Dicas para ententer crianças presas em casa
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Olha os patinhos aqui de novo!
Um dos motivos da minha pesquisa de histórias de Patinhos Feios é pelo fato de ser uma das poucas histórias de contos de fadas, onde não há um elemento de mágica. Já parou pra pensar nisso?
O Patinho vive deixando-se levar pela opinião dos outros, fica sempre triste e, na maioria das vezes, não luta, não enfrenta, mas deixa-se levar, aceita os xingamentos, as mal criações, o máximo que ele faz, é fugir. Já pensou o que isso representa? O quanto a história representa parte da população? Eu sempre fiquei pensando: Por que ele não reage? Por se deixa levar... Aí, fiquei doente. E foram dois anos de quase apatia, não conseguia reagir. Aí que a história do Patinho Feio fez sentido pra mim.

Recebemos duas versões da história da editora Paulinas:

1 PATINHO FEIO, da coleção Livros Divertidos, de Bia Villela.

O livro é um pequeno quadrado (amo esse formato - perfeito pras mãozinhas das kids e pras mochilas e prateleiras).

Tem pouco texto, a maioria em caixa alta, e todas as ilustrações são linhas, formas geométricas, há uma certa simetria e equilíbrio e as cores são chapadas. A única página onde esse equilíbrio de cores e retas é quebrado, é no momento que os outros descobrem que nasceu um patinho diferente... E feio!

 Mas o que é feio? Como medir a beleza e feiura? Um livro pras kids pequenas.


2. HISTÓRIA DE FEIURA de Tatiana Belinky e ilustrações de Edu.

A guria se olha no espelho e vê que faltam alguns dentes, fica triste e quando o pai vai contar uma história de "boa noite", descobre que a filha acredita que é feiosa. Então, ele decide contar uma história bonita sobre a feiura, e claro, conta a história do Patinho Feio. 

Durante a contação, a filha interrompe várias vezes comentando a história, querendo que o pai conte logo uma parte ou outra, ou dando sua própria opinião (como as kids pequena realmente fazem). O texto é basicamente diálogos. 

Tem uma história dentro de outra história. O texto de História da feiura, da coleção Tapetes de História, é da Tatiana Belinky e as ilustrações são do Edu. E a capa já mostra que serão histórias contadas, como num teatro de fantoche. 

Spoiler: Se você observar bem as ilustrações de dentro do livro, descobrirá que um dos personagens da capa, participa da história contada, dentro do livro. 😊😉 

Os dois estarão na minha pesquisa de Pós-graduação, aguardem! Tenho muito pra falar deles ainda!
Bom diiiiia!

Sabe que fizemos aniversário mês passado, né!?

E quem chegou pra festa? A Cris Eich e seu mais novo livro publicado pelas Paulinas Brasil: QUEM VOCÊ TROUXE?

A guria (como nós!) está de aniversário e espalha convites ao vento. O único requisito pra participar da festa, que é pura poesia, é trazer um amigo junto.

Quem você levaria?

Chegam o Sol, o silêncio,

a fome,

a curiosidade

e muito mais!

Será que sabemos lidar com tudo que aparece na nossa frente? Será que sabemos conversar com emoções e sentimentos, que muitas vezes são tão contraditórios, dentro da gente? Será que tudo que sentimos é bem-vindo? Será que deixamos entrar tudo que vemos, ouvimos, sentimos? Será que devemos? Será que isso é bom? Por aqui estamos apaixonadas pelo livro, pelo texto, pelas ilustrações tão potentes, coloridas e bonitas. É daqueles livros que as kids não cansam de ler e reler. 

Obrigada, Cris (@cris.eich)! Pelo carinho, pelo presente!






De  Andre Neves, editora Paulinas.

A gente sempre sabe que um livro do André será lindo e este é um representante exato da poética que o André vem desenvolvendo. Poesia no texto, poesia nas imagens.
Texto e imagem carregados de sensibilidade. André reveste a história Menino Chuva na Rua do Sol com a estética apurada do seu momento atual. Um artista que ao se metamorfosear presenteia os leitores com o brilho das suas asas de borboleta.

Celino queria colecionar chuvas, tinha vidros de todos os tamanhos e formatos para chuvas imaginadas.

As chuvas seriam recolhidas por seres inventados e conhecidos e trazidas até ele.
Até resfriado sem chuva ele pegou, antecipando o banho que tomaria em breve.

E quando a chuva finalmente chega na Rua do Sol, é festa para crianças e adultos, reais e inventados.

Livro para as acordar as linfâncias que moram nos adultos. Edição caprichada (a gente sabe que o André cuida de perto essa parte) da Paulinas.

De Vanessa de Abreu Barbosa Fernandes e Moisés Chencinski, ilustrações de Helena Cortez.
Editora Paulinas.


Chega a dar um quentinho no coração receber de uma editora tradicional como a Paulinas um livro onde a narrativa abra espaço para o ativismo pró-amamentação. 
Escrito pela Vanessa de Abreu (nutricionista e mãe do  Lucca e da Marcela) e pelo pediatra e homeopata Moises Chencinski foi lançado em maio em homenagem ao mês das mães.
O livro começa falando sobre a importância da amamentação e de conscientizar as crianças. 
Aumenta nossa esperança ver num livro dirigido ao público infantil conhecimento e dicas ajudarão a instrumentalizar as próximas gerações.


Explica aos pequenos o que é ser mamífero através das dúvidas do Lucca que está se adaptando à chegada da irmãzinha em casa.


Lucca pede para a avó preparar um bolo para dar à irmãzinha. A avó o chama para ajudar e conta através das histórias de animais sobre a necessidade dos bebês se alimentarem exclusivamente de leite materno.



Durante toda a narrativa recebemos, através da voz da avó, dados corretíssimos sobre amamentação e, no final, Lucca entende que a irmã não precisa de mais nada para viver.


Deixo aqui a contra-capa com a recomendação do Carlos González sobre o livro. Para quem não sabe, ele é um pediatra e escritor espanhol que mais incentiva amamentação e criação com amor no mundo.  

Aqui em casa, fizemos toda uma preparação para amamentar o Lucas. Abri mão de muitas coisas em favor do meu sonho de chegar aos dois anos de leite materno, busquei informações, entrei em grupos de amamentação e tinha uma consultora à disposição para qualquer necessidade. Tive o privilégio de contar com rede de apoio. Torço para que, quando nossos filhos forem adultos, amamentar exclusivamente até os seis meses, em livre demanda e poder manter a amamentação até os dois anos, seja uma realidade possível para todas as mães que assim desejarem.
Parabéns aos autores e editora.
Este ano a Márcia (@boaleiturabomapetite)e eu resolvemos fazer nossos picnics literários mais inclusivos.

Vamos compartilhar a lista dos livros que já temos na nossa biblioteca:

Eu trabalhei com crianças especiais nos anos 90, era professora de artes e sempre que podia trabalhava usando livros. E, pesquisando material para minhas aulas, conheci o livro

 ADÉLIA ESQUECIDA de Lia Zatz e ilustrações de Luise Weiss, da editora WG produto.

Foi um dos primeiros livros que comprei que era inclusivo.
Aqui, a guria Adélia, como toda criança, resiste às atividades necessárias do dia a dia, como amarrar os sapatos, se agasalhar, pentear os cabelos... Nem por isso ela e a mãe deixam de ter uma relação afetuosa. O texto, em escrita alfabética e em braille, permite que a criança, com visão precisa ou não, descubra do que se está falando, com a ajuda de ilustrações em colorido contrastante, relevo, texturas e aromas. Adélia Esquecida é o segundo título de uma coleção dedicada a todas as crianças, inclusive as com deficiência visual, lançado pela editora WG Produto.

O Braille.BR® não fura o papel conferindo alta qualidade às lindas ilustrações de cores vibrantes e contrastantes, às texturas e relevos, e também aos aromas! Todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados de forma a enriquecê-lo nos três aspectos da percepção humana: visual, tátil e olfativa. Assim, o aproveitamento da obra assume alto nível qualitativo convidando todas as crianças à imaginação e à experimentação. O sistema de impressão Braille.BR, idealizado por Wanda Gomes (patente requerida), permite que o livro possa ser utilizado por pessoas com deficiência visual ou visão normal. 

Para comprar: https://amzn.to/2rYsWNu

E com o tempo achei alguns da Paulinas também. Este comprei logo em seguida:

O ABRAÇO DO ANTÔNIO de Luciana Rigueira e ilustrações de Elisabeth Teixeira. Editora Paulinas.

É uma história sobre adoção. A mãe procurava e procurava seu filho. Ela rezava para encontrá-lo logo. Um dia, ao entrar num orfanato ela o reconheceu! Era ele que ela tanto procurava. Uma história super afetuosa que me arrepia a pele toda vez que eu a releio.

Para comprar: https://bit.ly/2rY8BaP

VOVÓ de Claudio Martins. Editora Paulinas.

Vamos começar dizendo que amamos este livro!

A vovó não aguentava ver aquela cena chata e sem graça TODOS OS DIAS! E como não tinha dinheiro para viajar ou se mudar, resolveu perguntar pos aí se alguém estava disposto a dar uma carona pra ela. Que chato! Não encontrou nenhuma boa alma. Então resolveu colocar a mão na massa: comprou tintas e começou a resolver o problema de uma forma super criativa (acho que via contagiar todo mundo!!!): Fez um quadrinho pra colocar na parede de casa! Hummm... Desconfio que não foi só isso, mas....
Um livro divertido sobre mudar o mundo com as próprias mãos!

Para comprar: https://amzn.to/2AijBV8

A nossa editora parceira, Paulinas, enviou além de Vovó, outros três títulos do trabalho inclusivo que promovem através da literatura.


As histórias tem menos texto para que as letras em braille caibam nas páginas correspondentes.


 Dorina Viu de Cláudia Cores, ilustrações de Dimas Reativo, da editora Paulinas.

O livro conta a história de Dorina Nowill divulgadora do Braille no Brasil. Através dele descobrimos que Dorina enxergou até os 17 anos quando acabou perdendo a visão.

Sylvio lendo com as mãos!

O livro mostra que o tato também é uma forma de enxergar, calor, frio, aspereza, os dedos percebem como os olhos. Letras grandes e desenhos pouco detalhados para facilitar a leitura de crianças com baixa visão.

Para comprar: https://amzn.to/2VeFfSU

O Chapeuzinho Vermelho, das Paulinas.

Reconto do clássico por Bia Villela. Ilustrado com elementos gráficos: círculos, quadrados, triângulos, além de cores chapadas, os desenhos simples são uma ótima opção para introduzir a história aos pequenos e a crianças com baixa visão. E as kids amam este formato pequeno e quadrado.

Para comprar: https://amzn.to/2VcgoPE

A Bruxa mais velha do mundo, de Elizete Lisboa, ilustrações de José Carlos Aragão.

Uma história divertida do dia a dia de uma bruxa do interior do Brasil. Ela brinca com a água dos rios, com a jaguatirica, o tamanduá. Canta uma música mágica que chama os bichos.

Pra comprar: https://amzn.to/2VcuJM5

Para nossa felicidade o projeto do Itaú Social #euleioparaumacrianca e #issomudaomundo, junto com a Fundação Dorina Nowill, tinha a opção de pedir os livros assim: em braile e com fonte ampliada.

Aqui em casa minha sogra já comemorou, vai poder ler os livros para os netos com mais facilidade (ela tem baixa visão).

QUERO COLO! de Stela Barbieri e Fernando Vilela. Editora SM.

Quem quer um colinho gostoso? Pra que se pede colo?

Um livro lindo para os pequenos. Usando uma linguagem simples e desenhos que se aproximam dos infantis, o casal reverencia a importância do colo e consequentemente do afeto entre humanos e bichos. O Lucas amou, ficou pedindo para ler uma e outra vez.


PEDRO VIRA PORCO-ESPINHO de Janaína Tokitaka e da Jujuba editora. Outro livro fofo. Mesmo sendo para os pequenos, este já é para os maiorzinhos (acima de 3 anos usando o Lucas como medida). Pedro é um menino que gosta de dinossauros, brincar com os amigos, ganhar carinho mas se as coisas não saem como ele quer, vira porco-espinho.

Quem é que não tem um doce de criança em casa que é só ser contrariado pra sair soltando espinhos pra todo lado? (Eu tenho). Com repetições (que os pequenos adoram) e rima no final de cada página vai ser sucesso entre as kids. Ilustrações focadas no personagem e com muito branco, fácil dos pequenos compreenderem. Parabéns Itaú por um projeto único e de resistência nos dias de hoje.


Agora vamos esperar as chuvas pararem para poder levar os livros pros picnics!

E vocês tem algum livro em Braile favorito? Conte pra gente!


De Elias José, ilustrações Elisabeth Teixeira, editora Paulinas.

Hoje eu vou mostrar a vocês um livro que namoro a anos. Sempre que passava em frente a loja das Paulinas em Porto Alegre, parava para ver as novidades e dar uma espiadinha no Pequeno Dicionário. Pequeno só no nome, livro grande, formato ofício com mais de 100 páginas. Bom tamanho para o dicionário de um poeta que escreveu mais de cem livros infantis, Elias José. Esse mineiro era professor de universidade mas amante das coisas simples. Sabia falar a língua das crianças, usava as palavras pela sua sonoridade e brincava com os trocadilhos.
No Pequeno Dicionário Poético-humorístico Ilustrado a seleção das palavras ocorre por pura afinidade do autor com o mundo infantil. O resultado é um dicionário pessoal de tudo o que evoca a infância com suas imagens e sentimentos.



As ilustrações da Elisabeth Teixeira são sempre perfeitas (abrindo um espaço para tietar a Elisabeth Teixeira que adoro). Suas aquarelas nos ajudam a entrar no universo do livro, ampliando o sentido de cada verbete.



O projeto gráfico do livro foi elaborado para lembrar um dicionário mesmo, com as letras marcadas por cores no canto das páginas. O aproveitamento cuidadoso das páginas permite espaços em branco que proporcionam um descanso e melhor aproveitamento das imagens e manchas de texto.




Daqueles livros que acompanham as crianças desde a pré-alfabetização até o finzinho da infância. E que se for bem cuidado, com certeza, vai querer guardar pra reler com os filhos.


De Silvio Costta, ilustrações Taline Schubach, editora Paulinas.
Este é um livrão! Daqueles que a criança literalmente entra de cabeça na história. Da coleção Livros Divertidos, é escrito em rima com frases curtas e letra em caixa alta. O tamanho do livro, permite que a letra seja grande sem pesar na ilustração, perfeito para crianças que estão dando os primeiros passos na leitura.



Claro, os menores também vão gostar do livro, pelas rimas, pelas situações engraçadas e pelos desenhos que valorizam os riscos de giz.

O livro é muito dinâmico, parece que está em alta velocidade, as frases curtas e as ilustrações colaboram com essa sensação. Outra coisa que chama muito a atenção dos pequenos são as imagens de comida.

As ilustrações da Taline são ótimas e neste livro especificamente, ela foge da ilustração certinha; extrapola limites e deixa fundos aparentes. Mistura pintura e giz para chegar a um efeito orgânico, dinâmico e despojado, bem como a história pede. Somos suuuuper fãs do trabalho da Taline.