Noveletas de Wander Piroli, pela SESI-SP editora

Temos duas coleções dele. Uma é mais infanto juvenil, chamada de Noveletas, tem 3 títulos:

O MENINO E O PINTO DO MENINO de Wander Piroli e ilustrações de Lelis, editora SESI-SP.

Acho que é o livro infanto-juvenil mais famoso dele, eu tinha uma versão com outro ilustrador, quando as kids eram pequenas. A história surgiu em 1972, quando o seu filho pequeno ganhou um pinto e o levou para casa. Chateado com a inesperada situação, pois viu que o bicho iria morrer. O livro teve mais de 30 edições. 

Ao chegar na escola a mãe vê que o filho de 4 anos já está com um olhar diferente e nem correu para ela.
Ele está curvado e com a mãe debaixo do blusão. Ao se aproximar descobre que os alunos ganharam da professora um pintinho de dia das crianças!
A mãe logo fica apreensiva.

Sabe que esses animais são frágeis e ele irá durar muito pouco. Já fica triste pensando na tristeza do filho e como o marido ficará chateado ao chegar em casa e saber do ocorrido.

Dito e feito. O bichinho começa a piar cada vez menos, e a família tem que lidar com o problema.
A vida pode ser maravilhosa, mesmo quando dói.

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OS RIOS MORREM DE SEDE de Wander Piroli, com ilustrações de Lelis e publicado pela SESI-SP editora. 

Livro com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de 1977. Piroli abriu mão das bruxas e duendes para falar às crianças da vida, dos problemas, como eles são.  Ele é considerado um dos precursores da criação de fábulas que envolvem temas ecológicos. 

O pai pega as coisas de pescar. O guri está terminado a lição de casa e mal consegue se concentrar. A mãe está preocupada e acha que o pai não devia levar o filho junto.

A pescaria será num rio chamado Rio das Velhas.
O pai ia com o pai dele lá, quando tinha a idade que o filho dele tem hoje. Mas uma coisa mudou. Por conta da poluição, quase não há rio.
Dizem que não há mais vida no rio, só lama e sujeira. O pai explica pro filho como os homens estão matando o planeta.

Pai e filho ficam ainda mais ligados com essa viagem.
Nas ilustrações vemos o ante e o depois... Como o rio era quando o pai era menino e como ele é agora. Uma realidade triste, uma história de denúncia escrita em 1976, mas bem presente, ainda hoje.

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TRÊS MENOS UM É IGUAL A SETE de Wander Piroli e com ilustrações de Lelis, publicado pela SESI-SP.

A família tinha um sítio perto da cidade. Um dia receberam uma ligação do caseiro: haviam arrombado a casa! Estava tudo revirado, levaram muitas coisas, até o relógio estragado da parede. 

O conselho de todo mundo: arranja um cachorro. Se a chácara tivesse um cachorro, isso não teria acontecido. Ladrões tem medo de bicho. o animal late muito também e serve de alarme. E lá foi o pai  (meio a contra gosto) arranjar um vira-lata, com o porteiro do escritório. A mãe, por via das dúvidas, falou com uma lavadeira, que ficou de arrumar um cachorro pra ela. E o filho, querendo resolver logo a questão, saiu pelo bairro perguntando se ninguém tinha um cachorro pra dar. Em menos de uma hora voltou com uma cadelinha. A mãe não gostou nada, nada. De tarde a lavadeira trouxe uma filhotinho feio mas inteligente... E quando o pai chegou de noite também trazia na mão um cachorro, só que de raça, que ganhou de um amigo. 

Vai dar confusão!
Mas mesmo assim, é uma história cheia de afeto.

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As histórias são pra família. Me lembrou meu tempo de guria. Um tempo diferente deste nosso tempo. As coisas eram mais devagar, mais outdoors, mais em família. São histórias curtas que mostram passagens da vida de uma criança. 
Adoramos.

Sobre Wander Piroli:
Pirolli nasceu em 1931 e cresceu no bairro da Lagoinha, em Belo Horizonte. Foi advogado, mas abandonando a profissão pelo jornalismo. Em sua obra trabalha com os temas cotidianos que afetam a vida de pessoas comuns. Sua linguagem é direta, dura e seca, porém seus personagens são cheios de "humanidade". Ele é considerado o Hemingway brasileiro, pelo modo como viveu e de escrever. Morreu em 2006.

Logo vamos falar de outra série dele, também publicada pela SESI-SP editora. 

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