Dicas para ententer crianças presas em casa
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Se Eu Abrir Esta Porta Agora...
De Alexandre Rampazo, SESI-SP editora

Eu estava muito, muito curiosa para conhecer este lançamento do Rampazo, tanto que nem quis olhar resenhas na internet. Sabia que me surpreenderia. E, como sempre acontece com os livros do autor, fiquei encantada. Agora preciso me concentrar para falar dele sem roubar a surpresa de vocês. Minha vontade era só dizer, "vai lá e abre o livro, vai ser uma experiência inesquecível com o objeto/história/imagens."



A interação começa ao retirar o livro da capa box, capa esta que contem todos os dados necessários, liberando o miolo de qualquer função informativa. Tem uma apresentação feita pelo autor Roger Mello no verso do box que é pura poesia. Os tons de preto e azul junto com o ser que se surge na porta entreaberta do armário introduzem o clima da história.


A partir da primeira, abrimos sucessivamente as portas da imaginação, dos medos da noite e das formas criadas no escuro.


Monstros, bruxas, lobos


Não quero mostrar muitos personagens, mas esse lobo não dava pra deixar guardado no armário... Olhem que coisa linda ( Gi e eu adoramos lobos). Ao vê-lo lembrei instantaneamente do Este é o Lobo (amamos também) do mesmo autor, e percebi que ele estava nos convidando a entrar mais fundo na experiência vivida naquele livro, esmiuçando os sentimentos sobre e dos vilões. 
Cada vez que aceitamos abrir a porta, o personagem olha nos olhos, não temos pra onde fugir, precisamos encarar o "nosso monstro" e novamente nas próximas viradas de página, olhar para o outro e para o outro e para o outro. Pensando bem, a caixa de onde tiramos o livro poderia representar a caixa de pandora, ao abri-la deixamos que escapem todos os seres assustadores da literatura infantil. E o que ganhamos com abrir a porta uma e outra vez?
Bom, em primeiro lugar, enfrentar o medo do desconhecido, não existe pior monstro do que aquele que ainda não tem forma. Em segundo lugar, admirar a preciosidade das ilustrações, impossível não se encantar com elas. E em terceiro, encontrar o outro lado da história, literalmente.
Ao olhar o verso do livro, temos a visão de quem está por trás da porta, desconstruindo de vez a sina dos personagens. O livro torna-se circular, o final de um lado leva ao início do outro.  


O abrir e fechar da porta, junto com a repetição da frase que dá nome ao livro, é garantia de sucesso entre os pequenos. O formato das ilustrações dentro da porta também chama a atenção, com imagens que lembram fotos num celular gigante. O Lucas não tem medo de seres fantásticos, provavelmente por todos os livros que lemos, então devora com os olhos um a um.


Edição cuidadosa, projeto gráfico do autor - é designer e diretor de arte - impressão em papel offset com apenas duas cores, mantendo o foco nos personagens de traços delicados, já a porta e o marco ganham traços grosso, simulando giz. 

Poderia seguir contando por mais alguns parágrafos, mas deixo metade da história para que vocês descubram.


Olha que sorte a nossa, a Gi ganhou dedicatória fofa do autor (eu vou buscar a minha na Feira do Livro de Porto Alegre, viu seu Alexandre? Prepare a caneta, quero com desenho também rsrs).


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BLECAUTE! de John Rocco, editora Galerinha Record.

Há quanto tempo não tem um bom blecaute na sua cidade? Lembro como isso era comum, quando eu era pequena.
As velas ficavam na cozinha. Nada de pânico, a gente sabia o que fazer. Mas e hoje em dia? Dependemos muito dos eletrônicos... Não guardo velas na cozinha... Nem em nenhum outro lugar. Não lembro qual foi a última vez que faltou luz um tempão... Como seria?



  Na história o guri quer muito jogar um jogo com a família, mas todos estão muiiito ocupados.

Então ele se isola no quarto...

Todo mundo no seu mundo particular, até que: PUM!!!

A escuridão toma conta e só se ouve: MÃE!!! Lá vai a mãe salvar o guri assustado.

Mas o que fazer até a luz voltar? Um livro sobre desconectar e prestar atenção nas pessoas, no aqui e agora, nas estrelas, nos sons da noite.


 Livro lindo que ganhamos da @distribuidora_casadelivros. As gurias da Distribuidora nos sugeriram, pois estávamos procurando um livro "tipo quadrinhos", para crianças pequenas que amam ler HQs, e não estão muito entusiasmadas (ou estão um pouco assusutadas) com livros "grandes", com muito texto. Fica a dica!

Site: http://distribuidoracasadelivros.com.br/ 
Instagram: https://instagram.com/distribuidora_casadelivros/
Facebook: https://www.facebook.com/distribuidoracasadelivros


Como vocês sabem estamos analisando os Clubes de Leitura e a 
Brinque-Book enviou o do mês de dezembro para mostrar aos leitores.

Recebemos o box do plano Primeiras Histórias, para crianças de 2 e 3 anos.
Nele os personagens que amamos, o Gildo da nossa amiga Silvana Rando e o Lobinho.


A coleção Primeiros Livros do Gildo é um box com 3 livros; 


Cores, 


Números e 


Opostos. 
Ótima para os pequenos, cartonada e resistente. Sou super fã desse elefantinho, por mil motivos mas principalmente por ser uma publicação para bebês pensada no público brasileiro, feita por uma autora nacional. É adequado, singelo e as crianças amam (poderia passar horas elogiando 😍).




O Lobinho está com medo do escuro é um dos 4 livros da coleção "O Lobinho". São livros que ajudam as crianças pequenas a superar dificuldades ou conflitos.


De capa dura e com páginas plastificadas é resistente às aventuras dos pequenos leitores. Tínhamos ganhado da tia Gisele O Lobinho usa o penico que está sendo muito bem aproveitado nesta fase de transição.


Além dos livros, e do guia de leitura, mimos; um Gildo para pintar, marca-páginas e botons.


Nossa avaliação é que o Clube é direcionado aos pequenos leitores com livros bem específicos para as faixas etárias, que são agrupadas de dois em dois anos;

Primeiras Histórias - 2 e 3 anos
Leitor Iniciante - 4 e 5 anos
Leitor Independente - 6 e 7 anos

Por ser tão direcionado, dá pra ter certeza as crianças vão adorar.


Para conhecer mais, acesse o site:


www.brinquebook.com.br

Qualquer dúvida dá pra falar direto com o Gildo, no site! 
 Mesmo que muita gente não admita: muita gente tem medo do escuro.
DENTRO DO ESCURO MORA UM SEGREDO de Alessandra Roscoe e lindas e sensíveis ilustrações de Albert Arrayás. Editora Gaivota.
Um menino chamado Leo não gostava do escuro, tinha medo, pois não conseguia enxergar nele o futuro. 
Já o avô Teo preferia viver no escuro, para não precisar pensar em seu próprio futuro. Duas pessoas com o mesmo medo, mas por motivos diferentes. Convivendo, passando tempo junto e conversando os dois aprendem a espantar o medo do escuro, a serem fortes e aproveitar mais a vida, sem ficarem se preocupando o tempo todo. Ou seja, ficando os dois mais leves e felizes.
Depois de ler fomos brincar no escuro, na verdade dar uma volta pela cidade. Eu tenho muito medo do escuro da cidade (cidades em geral). No Rio Grande do Sul eu tenho pânico de andar de noite (mesmo de carro), de parar num sinal fechado, de ficar numa parada de ônibus, de passear pela noite. 
E a noite é tão bonita! A Lua, as estrelas, o colorido da cidade com as luzes fica tão bonito! 
E essa redescoberta de como a noite e o escuro na cidade pode ser lindo aconteceu com a nossa chegada em Brasília. O plano piloto, principalmente nas áreas centrais, é bem seguro. Claro que não dá pra abusar, mas passeamos com uma certa frequência e vemos que outras famílias também o fazem. Os principais monumentos são iluminados e a cor da iluminação depende do tema do mês. Em Novembro tudo estava AZUL em função da campanha de prevenção de câncer de próstata. E tudo fica ainda mais lindo. Há muitos eventos a noite também, espalhados pela cidade, principalmente nos finais de semana. Tornou-se um hábito nosso curtir a noite e deixar o medo do escuro da cidade, de lado.
Então, após ler o livro, fomos brincar com os sons, luzes e sombras da Concha Acústica que fica no Setor Militar de Brasília.
A Concha Acústica é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, inaugurado em 1973. É formada por um palanque com cobertura em forma de concha. 
Lá não é necessário microfone para se fazer ouvir. A forma com que foi feita faz os sons reverberarem. Muito legal!
A composição entre a Concha Acústica e o Obelisco remete à Espada de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. 
As crianças adoraram conhecer e brincar.

Óbvio que sair e passear pela cidade não é uma coisa possível  e realizável em todas as cidades brasileiras. Então, minha dica indoors é ler o livro de baixo de uma cabana de cobertas com lanternas e brincar desligando e ligando as luzes, formando desenhos com as sombras. As crianças amam isso também. E deixar uma lanterna sempre a mão, na hora de dormir também é muito útil. Serve como uma espada de luz. No inicio as crianças vão usar bastante, mas tende a diminuir o uso com o passar das noites o o objeto deixa de ser novidade! Até dois anos atrás as duas crianças dormiam com lanternas na mão. Hoje não é mais necessário. :)
Fica a dica!

 
ORION E O ESCURO de Emma Yarlett, Editora Globinho.

Orion é um menino grande, mas ainda tem medo de algumas coisas. Mas o que o deixa A-PA-VO-RA-DO é o escuro. 
Um dia ele ficou tão bravo com o Escuro, por que ninguém gosta de se sentir intimidado por ninguém, que enfurecido, manda o Escuro e seus barulhos assustadores embora (de um jeito beeem mal educado)!
Acontece que o Escuro, acha que é hora do Orion parar de ter medo dele, desce e convida o menino para passear pela noite escura!
E Orion aceita e você nem imagina o que ele descobre nesse passeio!

Eu tenho uma menina grande em casa, que de vez em quando também não é fã do Escuro. Após ler esse livro ela me pediu para fazermos um abajur.

Juntamos todos os materiais e mãos à obra!

Primeiro a Cecília e a avó dela fizeram o Escuro. Demoraram muito, pois faziam um Escuro, dali a pouco achavam que ele não estava bom suficiente e desmanchavam tudo pra fazer outro. Brincaram bastante.
Quando resolveram a forma definitiva, pedi que, com uma colher, deixassem o Escuro oco.
E em seguida, espetaram muiiitos palitos de dentes no coitado! Oh! Que pecado. Deixamos-o assim por dias, até secar. 

Confesso que foi difícil tirar os palitos. Alguns quebraram e daí, com a ajuda de um palito de fazer unhas de metal, conseguimos tirar todos (enfiando o palito de metal pelos buracos e empurrando os de madeira, até saírem).
A parte mais divertida foi a pintura. Cecília escolheu os tons e pintou todo Escuro sozinha.
Deixamos secar a tinta acrílica e passamos para o passo seguinte: montar o abajur!
Pegamos duas tampas na nossa caixa de sucata e eu, adulta, fiz 3 buracos (mas só precisava de 2 na verdade) na maior delas.
Depois fomos fazer a fiação. Numa das pontas separar o fio em 2, tirar a parte de plástico e passar cada um (a parte de cobre) por um dos pinos laterais. O do meio fica vazio. Fechar a ponta.

Na outra extremidade passamos o fio pela lateral da tampa, e por dentro do soquete. Passamos a fita isolante na base e com essa mesma fita, prendemos o soquete na outra tampa.
O próximo passo: passamos a parte de cima dessa base presa (soquete + tampa) pela tampa maior. 
No meio do fio, separamos e cortamos totalmente um dos lados. desencapamos, torcemos os fios de cobre e encaixamos interruptor (no mecanismo de ligar e desligar).

Cecília colou com Super Bonder os olhos no Escuro. Colocamos a lâmpada no soquete e o escuro em cima da lâmpada. 
Pronto! Nosso abajur Escuro. Infelizmente, no vídeo (do Instagram @kidsindoors) e nas fotos, não dá pra ver, mas as luzinhas passam pelos furos do corpo e se projetam pelo quarto, quando as luzes estão todas apagadas! Ficou show! Pelo menos nós adoramos!
O ESCURO de Lemony Snicket com ilustrações de Jon Klassen, ISBN: 9788574066561, Editora Companhia das Letrinhas. 
Luca tinha medo do escuro, e pior, o escuro morava na mesma casa que ele! O escuro morava principalmente no porão, mas as vezes ele ficava atrás de uma cortina, debaixo do balcão, atrás de uma porta e isso preocupava Luca.
Luca pensou que se ele fosse falar com o escuro, no porão, ele, o escuro, não iria mais aparecer no resto da casa. Mas Luca estava enganado... o Escuro não tinha medo do Luca...

Livro para o período em que a criança começa a ter medo do escuro, lá pelos 3 anos e segue sendo ótimo para crianças até 9 anos. A história é envolvente, amaria ter escrito. As ilustrações são lindas, todas em tons de ferrugem e preto, que dão o clima do livro. 

O medo do escuro, assim como outros medos que a criança apresentam fazem parte da natureza humana. É um sinal do estado emocional que alerta o corpo diante de um perigo, que para criança, é sempre real (mesmo que seja em relação a um bicho papão, por exemplo. O bicho é imaginário, mas o medo é real). Principalmente a noite, quando desligamos a luz e ela 'desliga' os pais da vista. E como elas têm muita imaginação, o escuro apaga o real e libera a imaginação a procurar e inventar possíveis perigos. 

E os pais devem mostrar para a criança, com muita paciência, o que é real e o que é imaginação e mostrar também que o escuro é apenas a ausência de luz. 

Lembrando que a criança pode ficar confusa que a mãe que é grande pode dormir com o pai/namorado/companheiro, mas ela que é pequena, precisa dormir SOZINHA no quarto dela. Já pensou nisso? Eu muitas vezes. Não me parece justo, né?!

Bem, aqui em casa voltamos a ter problemas com o escuro...

Eu, como mãe e bruxa, fui procurar uma solução... encontrei esse livro O ESCURO e mais isso: 
Um bichinho da loja de R$1,99, por esse preço mesmo, que brilha no escuro e muda de cor, tudo ao mesmo tempo. Muiiito fofo! E ajudou muito. Para terem uma ideia, a pilha durou 1 semana e foi o tempo do medo sumir. A pilha foi enfraquecendo e ficando cada vez mais fraquinha... até a luz se apagar por completo e com ela, o medo.  

Uma dica para fazer com as crianças que tem medo do escuro: Pegar uma máquina fotográfica e ligar o flash. Pedir para a criança tirar foto de todos os lugares escuros da casa, os lugares que ela têm medo. Depois mostrar para a criança os lugres que não estarão escuros e sim como eles realmente são. Assim, quando ela fechar os olhos, vai se lembrar das fotos que tirou. :) Simples assim.

Recomendo muito, o livro e a luzinha. 
SOMBRINHAS de Jean Galvão. Editora: Companhia das Letrinhas. ISBN: 9788574065670.

  Livro imagem. Falta luz e o gato resolve animar o amigo mostrando-lhe uma lanterna! Aí começa a grande brincadeira.
Sabe quando surge aquela ideia genial de repente? Aquela lampadazinha logo acima da cabeça? Pois um menino e seu gato tiveram uma dessas ideias, e bem no meio da noite. Com uma lanterna, mais as mãos e o rabo, inventaram um jogo de sombras. Eles só não lembraram que a pilha da lanterna poderia acabar, mas mesmo assim conseguiram dar um jeito ainda mais criativo de continuar a brincadeira. No final do livro, o menino mostra aos leitores algumas possibilidades de sombra para se fazer com as mãos.
Divertido pra ser lido debaixo das cobertas (formando uma barraca) com lanternas e com amigos! Festa do pijama? Este é um livro pra essa ocasião!