Dicas para ententer crianças presas em casa
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Chegaram no blog dois volumes da coleção Meu Primeiro Clássico, editora Edelbra.
A Princesa e o sapo
João e Maria
Contos de fadas recontados por Rosana Rios e ilustrados por Laura Michell.
Livros capa dura e formato A4 de encher os olhos das crianças e adultos que participam desse momento mágico da leitura. Com a facilidade da letra bastão, pode ser explorado pelo leitor iniciante ou em leitura compartilhada.
Rosana Rios conta de forma simples e cheia de ritmo as histórias que encantaram nossa infância.
Os desenhos da argentina Laura Michell são fiéis a ilustração tradicional, enriquecendo as imagens com esboços a lápis que transparecem por baixo das cores.

João e Maria



João e Maria é a história dos dois irmãos que são deixados no fundo da floresta pelo pai e pela madrasta que não tem como alimentá-los mais.



Graças a astúcia de João, que marca o caminho com pedrinhas brancas, os dois conseguem retornar.



Dá segunda vez que os pais os levam, não tem a mesma sorte e depois de muito andar encontram uma cabana coberta de doces.



A cabana é de uma bruxa que decide comer João assim que ele engordar. Desta vez não é a esperteza de João que vai salvá-los, é a de Maria.

A princesa e o sapo


A filha caçula do rei adorava brincar com sua bola dourada. Um dia ao jogá-la para o alto, caiu dentro de uma fonte e sumiu.


Um sapo viu a aflição da princesa e prometeu ajudá-la em troca de sua amizade. Ela aceitou mas sem nenhuma intenção de cumprir a promessa.


O sapo, que conseguiu entregar a bola, cobrou no dia seguinte o pagamento, que consistia em ficar ao lado da princesa para tudo. O rei a obrigou a cumprir o acordado.


A princesa não estava nada contente mas mesmo assim teve que aguentar. Quando finalmente se irritou e jogou o sapo longe, aconteceu algo incrível!!!! Vocês já devem imaginar o que é, né? Vou dar spoiler, gostei desta versão pois a princesa não beija o sapo.




Durante toda a semana, em comemoração ao Dia das Mães, estamos mostrando livros em que elas são as protagonistas ou que ajudam a pensar a maternidade. 



Mudanças


Do escritor Ilan Brenman com ilustrações de Valeria Gallo, pela editora Edelbra.

Este livro não trata especificamente das mães mas mostra as diferentes fases que a criança passa durante o crescimento. Por que colocá-lo num post sobre o dia das mães?
Por causa destas imagens:


O bebê nascendo na banheira


E sendo amamentado no sling.

Confesso que tive uma grata surpresa ao ver as ilustrações.
Um ótimo livro para abordar o papel biológico e emocional da mãe. E também para ajudar quando surgir a temida pergunta "Como eu nasci?"
Livro grande de capa dura. Ilustrações expressivas, atraentes e muito bem humoradas.

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Como ele foi parar aí dentro?


Outro livro do escritor Ilan Brenman com ilustrações da Vanesa Prezoto, editora Aletria
Já que o Ilan nos ajudou a introduzir o assunto no livro Mudanças, neste ele vai esmiuçar. Em "Como ele foi parar aí dentro?" A pequena Rafaela fica espantada com o tamanho da barriga da vaca Geraldina. Quando pergunta o porquê, os pais, pegos de surpresa, dão uma resposta estapafúrdia para a menina.


Depois Rafaela viu uma girafa no zoológico prestes a ter o filhote. Quando questionou os pais, outra resposta inventada. Não demorou muito para Rafaela encontrar uma moça grávida e querer saber 
"Como ele foi parar aí dentro?" 
De forma simples e bem humorada o livro conduz a criança (e os pais) a resposta para a pergunta.


O livro é lindo, as ilustrações de Vanessa Prezoto são apaixonantes.

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O Monstro do pé molhado


De Nana Toledo, ilustrações divertidas de Guilherme Karsten, editora Gato Leitor.


A mãe de Lucas descobre uma coisa muito esquisita... Enquanto o filho toma banho, pegadas de monstro aparecem na sala. Lucas pega sua lupa e depois de observar bem, descobre que são pegadas do Monstro do Pé Molhado. A partir daí os dois passam o tempo todo atentos a cada pista que o Monstro deixa, tentando descobrir o que ele quer. Ajuda a lidar com o medo de monstros, muito comum nos pequenos. 


História muito fofa que nos faz lembrar que ser mãe não é apenas cuidar das necessidades dos filhos, é também se deixar envolver nas suas fantasias. Viver suas histórias é presentear-se com uma segunda infância.

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Quero minha mãe-robô?


De Davide Cali com ilustrações de Ana-Laura Cantone, editora Rovelle.


Imaginação de criança é espaço sem limites e nesta narrativa, um garoto inventa um robô para substituir sua mãe. 

A mãe-robô, ao contrário da mãe de verdade, faz tudo que ele quer, comandada por um controle remoto. Ela pode ficar com ele o tempo todo, fazer todas as suas vontades, preparar a comida que ele mais gosta e não impor regras para o seu dia a dia. E mais, nunca lhe diz: Não! Parece perfeito... 

Mas ele sente falta de alguma coisa: o jeito de dar amor e carinho como só a mãe de verdade sabe fazer. Então é hora de repensar sua grande invenção.

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A Mãe Que Chovia
 

 De José Luís Peixoto e ilustrações de Daniel Silvestre da Silva. Editora: Companhia das Letrinhas. 

 
Todos diziam que ele era filho da chuva. E todo mundo sabe que a chuva é uma super necessária ao redor do mundo. Então, desde muito pequeno, o guri precisa dividir sua mãe com o resto do mundo. Ela precisa cuidar não só dele, mas de um planeta inteiro e isso gera um problema, pois acaba ficando longe do filho, que tanto ama, por longos períodos. 

Ele precisa aprender a ter paciência e generosidade, a aceitar o trabalho de sua mãe e saber que mesmo longe,

 
 ela o amo incondicionalmente. Muito lindo e poético.

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  Hector and Prudence

 De Bruce Koscielniak. Editora Knopf. Livro em Inglês.


Uma porca mora livre, leve e solta com seu porco. Um dia ela o convida para fazer um piquenique e reflete: Acho que precisamos de uma casa! Ele pergunta se ela não é feliz ali, livre, ela diz que sim, mas acha que está na hora de terem uma casa. Então ele aceita e partem em busca de uma. 


Tempos depois, ele diz que ela anda meio redondinha.  Ela disse que sim, mas que logo passa... 

 
E dias depois ele se descobre pai de 6 porquinhos!

 
O livro mostra a sutileza da mulher que percebe que vai ser mãe e os "jeitinhos " que dá em prol da família.

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Onde está a minha mamãe?
 
De Oakley Graham e ilustrações de Daniel Howarth. Editora: Bicho Esperto.

 História de um bebê dino que nasce e vai procurar sua mãe.

Ele vai passeando pela paisagem e nem desconfia...



 Que na verdade ele está em cima dela. O leitor só descobre quando puxa uma cordinha e a sanfona abre, revelando a mamãe dormindo. Muito fofo. As crianças pequenas amam esse livro.


Fica a dica de livros! Tem muiito mais no blog! Basta colocar a palavra MÃE na caixa de pesquisa!
A nossa leitura de hoje foi: ZOO SECRETO de Giovanna Zoboli e ilustrações de Francesca Bazurro, da editora Edelbra.
Um livro lindo sobre a autorreflexão.
 O livro é todo em Preto, branco e laranja. Esse contraste deixa a história bem mais marcante. Angélica analisa suas lembranças, sensações e pensamentos como se fossem animais, alguns selvagens, outros misteriosos, outros provocativos, alguns mais calmos... Ela faz um mergulho dentro dela mesma. Será que todos temos pensamentos assim? Um livro pra trabalhar ética, moral, respeito, sentimentos, pensamentos, opiniões, pluralidade cultural e conhecimento pessoal.
Minha primeira ideia foi fazer um acróstico com o nome das crianças onde elas colocariam os pensamentos, sensações, ideias mais recorrentes. Mas após a leitura a Cecília falou o seguinte: "MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO COMO DA ANGÉLICA. ELES SÃO COLORIDOS." Então, pedi pra ela me mostrar como é dentro da cabeça dela:
O resultado foi uma colagem, depois de muitas folhas de desenhos rabiscados. Eu pedi pra ela analisar a imagem, pra ela mesma. Não precisava me falar nada. No final, ela só me disse que pensava muito cantando.

E como é a cabeça do teu filho ou aluno? Você sabe? 

Cada um tem um ZOO SECRETO dentro de si. Que animais representariam melhor a tua cabeça?

Recomendo a leitura. Adoramos!
 Oba! Mais uma parceria!
A editora Edelbra entrou pro nosso time!
  E hoje vamos brincar com um livro muito legal dos meus amigos láááá do Sul do país: TANTOS BARULHOS com poesias de Caio Riter e ilustrações lindas da Martina Schreiner. Editora: Edelbra, ISBN: 9788536010991

Lendo esse livro me dei conta de como lemos poucos livros de poesias com/para as crianças!

O livro é recheado de poemas gostosos, do tipo que dá vontade de ler em voz alta, de preferência bem alto e no meio da sala!
Alguns trechos (de poemas diferentes) que as crianças mais gostaram:
"Tudo faz barulho,
tudo ruído provoca.
Tem som o pum do menino
e o riso da velha coroca."

"Plom, plom, plom
pinga pingo na panela.

Plum, plum, plum,
bate bota a sentinela.

Plam
Plém
Plim
Plom
Plum"

"Então, quem incomoda o Davi
com esse insistente cri-cri-cri?

É um bicho bem pretinho
e que tem pequeno porte.
Dizem que quem encontra um grilo,
cri-cri-cri, está com sorte"

"À meia-noite,
na hora dormente,
ouve-se o fantasma e sua corrente.

À meia-noite,
na ribanceira,
ouve-se uma praga de feiticeira.

À meia-noite,
na casa da esquina,
um grito de menina, eu ouvi:
- Mãe, quero fazer pipi!"

Divertidos! E há muitos outros!

 Primeiro ela escolheu um dos poemas, no caso BARULHOS NA NOITE, e em uma folha A3, desenhou somente com pastel oleoso branco uma imagem que ilustrasse o poema. Depois foi dar cores usando aquarela.  Fica bem difícil de ver o desenho de início, só fica visível ao olhá-lo contra a luz. A medida que as cores vão fixando no papel o branco das linhas salta. E o óleo do pastel, não deixa a água e nem a tinta penetrarem onde ele riscou.

 
 Depois nós fomos brincar de fazer poesias visuais, tentando imitar o estilo da Martina, mas analogicamente, sem o computador para unir as partes.

A Martina usou material de desenho e tintas. Fez muitas imagens lindas e uniu-as no computador.
Nós vamos fazer algo parecido... opa! Nós não, a Cecília é quem fez!
Primeiro ela fez um cenário com bem poucos elementos. Do mesmo jeito do desenho anterior.  Em outra folha ela fez mais elementos da paisagem, objetos e os personagens. Tudo com pastel oleoso preto. Depois recortou e pintou tudo com aquarela também. Esperamos secar.
E depois ela foi montando histórias visuais e inventando pequenos versos. Cada vez que mudava as coisas de lugar, uma nova história aparecia. Delícia de ver o que eles são capazes de inventar sozinhos.