA de Valéria Macedo e ilustrações de Mariana Massarani. Editora: Companhia das Letrinhas.
Um livro com pouco texto, para crianças pequenas, sobre algumas aldeias indígenas do Brasil. As ilustrações são bem divertidas. Ótimo para crianças em fase de alfabetização. Há um pequeno parágrafo sobre cada tribo e depois algumas palavras no idioma da tribo e em português. Tudo bem ilustrado.

Sinopse:
Yano, Ëjcre, Üne, Oo — por incrível que pareça, essas quatro palavras significam a mesma coisa. Representam, na língua de quatro povos indígenas diferentes (os Yanomami, os Krahô, os Kuikuro e os Guarani Mbya), o vocábulo CASA. Através delas e de muitas outras palavras, neste livro o leitor é convidado a conhecer um pouco da vida e dos costumes desses grupos: onde moram, como se enfeitam, suas festas, sua língua. 
 2. ROTEIROS VISUAIS NO BRASIL: ARTES INDÍGENAS - Vol. 1 de Alberto Martins e Glória Kok. Editora: Claro Enigma.
 Livro para crianças maiores e teens. Como identificar e olhar a arte produzida pelos povos indígenas do Brasil. Recheado de fotografias que mostram a evolução (não no sentido de melhorar, mas sim de desenvolvimento) das produções indígenas: na pintura rupestre, na pintura corporal, na cestaria, cerâmica, vestuária, moradia e do instrumentos musicais. 
Como a convivência com os homens brancos mudam alguns conceitos das tribos. Por exemplo, na foto (acima) ao lado da página azul, vemos uma índia numa rede. Ela usa um colar feito a partir de cartuchos de balas descartadas/usadas. Descontextualizado as balas e cartuchos viram enfeites, tornam-se arte.  
Adoramos a parte sobre pintura corporal, que fala por que pintam, como é a preparação dos pigmentos e dos desenhos que eles fazem.

Sinopse:
A Coleção Roteiros Visuais no Brasil foi idealizada para preencher uma importante lacuna da bibliografia sobre as artes visuais para o público jovem. Segundo os autores, os títulos serviriam para “ajudar a ler os sinais da obra de arte - e, ao mesmo tempo, a relacionar esses sinais às manifestações artísticas a que pertencem”. 

A coleção procurará sempre abordar trabalhos e acervos disponíveis à visitação pública no país, de modo a estimular a insubstituível experiência do contato direto com o objeto de arte. O volume inaugural da coleção, Artes indígenas, viaja até as origens mais primordiais da arte produzida no Brasil, ou seja, as manifestações artísticas dos povos pré-cabralinos e das etnias nativas conhecidas pelos nomes genéricos de “índios” ou “indígenas”. 

Glória Kok, historiadora e arqueóloga, e Alberto Martins, escritor e artista visual, reconstituem neste guia ilustrado a história e a cultura das populações originais do país por meio de sua produção estética. Ainda segundo os autores, que se amparam em vasta bibliografia especializada, os principais movimentos migratórios da longa história do povoamento do continente americano são a chave para explicar as semelhanças e os contrastes entre as visões de mundo de povos tão distintos como os Yanomami, os Kayapó e os Timbira, ao mesmo tempo unidos pela ancestralidade comum e segregados pelo cerco da civilização moderna.  

E assim que terminamos a Cecília precisou fazer um trabalho sobre reciclagem para a escola.
Ela queria fazer alguma coisa parecida com o que tínhamos acabado de ler. E assim como os índios, acabamos adaptado o trabalho, misturando coisas do nosso dia a dia com o que aprendemos nos livros sobre os indígenas. 
Eis o que fizemos:

Fomos pesquisar os diferentes solos que existem ao redor da nossa casa. E escolhemos um para esse trabalho. O escolhido foi o mais avermelhado. Enchemos um pote de sorvete (1,5L) com ele. Levamos pra casa.
Depois pegamos as prova que as crianças fizeram, mais os envelopes pardos dos livros que recebemos e cortamos em pedacinhos. Depois cobrimos com água. Deixamos assim por alguns dias. Colocamos tudo no liquidificador para ser triturado. Coamos. Ficou uma massa. Nela misturamos cola Cascorez do rótulo azul (que tem bem menos água) e parte da terra. Cecília misturou tudo até formar uma massa homogênea.

Em seguida plastificamos (com papel filme) um pote de plástico. Com as mãos, 
a Cecília foi moldando um pote com a massa que ela fez. Deixamos secar bem (por alguns dias).
Quando secou, desenformamos (ela fez vários pequenos também, em xícaras e píres). Com uma tesoura cortou os excessos, até ficar com a forma que ela queria.

Voltamos aos livros e lá lemos sobre pigmentos, texturas, linhas e pinturas. E assim ela escolheu as cores e a padronagem. 
Prontinho! Fácil e lindo. Foi a coisa mais diferente que levaram pra aula! :) Ela ficou tremendamente feliz com o resultado! :)
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