Dicas para ententer crianças presas em casa
HAICAIS TROPICAIS, organizado pelo poeta e pesquisador Rodolfo Witzig Guttilla, publicado pelo selo Boa Companhia (da Companhia das Letras). 

Este ano comemorou-se os 110 anos da imigração japonesa no Brasil.
O livro reúne 20 autores brasileiros entre famosos, clássicos, contemporâneos (inclusive alguns atuantes, mas desconhecidos do grande público) e convida o leitor a conhecer o poema oriental de 3 versos que trata de temas como a passagem do tempo, a natureza, as estações do ano e o espírito humano. Mas claro que o brasileiro escreve sobre outras coisas também!

O livro começa com uma explicação sobre os Haicais... Resumindo muito: Que são geralmente sobre coisas simples e natureza, não há metáforas, nem enfeites nos poemas. São formados por 3 versos, 5-7-5 sílabas, sobre coisas da natureza, sem rima e sem título. 

Há ainda uma introdução sobre o histórico do haicai. Por exemplo, o haicai chegou ao Brasil no início do século XX, em 1906, pelas mãos de Monteiro Lobato! Eu não sabia disto, você sabia?

Os poemas são organizados por ordem alfabética dos nomes dos autores.
Depois dos poemas, têm uma pequena biografia onde o Rodolfo fala um pouco sobre a relação daquele escritor com os Haicais e também fala onde eles já foram publicados antes (se for o caso). 

Uma pequena amostra:







O livro é um prato cheio pra quem ama poesia.
Um lindo presente (Natal, Aniversário, Amigo Secreto...).

Ficou com gostinho de quero mais?
Para comprar (e ajudar o blog): https://amzn.to/2QxpXKs
Ontem (10/12/2018) a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS fez 70 anos. ⠀ ⠀

E hoje recebemos da @editoramoderna o livro Declaração Universal dos Direitos Humanos - adaptação de Ruth Rocha e Otavio Roth. ⠀ 

O livro está na sua 11ª edição e já foi traduzidos para diversos idiomas. Ruth escreveu o livro explicando o motivo das pessoas terem se reunido para a criação do acordo, 

e diz ser um livro para que crianças de todas as idades pudessem, de maneira simples e direta, conhecer os 30 artigos da Declaração. 

Para os direitos humanos sejam cada vez mais conhecidos, debatidos, respeitados e obedecidos (hoje, mais do que nunca, um livro necessário). ⠀ 
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As ilustrações são de Otavio Roth e enfeitam o texto, dando cor e graça (na verdade foi ele quem convidou a autora a escrever sobre o assunto, ele transformou as gravuras que havia criado sobre os direitos humanos em ilustrações de livro). ⠀ ⠀

Já conheciam? Nós tínhamos o livro, quando as kids eram pequenas e depois de muito lido, deixamos na escola, como doação para a biblioteca (assim seria lido por muitas outras kids). Agora temos ele novamente e iremos levá-lo nos nossos #picnicsliterários.⠀ ⠀

Fica a dica! Boa leitura.

Ah! Eu queria saber... Você sabe quais são esses direitos universais?
Está na hora de saber!
Olá! Aqui é o Cássio!

Hoje, eu falarei sobre o novo filme da DC, Aquaman.

Aquaman é um filme de 2018 de conta a história de Arthur Curry, um meio-humano meio-atlante que nasceu de uma relação entre um faroleiro e

uma rainha do reino de Atlântida, que tem superpoderes, como:

poder falar com animais marinhos, respirar e falar debaixo da água, super-força, etc.

Para evitar uma guerra entre os reinos aquáticos e o "povo da superfície" (que somos nós humanos),
ele deve subir ao trono (contra a vontade do seu meio-irmão), já que sua mãe era rainha e unir os mundos do oceano e da terra.

Não preciso explicar que o filme é inspirado no herói homônimo dos quadrinhos da DC, e faz parte do universo cinemático produzido pela Warner Brothers, que contém outros filmes como Homem de Aço, Batman vs Superman e Mulher Maravilha.

Qual a minha opinião sobre o filme? Ele é bom.

Para iniciar, os efeitos especiais são ótimos, não percebi cenas com falhas nos efeitos, tudo é ao mesmo tempo realista e absurdo (em termos de que não é possível existir nada parecido, mas os modelos/texturas são bem bons), o efeito de água é bonito e devo parabenizar pelas explosões (que também existem em grande quantidade). 

A história é boa, não é o total foco do filme, já que é mais ação, mas serve bem como plano de fundo e desenvolvimento do mundo e dos personagens entre a ação. Algumas vezes percebe-se que elementos são apenas expostos ao invés de construídos gradualmente, mas isso é só minha opinião.
A ação propriamente dita é boa, as cenas de luta são bem coreografadas e grandes batalhas apelam à audiência pela qualidade dos efeitos especiais, especialmente para o final do filme.

O personagem principal é um típico cara forte, bobo e "valentão", em termos de que, mesmo não tendo o maior QI, ele pode ter os maiores músculos, o que leva a cenas divertidas dele interagindo com outros personagens.

No fim, o filme é bom: engraçado, divertido e com bastante ação, recomendo assistirem quando estrear, no dia 13 de Dezembro.



Opinião da Gisele:
Oi, vou falar um pouco sobre o que eu achei do filme...

Concordo com a opinião do Cássio, mas tenho mais algumas coisas para acrescentar:

1. O filme tem alguns esteriótipos, não sei se nos quadrinhos também é assim, ou mudaram (como mudaram o Aquaman de loiro para um mestiço- como o próprio filme fala constantemente), mas na primeira cena (SPOILER) já vemos o cara mal, o pirata, que é um negro (acho muito chato isso).
2. Spoiler - Mas o cara loiro de olhos azuis quer cada vez mais poder e não mede esforços pra conseguir isso. Tipo, enlouquece, fica cego de ódio... Isso também é clichê.
3. Algumas liçõezinhas de moral como não joguem lixo nos Oceanos aparece algumas vezes... Sim, eu sei que não deve se jogar lixo no mar, e que as pessoas jogam, mas parece tão clichê quando sai da boca desses super-heróis.
4. A música aumenta muito o clima das cenas.
5. Tem cena depois dos primeiros créditos, mas depois retoma os créditos e não tem mais nada, pode ir embora. Hehehe.
6. A Kidman continua linda, mas com tanto Botox, não dá mais pra perceber quando ela está triste ou feliz pela expressão do rosto (só com a fala dela).
7. Eu não tinha um herói favorito, agora tenho. Hehehe. E a Ceci também, diga-se de passagem.

O filme é ótimo. Recomendo ir com toda família.
E já queremos o pôster!
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA pessoinhas do meu coração! Aqui é a Ceci.

Irei falar sobre um livro muuuuito legal, O Homem-Cão 3 - Um Conto De Dois Gatinhos, de Dav Pilkey, da Companhia das Letrinhas!

Um dos livros mais esperados, e sabe o por quê?
Tchan tchan tchan tchannnnnn!!!


EU APAREÇO NELE!!!!!!!!!!!!!

 Além de ser um livro maravilhoso, tem eu, Ceci!


Participei de um concurso que a COMPANHIA DAS LETRINHAS fez. Você precisava tirar uma foto com seu cão, lendo e postá-la nas redes sociais com a hastag #leiaparaseucão. Eu me fantasiei da repórter

O livro O Homem-Cão e o conto de dois gatinhos, fala sobre, principalmente, Pepê ( um vilão já conhecido para aqueles que seguem a série faz tempo) e sobre Pepêzinho, um clone de Pepê que deu errado após ele não ter lido o rótulo da embalagem de "faça seu próprio clone!" que dizia que seu clone sairia na versão bebê e que teria de esperar 18 anos até que ele fique na forma adulta.


Em função disso, ele fica fulo da vida e põe Pepêzinho numa caixa e o deixa para doação. Enquanto o Homem-Cão passeia pela rua à noite, ele encontra o gatinho e depois de muuuuuitas tentativas de encontrar alguém para adotá-lo, ele mesmo, por fim, adota o gato.

Pepê se arrepende e vai em busca de Pepêzinho mas para sua surpresa ele não está mais lá...
E quando vê que seu inimigo, o Homem-Cão está com o gatinho, o ciúmes vira uma coisa animal!

Muito divertido!!!


O livro trás o clássico Vire-O-Game,

e também, como desenhar os personagens, no final do livro.

Minha mãe foi na festa do livro da USP, este ano e se encontrou com a Andrea, que é a mãe da Lara, do blog Coisas da Lara e elas tiraram uma foto juntas, na banca da Companhia das Letrinhas, pois a Lara também está no livro!

Leia agora!! Você vai amar.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!

Eu estava com saudades!

O livro de hoje é Nimona, de Noelle Stevenson, publicado pela editora Intrínseca. 



É a história de uma metamorfa, um ser que consegue se modificar para qualquer outro ser. Ela, a Nimona, se junta a um novo supervilão, Balister Coração Negro.





 Ela, como toda teen, está a flor da pele e louca pra começar a destruir tudo e todos e junto com o Coração Negro, governar o reino e tocar o terror. Mas ela descobre que, Ballister tem escrúpulos e não gosta de fazer qualquer coisa a qualquer preço. 




 Ele, Ballister, surgiu a partir de uma justa,(luta em que dois oponentes usam uma lança enquanto cavalgam rapidamente em direção ao outro, com o objetivo de derrubá-lo de seu cavalo) com seu antigo melhor amigo que hoje é seu inimigo, Sir Ouropélvis.

Sir Ouropélvis perdeu a justa e com sua lança, que havia sido trocada por uma eletrônica pela Instituição pela qual Balister e ele trabalhavam (pois a chefia da Instituição queria fazê-lo vencer a justa e se tornar o melhor guerreiro), assim acabou por arrancar o braço de seu inimigo em um apertar de botão da lança.

Em função do grave ferimento a Instituição dispensou Balister rotulando-o como inútil.


Coração Negro não está muito a fim de dar a Nimona uma oportunidade, mas ela começa a importuná-lo até que ele aceita. Só que Nimona achou que eles iam sair matando todo mundo. Mas Ballister no fundo é um homem bom e justo que não gosta de causar mortes desnecessárias. Ele quer se vingar das pessoas que o humilharam e provar que os que governam são os vilões de verdade. Nimona vai precisar controlar seu ímpeto e 


descobrir uma vida mais calma, 



serena e justa com Ballister. E também o que significa ser o mocinho e ser vilão.



No final a autora mostra como a Nimona foi surgindo e alguns outros personagens também.



Na minha opinião está com certeza em 1 lugar na minha lista dos TOP 10!!!

Muito obrigada á Intrínseca por editar e coordenar a produção e tradução do livro! E também agradeço, principalmente, á Noelle Stevenson pelo talento e pela produção maravilhosa!♡
Um dia (este ano) procurando sobre Street Art para trabalhar com teens, me deparo com o livro

BANSKY GUERRA E SPRAY no site da Intrínseca!
O livro começa falando que ele contem elementos criativos e artísticos, não tem a intenção de incentivar a prática do grafite nos lugares proibidos ou inapropriados. É um livro de arte e sobre arte.

Bansky é arte, é política, é questionamento, é tomar a cidade e torná-la viva e visível no meio de tanto caos e no meio de tanta rotina. Um livro que resignifica o espaço de arte e espaços da cidade. Muiiiiiito legal! Excelente livro pra reflexão e conversar (questionar, levantar perguntas - sem fechar em respostas) com teens sobre a voz própria.

O muro é o lugar de luta contra as empresas que nos abrigam a ver, tudo que elas querem vender. E hoje temos o muro do Facebook ou das redes sociais, para colocar as nossas ideias, mas antigamente, antes das redes sociais, era o muro dentro da cidade mesmo.

Bansky começa o livro com um manifesto.

Os artistas usavam estes espaços, permitidos ou não, para se expressarem, seja contra o sistema vigente, seja contra as propagandas, no caso do Bansky da obrigatoriedade de ver algo que não se quer ver (É uma forma de ver o mundo além dos outdoors e propagandas que jogam na nossa cara coisas que não queremos ter e, ao mesmo tempo, nos tornam infelizes e frustrados por não tê-las.) e a cidade toda é obrigada engolir. O muro um espaço de revolta e de reclamação.  

E tanto se reflete isso nas redes sociais que em espanhol não se diz página do Facebook, mas muro do Facebook. Tu vais colocar no teu muro alguma coisa.

O artista fala de como começou a trabalhar com o estêncil, e nos conta pequenas histórias, modo de fazer, curiosidades, características do entorno e quanto tempo levou pra fazer algumas de suas obras.

Questiona o tempo todo a ideia de propriedade privada já que aquela propriedade é vista todos os dias, com o vai e vem da cidade, tornando aquele um local público. Nesta ótica ele faz intervenções que ficam ao alcance de todos.

O livro é dividido em 6 partes:

1. Macacos





 2. Policiais

A obra mais famosa desta fase é o painel  que mostra uma menina que perde o balão em formato de coração. Ao lado da ilustração, tem a frase: "There is always hope". Feito em stencil, Girl with Balloon  ( 2002, em Londres) já foi replicado algumas vezes, inclusive...

Enquanto estávamos debatendo sobre o livro para o post, a Cathe me falou que uma réplica da Menina com balão foi leiloada e no momento da compra, ela se autodestruiu!!! Fiquei chocada! Isso aconteceu em Outubro deste ano (2018), você ficou sabendo? 
Link AQUI.


3.Ratos


Aqui o artista cria uma série de ratos subversivos - Bansky diz: imagina uma cidade onde o grafite não é ilegal, onde qualquer um pode desenhar onde quiser, uma cidade colorida, inundada com frases curtas e cores! Uma cidade que é uma festa onde TODOS foram convidados, não só quem tem dinheiro para pagar pelo espaço na parede.



O artista viajou diversas vezes à Palestina e fez intervenções ao longo de diversas partes.


Nem todos gostaram...


Ele também fez várias intervenções em Zoológicos, questionando esta forma de entretenimento. 


4. Vacas


5. Arte

Depois de ser reconhecido nas ruas, Bansky resolveu "invadir" o espaço da arte por excelência: OS MUSEUS...

E fez uma série de pinturas vandalizadas, onde ele se apropriava de pinturas "clássicas" (na forma tradicional de se fazer arte: pintura em tela) e adicionava elementos da vida contemporânea.



Além disso, ele usava um disfarce

e as colocava dentro de museus, ao lado de pinturas famosas.
Junto às fotografias ele conta algumas curiosidades e quanto tempo a obra permaneceu acompanhando as outras, até alguém notar que não pertencia à coleção. No caso desta (acima), a fita adesiva era de pouca qualidade caindo da parede depois de 2 horas.

Mas algumas ficaram por dias a fio...


E outras, quando descobertas, foram incorporadas ao museu, como esta (acima), que hoje faz parte da coleção permanente.
O que mostra como é forte o movimento do sistema das artes de tentar capturar e ganhar dinheiro com quem está à margem, fora do sistema, quando o artista se torna mundialmente conhecido.

 6.  Mobiliário Urbano.


Aqui Bansky intervem na cidade refazendo placas conhecidas (pare, dê a preferência, cuidado, proibido) e interagindo com estátuas e lugares conhecidos, provocando mais estranhamentos.

A intrínseca nos enviou 2 cópias, pois faremos ações em Brasília e em Porto Alegre com o livro. Estamos A-PAI-XO-NA-DAS pela publicação.




Há vários documentários sobre ele também:

AQUI, Graffiti Wars

AQUI, Saída pela loja de presentes

AQUI, Bansky Does NY

Até hoje não se conhece a identidade do artista, sabe-se, que nasceu em Yate, na Inglaterra. Seus grafites começaram a aparecer em 1993.

Mais adiante falaremos de outros livros nacionais sobre o assunto e colocaremos o link aqui.


Claro que a Ceci amou e quis experimentar um pouco também!




Não é fácil controlar o spray!

Mas adoramos a experiência!

Fica a dica.