Dicas para ententer crianças presas em casa
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Bom dia!⠀
Estamos fazendo o MAIOR sucesso por onde passamos com nossas camisetas da @instadedeka em parceira com o @institutodeleituraquindim!

A coleção MA RA VI LHO SA é baseada no livro JARDINS de Roseana Murray e Roger Mello, da @globaleditora.⠀

Um livro que vem com laço de fita (já é um presente por natureza), com um envelope -jaqueta que abre para um jardim.

Dentro temos poesia tanto nas palavra, que a Roseana Murray faz com maestria, quanto nas ilustrações do Roger Mello.
Vez por outra o texto salta aos olhos, de repente somos inundados com as ilustrações e às vezes se misturam, se confundem, se fundam. São cores, sabores, cheiros, perfumes que transportam o leitor para além do livro.

Pra terminar, após fazer novamente o laço, temos a delicadeza das palavras afetuosas do Manuel de Barros na contra capa!
Presente perfeito, do início ao fim!

Pra ser sincera a Dedeka mandou as camisetas pro Cássio e Cecília… Porém, confisquei a branca pra mim e daí a Ceci pegou a que era do Cássio, pra ela! Pronto. Cássio ficou sem Dedeka desta vez. ⠀

Nossa foto era pra ter saído dia 2 de abril, dia da literatura infantil, mas o blog deu tilt, por isso está saindo atrasada.⠀
A Ceci usa Dedeka desde que tinha 2 anos, quando minha prima, Vivi, me apresentou à marca, há 12 anos, e estamos cada vez mais apaixonadas pelo acabamento, tecidos, estampas, carinho em forma de roupas.⠀
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Tudo isso pra dizer também, que no Outlet da Dedeka tem peças incríveis em promoção! 

Pra comprar a camiseta que a Ceci tá usando, clique AQUI. Camiseta unissex infantil em meia malha na cor amarelo mostarda com mangas na cor azul marinho. Conta com estampa de pássaros dentro e fora da gaiola, ilustrando o jardim do dentro e fora. A estampa é à base d’água e não tóxica.

Pra comprar a camiseta que eu estou usando, clique AQUI. Camiseta unissex infanto-juvenil em meia malha na cor branca com estampa na frente e na manga de poema e flores. A estampa é à base d’água e não tóxica.

Pra comprar o livro: https://amzn.to/2DiLZuE

Enreduana
De Roger Mello e Mariana Massarani, editora Companhia das Letras.

Que grande prazer é ser surpreendido por um livro. Enreduana tem esse dom, surpreende pela personagem, pelo narrador e a forma insólita de apresentar a história, pelas ilustrações que tem a cara da Mariana mas ao mesmo tempo arriscam nos materiais e pelo projeto gráfico em tons de bronze e laranja e rosa fluorescentes. 
Enreduana traz à luz, a primeira escritora e filósofa reconhecida pela história, nascida em 2.300 a.C. em Acádia, Mesopotâmia. Enheduana é a composição de duas palavras "En" que significa "alta sacerdotisa" e "heduana", adorno do céu ou a própria lua.
Tive o privilégio de ouvir Mariana e Roger contando sobre a criação do livro durante o Painel de abertura do Instituto Quindim.
Mariana falou da sua pesquisa iconográfica e de materias que simulassem as placas de barro onde os poemas eram escritos.

O narrador da história é um grão de areia, o menor dos grãos. Ele acompanha o exílio de Enreduana que foi expulsa do reino, depois de se envolver em política, pelo próprio irmão.
Mariana contou que fez alguns desenhos na areia da praia, fotografou mas não contente com o resultado testou outros materiais semelhantes a areia, depois de muitas voltas decidiu finalmente pela praia.
As  placas de argila que os sumérios usavam como papel, foram reproduzidas em material semelhante mas não igual para garantir o manuseio e registro.
Enreduana nunca tocara o chão na sua cidade, Ur, era sempre carregada por vários homens.
Sua vida era dedicada aos deuses da lua Nanna e sua filha Inana com quem ela se casa simbolicamente.
Enreduana já no exílio escreve um pedido para sua deusa, que faça seu irmão, Rimush, se dar conta do erro que cometeu e permita que ela volte para a cidade.
Isso acontece durante uma caçada, Rimush se perde no deserto e é picado por uma cobra, ele e o antílope que estava caçando trocam de lugar por uns instantes, o que faz com que sinta o poder dos deuses e volte atrás. 
Enreduana retoma seu lugar no reino e o grão de areia será parte do barro que guardará um dos poemas.
Recomendamos para crianças maiores, pré-adolescentes e adolescentes. Para os pequenos, com mediação, pois o texto é poético e complexo. 
O livro é para colecionar, com certeza. Resgata o valor das mulheres na história da filosofia e poesia.
 Dia 19 de Maio fomos no lançamento do livro CLARICE de Roger Mello e ilustrações de Felipe Cavalcante (que também assina o projeto gráfico do livro), da editora Global.

 Já na entrada o Roger e o Felipe falaram do livro, sem entregar a história. Volnei Canônica fez a mediação e ainda ouvimos

 o depoimento emocionado da irmã do Roger.

Os dois nos contam que a história tem muito do real, muito da história de Brasília e história da família deles e que  

“O que é mais inspirado no real é o nonsense”, por incrível que parece. Pra quem é da família o livro trará memorias, pra quem não é, o livro será uma história incrível. Que ficará reverberando dentro da gente.

Depois teve a sessão de autógrafos

e fotos e tietagem!

Então vamos à obra.
A história se passa no período da Ditadura Militar em Brasília. Vemos a história pelos olhos de dois primos: Clarisse e Tarso. Como ainda são crianças, eles não tem bem a noção do que está acontecendo... 

Ouvem pedaços de conversas (pois os adultos param de conversar quando chegam), veem algumas coisa, são mandados par casa de amigos e parentes, enquanto os adultos vão pra lugares que não podem falar, ligam algumas histórias que ouvem dos amigos, que leem nos jornais, que escutam no rádio, participam de algumas ações a noite

 (como jogar livros dentro do lago sem que ninguém os vejam), sentem o medo nos adultos, sentem a opressão, sentem a falta de liberdade, veem os carros de polícia rondando os blocos (quadras residenciais), veem os militares por toda Brasília. Na verdade, de concreto mesmo, só sabem que o Pai e a Mãe da Clarisse desapareceram, não sabem bem os motivos... Ela sabe que o pai escondia livros 

(especialmente um vermelho, mas não sabe qual) e escondia também os livros da escritora Clarice Lispector para a mãe, que a adorava. Mas ela não entende como alguém pode desaparecer por causa de um livro. 

A história é cheia de vazios, de espaços que o leitor preenche com o que sabe ou com o que viveu durante a Ditadura Militar. Embora a obra seja ambientada no regime, ela não fala em nenhum momento de forma didática do período (o que faz da obra, uma obra de literatura mesmo - não um livro sobre história do Brasil, embora fale de um recorte da história do Brasil)... Pelo olhar das crianças vemos como vive uma família que ama livros, em uma época onde livros representam perigo. E, com muita dor, precisam se livrar deles, pois são considerados subversivos.  As crianças não entendiam muito bem a palavra “subervsivo”, mas gostavam tanto da palavra que sempre a repetiam, quando estavam sozinhos.

Na história aparecem muitas referências 

a lugares (com pontes, prédios, quadras, cinemas) e personagens de Brasília, como Burle Marx, 

Maria Martins, entre outros. Você não precisa saber onde são e quem são pra entender o significado deles na trama. 

Na história, como as crianças vivem entre acontecimentos quebrados e sussurros, muitas vezes elas não sabem mais se viveram realmente aquilo ou se são memórias inventadas de recortes de histórias que ouviram... Então sempre tem um ar de "será que isso aconteceu mesmo?".

O final da história também é aberto. E cabe ao leitor terminá-la da forma que achar melhor.

É muito bom. Recomendamos a leitura.

E sobre o lançamento ainda:
 Encontramos vários leitores nossos lá...

 E várias amigas também, embora não saíram todas nas fotos. Grudamos na Fernanda Oliveira do Canal Fê Liz

Desvirtualizamos o Vornei Canônica do clube de assinatura de livros Quindim.

E no final fomos tomar um sorvete com a Fê, faltou luz no Shopping, teve um temporal super forte e demos muitas risadas com o apagão!


Pra quem quiser ouvir um pouco do Clarice, clique AQUI, que o Roger está lendo um pedaço. o som não é muito bom, mas podemos sentir um pouco do clima da história! 


*O nome Clarice é uma homenagem à escritora Clarice Lispector que escreveu uma carta para Brasília (você pode lê-la AQUI)

De Roger Mello, editora Companhia das Letrinhas.
Este é um livro que faz parte da minha biblioteca já a alguns anos, decidi falar sobre ele para atender o pedido de uma amiga.
Livros sobre trabalho infantil. É um tema áspero, principalmente para quem, como nós, tenta fazer da infância a melhor parte da vida. Ainda assim, é uma verdade inegável e como acreditamos que as soluções para o futuro devem ser cultivadas hoje, vamos apresentar às crianças essa realidade nem tão distante.


Em Carvoeirinhos, Roger Mello narra o trabalho de dois meninos através de um observador insólito, um marimbondo. Enquanto o marimbondo cuida do seu ovo dentro do casulo, o menino cuida dos fornos onde a lenha vai virar carvão.
A poesia traça o paralelo entre os dois. No dia a dia a luta pela sobrevivência, um procurando comida, o outro se escondendo da fiscalização. Escondido no caminhão que leva o carvão dali, conhece a siderúrgica que ele alimenta incessantemente. O menino da história não tem nome, só trabalho e sonhos. O corpo está ali, carregando lenha, encaixando tijolos, domando o fogo. A mente voa longe, com asas de marimbondo, feitas de arame e papel de seda.


Roger é um artista completo, escreve e ilustra primorosamente. Em Carvoeirinhos, usa desenho e pintura sobre colagem para mostrar o mundo sombrio da produção de carvão. Todo em tons de cinza e preto, o destaque fica por conta do fogo representado com tinta fluorescente.

Roger Mello tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e em 2014 foi o primeiro ilustrador da América Latina a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, o Nobel da literatura infantil e juvenil.

 Eu estou há semanas com esse livro em casa. Ele  foi indicado ao prêmio JABUTI e eu estava esperando (e torcendo) para que ele levasse o prêmio para eu fazer a postagem depois. Mas infelizmente ele não ganhou, mas isso não diminui em nada, o valor deste livro!
Lemos aos poucos, na verdade a Ceci leu-o devagar (já que ela começou a ler a pouco tempo) e em voz alta para mim. E depois paramos para refletir sobre a história.
 CONTRADANÇA de ROGER MELLO da editora: Companhia das Letrinhas, ISBN: 9788574064482.


Num fim de tarde, a menina (que ora é desenho, ora foto montagem, ora boneca, ora reflexo) brinca com o macaco (que também é ora desenho, ora foto montagem, ora boneco, ora reflexo, ora sombra) de se mirarem em espelhos, na vidraçaria do pai da menina-bailarina. O macaco-reflexo, está a procura de seu eu verdadeiro e pede ajuda à bailarina para procurar-se, já que ele tem medo do escuro. A bailarina vai ajudá-los, sim, ao mesmo tempo que procura saber do que é capaz.
 
O livro (imagem e texto), todo preto e branco, é uma narrativa sensível ou uma metáfora das várias identidades (ou reflexos) que desdobramos ao longo da nossa vida. Os diálogos, que remetem a um sonho estranho e filosófico (ao mesmo tempo), 
"...falam sobre medo e coragem, e sobre os infinitos reflexos que nossa imagem pode gerar e sobre os outros tantos que podemos enxergar de nós mesmos e dos outros." como está escrito na contra-capa do livro.  

O livro permite várias leituras, dependendo da bagagem de vivências do leitor!

Eu fiz um exercício bem simples com as crianças, que adorava fazer com meus alunos:

Eu começo lendo o livro e quando vejo que a criança está bem curiosa com o que vai acontecer em seguida, eu fecho o livro e peço pra ela desenhar o que vai acontecer.

 Agora, você vai precisar ler o livro...
para tentar descobrir, em que parte da história eu parei e porque minhas crianças desenharam essas cenas! :)

Usamos lápis de cor preto, canetinha e fita adesiva espelhada!
 
#Boaleitura!



A FLOR DO LADO DE LÁ de ROGER MELLO.


Gente um livro sem palavras belíssimo!!




Com desenhos em preto e branco e coloridos, conforme a emoção do personagem principal. É a história do súbito interesse de uma anta por uma florzinha.

Mas infelizmente a anta não pode chegar perto da flor, pois existe um obstáculo entre elas - um rio.
ISBN: 9788526006201 Editora: Global